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PORSCHE 718 BOXSTER: QUANDO MENOS É DEMAIS

Submitted by on 17 de junho de 2016 – 7:51No Comment

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Faz muito tempo que carro esportivo, mesmo os mais tradicionais, deixaram de lado a estratégia de se despir de equipamentos em nome da alta performance. Nos últimos anos, outra onda invadiu a praia dos esportivos: a da eficiência. Ao completar 20 anos de idade, o belo Porsche Boxster é a síntese do esportivo do novo milênio: tem alto desempenho, baixo consumo e muito luxo, conforto e segurança.
O 20º aniversário também deu ao Boxster um novo nome: agora ele se chama 718 Boxster. A mudança é uma homenagem ao 718, modelo da Porsche baseado no lendário 550, que nos anos 50 e 60 se notabilizou pelas vitórias em corridas importantes, como Targa Florio e Le Mans. O velho 718 era um conversível de dois lugares, equipado com motor traseiro central de quatro cilindros opostos. Exatamente como o novo Boxster – ou melhor, 718 Boxster.
Assim como o modelo atual, a novidade será vendida em duas versões: normal e S. Soa estranho ao brasileiro, mas é isto mesmo: o modelo de entrada não tem sobrenome e é chamado de normal pela própria Porsche. É exatamente nela que concentramos maior atenção durante o evento de apresentação do 718 Boxster à imprensa, em Portugal.
Não se engane. Apesar de mais manso que o S (tem um 2.0 de 300 cv ante um 2.5 de 350 cv), o 718 de entrada é garantia de muita diversão ao volante. Para começar, um Porsche é um Porsche até na Europa: mesmo em um rico ambiente à beira-mar, onde circulam Ferrari, Mercedes e até Lamborghini, a passagem do 718 é acompanhada atentamente pelo público.
O motor quatro cilindros vai colado nas costas do piloto, bem à frente do eixo traseiro – sobre este, vai o sistema de transmissão. Ou seja, enquanto a disposição dos cilindros opostos baixa o centro de gravidade, a instalação do motor entre os eixos proporciona uma excelente distribuição de peso. Se a dirigibilidade equilibrada (mas com certa tendência a sair de traseira) já era elogiada no Boxster, no 718 ela está ainda melhor, apesar de mais neutra.

Vá de PDK
Segundo a Porsche, o 718 normal acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 e 4,7 s, respectivamente com câm­bio manual (seis marchas) e automatizado PDK (sete marchas). Se aceita um conselho de amigo, quando encomendar seu 718, inclua o PDK: aquela história de que caixas manuais permitem extrair mais performance é outro mito que a Porsche ajudou a derrubar. Quer entender melhor o título desta matéria? Se para ir de 0 a 100 km/h o 718 2.0 quatro cilindros pede 4,7 s, o antigo Boxster 2.7 seis cilindros cumpre a prova em 5,5 s. Quer mais? O torque máximo que antes era de 28,6 mkgf a 4.500 rpm saltou para 38,7 a partir de 1.950, um brutal aumento de 35,3%.
Como não poderia deixar de ser, a engenharia da Porsche cuidou de todos os detalhes ao instalar o novo motor no 718. As enormes aberturas nas laterais, entre a porta e a roda traseira, por exemplo, cumprem dupla função: captam ar do ambiente para o turbo comprimir e arrefecem os radiadores (de ar e água) responsáveis por reduzir a temperatura do ar já comprimido. Menos aquecido, maior é a quantidade de moléculas de oxigênio que entram para a câmara de combustão, onde a gasolina chega via injeção direta de alta pressão. De acordo com a marca alemã, dependendo da versão, o 718 é 13% mais econômico que o antigo Boxster.
No 718 S, o turbo tem um atrativo a mais: um sistema capaz de variar a geometria das pás do rotor da caixa quente, conhecido como TGV (turbo de geometria variável). A função do TGV é deixar mais linear a entrega de sobrealimentação ao ordenar melhor o fluxo dos gases de escape. O TGV é aplicado também no 911 Turbo, versão top de linha do irmão do 718.
A sonoridade é o único ponto que a nova geração involuiu em relação à antiga. No console, um botão permite o engrossamento do som emitido pela dupla ponteira de escapamento posicionada no centro do para-choque. Mas não tem jeito: os quatro cilindros ainda não falam como seis.
O sistema start-stop é outro claro sinal de que o 718 faz parte da nova nobre safra de esportivos conscientes – e competentes.
Equipado com quase todos os opcionais oferecidos pela Porsche, o 718 avaliado mostra um pacote bem parecido com o que deverá estar disponível no Brasil – por aqui, as vendas devem começar no início do segundo semestre.

Beleza interior
O seletor de modo de condução por um botão giratório no volante, as borboletas de troca de marchas e o aerofólio traseiro com acionamento eletro-hidráulico (automático ou por uma tecla no console) deixam a pilotagem ainda mais interessante e versátil. Você escolhe o tempero ideal para uma direção calma e confortável na cidade ou uma tocada focada na esportividade, como num fim de semana em autódromo. Aliás, no mundo todo a Porsche organiza eventos em pistas fechadas para ensinar seus clientesa usufruir melhor do carro que têm na garagem.
No visual, nem o fato de a Porsche ter promovido uma mudança em quase toda a carroceria do 718 (do antigo, restaram só para-brisa, capô e tampa do porta-malas) justifica o rótulo de nova geração. A plataforma, por exemplo, é a mesma do Boxster anterior. Até o histórico do esportivo (lançado em 1996 e com uma troca de geração a cada exatos oito anos) mostra que o 718 só deverá chegar inteiramente novo em 2020. Mas todas essas alterações no estilo são discretas. As mais percebidas estão nas tomadas de ar frontais menores e menos chamativas e, na traseira, a assinatura cromada da marca, sobre fundo preto.
Se você achou a mudança visual muito sutil para comemorar 20 anos, relaxe: a Porsche deixou o melhor para a troca de motor. Aqui, o presente é garantido.

VEREDICTO
Dificilmente você encontrará no mercado um carro com 300 cv, com tanto prestígio e competência para acelerar de 0 a 100 km/h (bem) abaixo da casa dos 5 segundos.

Fonte: Quatro Rodas Brasil
Texto: Péricles Malheiros

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