Avaliação: Honda Civic 2018 muda para recuperar terreno
19 de junho de 2018 – 11:45 | Coment√°rios desativados

A linha 2018 do Civic trouxe leves retoques e central multim√≠dia dispon√≠vel em todas as vers√Ķes. Tudo para ajud√°-lo a vencer a concorr√™ncia
Em 2009, comprei um Honda Civic LXS, com o qual fiquei por tr√™s …

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Peugeot pode importar novo 308 para o Brasil

Submitted by on 7 de outubro de 2014 – 11:35No Comment

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Lançado há dois anos no Brasil, o Peugeot 308 pode ganhar um concorrente de peso dentro de sua própria casa. Isso porque a marca está cogitando a possibilidade de trazer o novo 308 diretamente da Europa.

O modelo foi apresentado ao Velho Continente no √ļltimo Sal√£o de Frankfurt, realizado em 2013, e √© completamente diferente de seu xar√° feito na Argentina e vendido no Brasil. A semelhan√ßa no batismo, ali√°s, seria preservada por aqui: a Peugeot acredita que o novo 308 pode conviver com o 308 atual, j√° que o modelo mais novo seria voltado a um p√ļblico ‚Äúmais exigente‚ÄĚ e que ‚Äúpode pagar mais‚ÄĚ, nas palavras do CEO mundial da PSA, Carlos Tavares.

Tavares, ali√°s, concedeu uma longa entrevista a alguns ve√≠culos de comunica√ß√£o brasileiros ao lado do tamb√©m portugu√™s Carlos Gomes, presidente da PSA Brasil e Am√©rica Latina. Entre v√°rios assuntos delicados, ele falou sobre provid√™ncias da empresa para tentar se desvencilhar da crise que ainda a assola no mundo todo e a reputa√ß√£o p√≥s-venda das marcas Citro√ęn e Peugeot no Brasil. De quebra, ainda revelou o prazo para que o grupo volte a lucrar na Am√©rica Latina.

Após quase decretar falência, a PSA vem tentando se reestruturar no mundo inteiro. Diante de um cenário ainda pouco favorável, qual é a expectativa do senhor em relação à situação da PSA, especificamente na América Latina?
Carlos Tavares: obviamente esperamos que a situação melhore. Estamos tocando um plano de reconstrução da PSA no mundo todo, sendo que na América Latina ele é liderado pelo Carlos Gomes. Não vou mentir para vocês: estamos enfrentando algumas dificuldades neste momento. Mesmo assim, espero que os países da América Latina não só se recuperem como voltem a apresentar índices de confiabilidade mais favoráveis junto a seus clientes.

O que a PSA precisa fazer para melhorar sua reputação e conquistar novos clientes?
CT: Precisamos valorizar os produtos que ofereceremos atualmente, e isso s√≥ acontecer√° se conseguirmos comunicar de maneira eficiente aos nossos clientes atuais e potenciais as qualidades dos nossos produtos. Al√©m disso, precisamos realizar constantes melhorias em nossos modelos e ainda tentar aumentar o √≠ndice de nacionaliza√ß√£o das pe√ßas, pois s√≥ assim poderemos reduzir a depend√™ncia de importa√ß√£o dos componentes. Somente assim nossos ve√≠culos ficar√£o menos vulner√°veis √†s varia√ß√Ķes nas taxas de c√Ęmbio, melhorando nossa rentabilidade.

At√© hoje algumas pessoas torcem o nariz quando ouvem falar de Citro√ęn e Peugeot, sendo que um dos problemas mais apontados √© a defici√™ncia no servi√ßo de p√≥s-venda. O que pode ser feito para reverter esta situa√ß√£o?
Carlos Gomes: Para falar sobre isso precisamos entender o que aconteceu com nossas marcas no Brasil. De fato tivemos alguns problemas na construção de nossa imagem de pós-venda em alguns estados. Mas isso já não acontece mais como antes. Há alguns anos começamos a investir muito na melhoria de nossos serviços de pós-venda, e um dos fatores que comprovam isso é a evolução de nossos produtos no índice de custo de reparabilidade. Antes tínhamos uma má classificação, e hoje isso não acontece mais. Estamos investindo também na ampliação de nossa rede de concessionárias, além de intensificar os treinamentos de nossos colaboradores visando a melhoria dos serviços oferecidos. Mas ainda estamos trabalhando para evoluir mais. Queremos estar entre os melhores, e para isso precisamos acompanhar a evolução do setor e o nível de exigência do consumidor, que é cada vez maior.

H√° alguns anos a ind√ļstria automobil√≠stica via o Brasil como um mercado emergente, ao lado de na√ß√Ķes como China e √ćndia. Se estes dois pa√≠ses hoje se firmaram como mercados fundamentais para os fabricantes, o Brasil tamb√©m seguiu este caminho?
CT: Sim. O mercado brasileiro n√£o √© mais visto como emergente, principalmente no que diz respeito a tecnologia. Ele √© avan√ßado e exigente como qualquer outro pa√≠s, e √© por isso que os produtos precisam entregar um n√≠vel de tecnologia id√™ntico ao mercado chin√™s ou mesmo o europeu. S√≥ que para tanto precisamos que o governo brasileiro nos ofere√ßa uma estabilidade e uma situa√ß√£o financeira que nos d√™ seguran√ßa para tomar as decis√Ķes. Se este cen√°rio n√£o acontecer, vamos encontrar problemas para investir no Brasil.

O mau momento vivido pela ind√ļstria automobil√≠stica brasileira fez a PSA paralisar os planos de investimentos no Brasil?
CG: Não. Uma grande parte destes investimentos já foi aplicada no lançamento de novos produtos, sejam os importados, como o novo 3008, ou os nacionais, como o 2008, que será produzido no Brasil a partir de 2015. Outra grande parte deste investimento será destinada à ampliação da capacidade produtiva da planta de Porto Real (RJ).

Já faz alguns anos que a Peugeot abandonou o segmento de carros populares com motor 1.0. A reestruturação seria uma boa oportunidade para retornar a esta categoria?
CG: Se antes da crise já era difícil lucrar com veículos populares, agora acredito que nenhuma montadora consiga lucrar o suficiente vendendo automóveis do segmento A. Por isso, creio que nossa presença nesta categoria não seja mais tão pertinente, já que o retorno é muito baixo, abrindo uma oportunidade para vendermos carros mais requintados.

H√° alguma chance de o novo 308 vendido na Europa ser comercializado no Brasil?
CG: Estamos estudando a possibilidade de importar o novo 308 para a Am√©rica Latina. Mas isso n√£o significa que o atual 308 deixaria de ser vendido. Os modelos viveriam em harmonia, talvez com o 308 europeu numa posi√ß√£o mais “Premium”. Uma das li√ß√Ķes que aprendemos nestes 15 anos de Brasil √© que existem muitos consumidores procurando um produto mais requintado , e dispostos a pagar mais por isso. S√£o para estes clientes que oferecer√≠amos o modelo europeu, apesar de encarar um desafio t√£o grande como o de vender dois produtos com um mesmo nome.

Existe alguma previsão de quando o grupo PSA voltará a lucrar na América Latina?
CT: O compromisso firmado com o (Carlos) Gomes √© que at√© 2017 a regi√£o da Am√©rica Latina volte a lucrar. A PSA aprendeu de uma maneira muito dura que depender de uma √ļnica regi√£o – no caso a Europa – √© uma decis√£o equivocada, tanto √© que a crise que assolou o continente quase fez a PSA deixar de existir. Com isso vimos que a empresa precisava virar uma montadora global em vez de apostar em um √ļnico continente. Hoje temos uma estrutura montada na China, onde temos mais de 700 mil unidades vendidas no maior mercado do mundo. Passamos a ser uma montadora mundial, e justamente por isso precisamos fortalecer nossas bases em v√°rias localidades, inclusive na Am√©rica Latina. Estamos nesta regi√£o para ficar, tanto √© que temos um compromisso forte com nossos clientes em todos os pa√≠ses. Especialmente no Brasil.

Fonte: Vitor Matsubara, de Paris (França) / Quatro Rodas

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