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Volvo vai colocar 100 carros autônomos nas ruas até 2017

Submitted by on 23 de fevereiro de 2015 – 14:09No Comment

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A Volvo deu o pontapé inicial para a implantação da segunda fase do projeto “Drive Me”, uma iniciativa conjunta entre a montadora e o Governo da Suécia que tem a intenção de tornar possível o desenvolvimento e a venda de carros autônomos.

A montadora sueca detalhou esta semana como pretende colocar até 2017 ao menos 100 XC90 autônomos rodando em determinados perímetros na cidade de Gotemburgo, na Suécia, em situações cotidianas de trânsito e nas mãos de consumidores comuns. “Estamos dando um importante passo para um teste público, com a ambição de permitir que pessoas comuns sentem-se atrás do volante em situações de trânsito normal, em vias públicas, como nunca foi feito antes”, afirma Peter Mertens, vice-presidente sênior de Pesquisa e Desenvolvimento da Volvo

É um projeto ambicioso, que não depende apenas da vontade da Volvo, mas do apoio de legisladores, autoridades de transporte e da adaptação para um novo conceito de mobilidade urbana. A marca acredita ser esse um componente central para se alcançar a mobilidade sustentável e assegurar um futuro livre de acidentes automobilísticos.

O sistema de condução autônoma da Volvo pode ser resumido em uma complexa rede de sensores, sistemas baseado em informações da nuvem e sistemas inteligentes de frenagem e de direção. “Carros autônomos irão mudar fundamentalmente a forma que nós dirigimos. No futuro, você poderá ter a opção de escolher entre condução ativa ou autônoma”, ressalta Mertens. “Isso transforma o congestionamento em um momento de uso racional do tempo, abrindo novas oportunidades para trabalhar ou descansar”, completa o executivo.

Segundo o especialista técnico, Erik Coelingh, o sistema Autopilot foi projetado para ser confiável o suficiente para atuar em qualquer circunstância de condução, com a inclusão de sistemas que operam no caso de falhas. Para Coelingh, o maior desafio é criar um sistema autônomo que seja robusto para diversos cenários de trânsito e de falhas técnicas, e que esteja pronto para intervir em uma situação crítica.

Inicialmente, os carros irão dirigir de forma autônoma em estradas selecionadas com condições adequadas, sem tráfego no sentido contrário, pedestres ou ciclistas. “É relativamente simples criar e testar um carro conceito autônomo, mas se você quer realmente criar um impacto no mundo real, você deve desenvolver e produzir um sistema completo que será seguro, robusto e acessível para consumidores comuns”, explica Coelingh.

O especialista afirma ainda que bons motoristas podem reagir bem em condições de emergência, mas na maioria dos casos o carro pode atuar de forma mais rápida que os humanos. E completa dizendo que quando o sistema de condução autônoma não está disponível, em situações extremas de clima ruim, problemas técnicos ou quando se está próximo do fim da rota, o motorista é avisado pelo sistema para assumir o comando novamente.

Confira a extensa lista de recursos e sistemas presentes nos carros que participam do projeto Drive Me:

Sensores com visão 360° por radares, câmeras e sensores a laser.

Combinação de radar e câmera para leitura de placas de trânsito, terreno, objetos na estrada e outros usuários.

Radares na frente e atrás do carro para a localização de objetos em todas as direções.

Câmeras abaixo dos espelhos retrovisores, no para-choque traseiro e grade frontal para monitoramento das faixas de rolamento com capacidade de adaptação rápida em diversas condições de luz, como, por exemplo, quando se entra em um túnel.

Scanner à laser na dianteira do carro que pode identificar objetos em uma área de 150 metros à frente do veículo e ângulo de 140º.

Câmera trifocal no para-brisa com três ângulos de visão que melhoram a percepção de profundidade, de detecção de distância dos objetos, presença pedestres e objetos que aparecem de forma rápida na frente do carro.

Radares de longo espectro posicionados no para-choque que garantem monitoramento da traseira do veículo, útil em mudanças de faixa, pois pode detectar carros se aproximando em velocidades mais altas.

Doze sensores ultrassônicos baseados em tecnologias adotadas para os atuais assistentes de estacionamento se tornam úteis quando o veículo se aproxima de pedestres ou outros obstáculos próximos.

Mapa digital tridimensional de alta definição que fornece ao veículo informações sobre o ambiente ao redor, como a altitude, a curvatura da estrada, número de faixas, geometria dos túneis, guard-rails, placas e saídas. Tudo com uma precisão em escala de centímetros.

Posicionamento de alta precisão que combina um GPS avançado, acelerômetros e giroscópios com três graus de movimento. Com essas informações o Drive Me se torna apto a escolher o melhor trajeto em tempo real, combinando variáveis como a velocidade máxima da via, placas temporárias e outras condições de tráfego.

-Serviço na nuvem que conecta o carro por meio da nuvem à central de trânsito das autoridades de tráfego. Isso permite que as informações de trânsito sejam mais atualizadas possíveis. A central de trânsito pode sugerir até que o motorista desative o sistema autônomo se necessário.

Fonte: Alexandre Izo / Auto Esporte
Foto: Divulgação

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