Nissan anuncia modelos elétricos e híbridos para o mercado japonês e mira vendas de 50% para carros elétricos até 2025
20 de abril de 2018 – 9:43 | Coment√°rios desativados

Yokohama ‚Äď A montadora Nissan anunciou que tem planos de colocar no mercado japon√™s 3 modelos de carros el√©tricos e 5 h√≠bridos at√© 2022.
A Nissan n√£o especificou quais modelos chegar√£o ao mercado, mas at√© o …

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VOLKSWAGEN SANTANA: BONS VENTOS O TRAZEM

Submitted by on 19 de abril de 2016 – 13:41No Comment

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Fomos até a China experimentar o novo VW Santana, com passagem marcada para o Brasil

Batizado com o nome de um vento forte do sudoeste da Calif√≥rnia, o Santana estreou no Brasil em 1984 como um marco, por ser o primeiro Volks de luxo numa √©poca em que a empresa era sin√īnimo de carro compacto e de baixo custo. Na nova gera√ß√£o, feito para a China, ele perdeu a antiga aura de requinte para se aproximar das multid√Ķes. E entre essas multid√Ķes est√° o mercado brasileiro.

Previsto para come√ßar a ser produzido por aqui em 2017, o Santana retorna ao pa√≠s com a tarefa de preencher o v√°cuo que hoje h√° entre o Voyage e o Jetta. O conceito do Santana atual mudou. Agora a aposta √© em espa√ßo interno e quantidade de itens de s√©rie, com relativa modernidade mec√Ęnica, como no caso do motor de alum√≠nio e c√Ęmbio autom√°tico de seis marchas. Tudo embalado por um pre√ßo que fontes da Volkswagen dizem que ser√° muito agressivo. Assim, ele teria muni√ß√£o para combater rivais diretos como Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena e Nissan Versa.

De acordo com essas fontes, j√° h√° uma unidade no Brasil, que ainda n√£o passou por testes de campo. Ela estaria sendo usada exclusivamente para avalia√ß√Ķes em cl√≠nicas a fim de avaliar a receptividade de potenciais clientes a seu desenho. No entanto, desde 2013 j√° h√° uma mula do novo sed√£ rodando por aqui – uma carroceria de Jetta antigo montado sobre a base mec√Ęnica do novo Santana.

Nascido para fazer sucesso em pa√≠ses emergentes, este Santana √© um sinal dos novos tempos na Volkswagen, que teve crescimento significativo nas √ļltimas d√©cadas nesses mercados, hoje entre os mais lucrativos para a montadora. Seu alvo √© a popula√ß√£o cujo poder aquisitivo est√° subindo e que alavanca os volumes de vendas de autom√≥veis. √Č o que acontece na China e no Brasil. N√£o √© de estranhar, portanto, que a nova gera√ß√£o revele progressos enormes em termos de estilo, materiais e acabamentos internos, seguran√ßa e tecnologia.

Esteticamente encontramos um carro de visual sério, conservador e integrado à escola Walter de Silva, o chefe do design do Grupo VW. Para ele a simplicidade e o classicismo das linhas são uma das melhores maneiras de assegurar longevidade. Ou seja, mais do que evidenciar traços típicos derivados do antigo Santana, o novo sedã seguiu a mesma fórmula genética dos atuais VW, com suas vantagens (como menor desvalorização na revenda) e desvantagens (pouca emoção no design e baixa diferenciação para os modelos mais baratos da marca).

O Santana apresentado para potenciais clientes no Brasil j√° traz diferen√ßas. Ele possu√≠a mudan√ßas na grade dianteira, nos far√≥is e principalmente na lateral, com a linha de cintura ascendente, e na traseira, com o porta-malas mais alto. A tampa traseira tamb√©m era diferente: mais simples, segundo informa√ß√Ķes.

O que se nota no interior nada tem a ver com o da geração anterior. Agora passa a ter de série ou opcional, de acordo com a versão na China, airbags frontais, laterais e de cortina, controle de estabilidade, ar-condicionado, teto solar, sensores de ré, sistema multimídia, assistência de arranque em subida, bancos de couro, entre outros. No Brasil, o pacote mínimo terá airbag duplo, ABS, ar e direção.

A plataforma √© a PQ35, a mesma do atual Jetta, do novo Fusca e a do Golf da gera√ß√£o VI, que hoje j√° foi substitu√≠do pelo VII. √Č uma plataforma competente, que resulta em carros com boa rigidez e comportamento agrad√°vel em estrada e que s√≥ come√ßou a ser substitu√≠da pela plataforma modular MQB porque esta nasceu para ser global e gerar uma enorme economia em escala. Com uma dist√Ęncia entre-eixos de 2,60 metros e 4,47 de comprimento, n√£o surpreende que a oferta de espa√ßo para toda a fam√≠lia seja generosa, o que n√£o pode ser dito do porta-malas de 466 litros (o Voyage tem 480). Assim ele √© 17 cm menor que o Jetta e 25 cm maior que o Voyage. Com apenas 4,20 metros, compreende-se por que o Polo Sedan nunca emplacou por aqui.

Na China, ele oferece dois motores de alumínio (com coletor de escape integrado ao cabeçote e 16 válvulas): 1.4 e 1.6, ambos aspirados. Com potência de 90 cv e 110 cv, respectivamente, eles podem ser combinados a dois tipos de transmissão: manual de cinco marchas ou automática de seis velocidades. No Brasil, a marca pode também adotar o 1.0 TSI de 105 cv com etanol, hoje utilizado no Up! e no Fox.

O escolhido para este test-drive em Pequim foi o 1.6. Equipado com c√Ęmbio autom√°tico, a configura√ß√£o se mostrou competente para o tamanho e o peso do sed√£ – o que levanta d√ļvidas sobre a capacidade do 1.4, especialmente quando se lembra que o destino do novo Santana s√£o as garagens de fam√≠lia.

O c√Ęmbio cumpre seu objetivo com suavidade quando se dirige de forma tranquila, mas ao pisarmos forte no acelerador, percebe-se que h√° algum atraso na redu√ß√£o de marcha, principalmente nas situa√ß√Ķes em que o c√Ęmbio precisa baixar duas marchas em vez de uma. E, nessa hora, nota-se que o ru√≠do do motor invade a cabine num tom mais elevado do que deveria, deixando transparecer que alguma economia foi feita no material de isolamento ac√ļstico. Mais que um mero detalhe, isso acaba prejudicando a sensa√ß√£o final de refinamento.

A resposta das suspens√Ķes corrobora a ideia de que, apesar da evolu√ß√£o tecnol√≥gica, o Santana √© um carro de baixo custo. A barra de tor√ß√£o na traseira n√£o poupa os ocupantes que viajam atr√°s dos pisos irregulares, ainda que n√£o tenham do que reclamar da generosa oferta de espa√ßo para as pernas. Talvez essa dose extra de espa√ßo junto com um pre√ßo competitivo seja suficiente para fazer do novo Santana um sopro de novidade no mercado nacional, hoje arejado por uma concorr√™ncia que ter√° quase dois anos para dificultar a estreia daquele que a Volks considera ser o novo furac√£o da marca.

FONTE: Quatro Rodas
TEXTO: Du Yisi, Joaquim Oliveira e Jorge Luiz Alves

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