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Teste: Tiguan 1.4 TSI é rápido e suave, mas já sente a idade

Submitted by on 25 de novembro de 2016 – 13:58No Comment

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Versão de entrada do SUV perde tração integral e tecnologia, mas ganha câmbio DSG e bons números de consumo

Já se passou mais de um ano desde a apresentação do novo Tiguan, em Frankfurt. Para o Brasil, porém, o que se viu até agora foram fragmentos do modelo expostos no Salão de São Paulo, como demonstração da tecnologia híbrida da marca. A solução da Volkswagen brasileira para dar sobreviva à atual geração foi inserir uma nova opção de motor de entrada para o SUV.

Antes disponível apenas com uma configuração já antiga do 2.0 TSI (com 200 cv, enquanto o do Jetta tem 211 cv), agora o Tiguan passa a ter uma versão de entrada com o mesmo 1.4 TSI do Jetta (só a gasolina, enquanto no Golf o motor é flex) e sem tração integral. Com isso, o preço base do SUV foi reduzido. Enquanto o 2.0 TSI começa em R$ 153.440, o 1.4 TSI parte de R$ 125.990.

Não pense que, caso você escolha a nova configuração, será reconhecido nas ruas por ter a versão mais barata do modelo. A única diferença de aparência em relação ao topo de linha está na ausência das identificações “2.0” e “4Motion” na tampa do porta-malas. O 1.4 leva apenas a sigla “TSI”. No mais, tudo permanece como na versão mais cara. A parte ruim é que o mais barato não dispõe dos pacotes opcionais disponíveis para o mais caro, com itens que deixam o visual do Tiguan mais esportivo e sofisticado.

Os faróis são sempre iluminados com lâmpadas halógenas (incluindo as luzes diurnas), enquanto as rodas, originais com aro 17, podem ter 18 polegadas no pacote Elegance (sobre o qual falaremos em instantes). A ponteira dupla de escapamento é cromada e os faróis de neblina estão presentes de série.

Por dentro, o acabamento poderia ser melhor. Apesar da superfície macia na parte superior do painel e da montagem precisa, o restante utiliza materiais rígidos e de aspecto simples. A porção central, que remete à da Amarok antes da reestilização, tem exageradas quatro saídas de ar redondas e um revestimento plástico de visual pobre e frágil. Há ainda mais duas saídas de ar em cada extremidade do painel. O quadro de instrumentos segue o padrão Volkswagen, com fundo preto, iluminação branca e boa leitura.

Vamos a um dos principais pontos de interesse do Tiguan 1.4 TSI: a lista de equipamentos de série. Por R$ 125.990, ele conta com ar-condicionado (manual), alarme, direção elétrica, sensores de estacionamento traseiros, piloto automático, faróis e lanternas de neblina, freio de estacionamento eletrônico, retrovisores externos elétricos e aquecíveis, pontos de fixação Isofix, central multimídia com tela sensível ao toque e App-Connect, controle eletrônico de estabilidade e tração e seis airbags. O sistema start-stop é exclusivo da versão 1.4.

Há duas opções de opcionais: o teto solar elétrico, que sai por R$ 8.060, e o pacote Elegance, que custa R$ 5.930. O kit adiciona ar-condicionado digital de duas zonas, câmera de ré, retrovisor interno eletrocrômico, mesinhas dobráveis para os ocupantes traseiros, rodas de 18 polegadas, chave presencial com partida do motor por botão, faróis automáticos, sensor de chuva e GPS. Mesmo com os dois itens optativos e pintura metálica ou perolizada (que custam, igualmente, R$ 2.910), o Tiguan 1.4 TSI não alcança o preço base do 2.0 TSI: R$ 142.890 contra R$ 153.440, respectivamente.

Apesar da ausência de alguns equipamentos de conveniência (como o estacionamento semi-autônomo, os faróis de xenônio com leds e os bancos de couro), a nova versão surpreende ao demonstrar um comportamento superior à da versão mais cara, com maior suavidade e desempenho equivalente.

O motor 1.4 turbo de injeção direta com 150 cv e 25,5 mkgf é acompanhado da transmissão DSG de seis marchas, de trocas mais rápidas, contra o Tiptronic da versão 2.0. A tração dianteira (contra a integral do topo de linha) também torna o carro mais leve. O rodar é macio e as acelerações são vigorosas, uma vez que o torque aparece cedo, a 1.500 rpm. O segredo aqui é pressionar o acelerador (pivotado no assoalho) gradativamente. Não tente sair pressionando o mesmo até o fundo — nesse caso, a resposta é mais lenta.

Com isso, mesmo entregando 50 cv e 3 mkgf a menos, o 1.4 tem números tão bons quanto o 2.0 (até melhores, em alguns casos), porém com mais suavidade e de maneira mais silenciosa. Ele vai de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, fazendo a retomada de 80 a 120 km/h em 7,1 segundos. Percursos feitos em 9,1 e 6 segundos, respectivamente, com o motor maior. Isso se reflete no consumo: foram 10,5 km/l em percurso urbano e 13 km/l no rodoviário; no caso do 2.0, foram 8,5 km/l e 11,5 km/l nas respectivas condições.

No mercado, porém, a situação do Tiguan não é das melhores. Enquadrado na categoria dos SUVs, segmento mais disputado do momento no país, ele ocupa o 30º no ranking de emplacamentos da Fenabrave referente ao acumulado do ano (de janeiro a outubro), atrás de modelos como Pajero, Captiva, Trailblazer, Evoque e XC60. O número do acumulado é menor até que o emplacamento mensal de outubro do ix35 (915). No mesmo mês, foram 13 Tiguan emplacados no país.

VEREDITO

Se você está interessado no Tiguan e não liga para tração integral e tecnologias como assistente de estacionamento automático e faróis de xenônio, o 1.4 TSI é a melhor opção, com pacote de equipamentos atraente, desempenho equivalente à versão mais cara e consumo de combustível mais baixo — isso sem contar o bom funcionamento do câmbio DSG.

TEXTO: Guilherme Fontana
FONTE: Quatro Rodas

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