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Primeiro carro a hidrogênio em série começa a ser vendido no Japão

Submitted by on 15 de dezembro de 2014 – 10:44No Comment

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A Toyota começou a vender no Japão, nesta segunda-feira (15), o primeiro veículo movido a hidrogênio que deverá ser produzido em série para o público geral.

A maior fabricante mundial de veículos planeja manufaturar 700 unidades até o final de 2015 e ter vendido cerca de 400 no Japão, embora possa aumentar a produção se a demanda for maior do que o previsto.

A empresa com sede em Aichi (centro do Japão) deve lançar o veículo na Europa e Estados Unidos no meio do ano que vem. Por enquanto, no Japão o preço recomendado do Mirai para o público, com impostos incluídos, é de 7.236.000 ienes (US$ 60,8 mil).

No entanto, como o incentivo do governo japonês para a compra deste carro é de 2,02 milhões de ienes (US$ 17 mil), o total necessário para adquirir o carro é de 5,2 milhões de ienes (US$ 43,8 mil).

O Mirai (que significa ‘Futuro’ em japonês) pode percorrer cerca de 650 quilômetros com um tanque de hidrogênio, que demora 3 minutos para ser recarregado totalmente.

A partir da mistura entre hidrogênio e oxigênio, se produz a eletricidade que movimenta o veículo. O carro emite apenas vapor de água ao invés de gases poluentes para o efeito estufa.

Com o Mirai, a Toyota espera ter o mesmo êxito de seu modelo Prius, o primeiro carro híbrido produzido em série na história, que abriu o caminho para popularizar os carros que misturam um motor de gasolina e um ou mais motores elétricos e que por isso poluem menos.

No entanto, o alto custo de produção tanto do Mirai como de outros veículos a hidrogênio e a falta de estações, cuja construção também é muito custosa, são um grande empecilho para atingir a curto prazo o uso generalizado desta tecnologia.

Perante esta falta de estações de recarga, a Toyota venderá inicialmente o Mirai nas quatro maiores áreas metropolitanas do Japão (Tóquio, Osaka, Nagóia e Fukuoka), onde espera-se que haja mais infraestrutura deste tipo.

Fonte: Agencia EFE / G1
Foto: REUTERS/Lucy Nicholson

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