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PEUGEOT 404 CABRIOLET: EM TRAJE DE GALA

Submitted by on 27 de setembro de 2016 – 16:17No Comment

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Uma variação chique da versão sedã, o O Peugeot 404 Cabriolet era um dos mais belos e exclusivos automóveis de seu tempo

Apresentado em maio de 1960, n√£o demorou para que o Peugeot 404 se tornasse um dos autom√≥veis mais respeitados do mundo. Desenhado por Sergio Pininfarina, era pr√°tico, confort√°vel, robusto e relativamente acess√≠vel, conquistando o mercado com mais de 1,8 milh√£o de unidades em 15 anos de produ√ß√£o. Tamb√©m se destacou com vit√≥rias em competi√ß√Ķes de rali.

Mesmo com tantos predicados, h√° sempre uma parcela do p√ļblico que permanece insatisfeita, mas disposta a pagar mais por uma vers√£o exclusiva. Pensando nessa clientela, a Peugeot solicitou √† Carrozzeria Pininfarina uma varia√ß√£o que encantou o Sal√£o de Paris de 1961. Assim nasceu o 404 Cabriolet, que seguia os mesmos passos do antecessor 403 Cabriolet e de modelos como VW Karmann Ghia e Renault Floride.

Sua carroceria foi toda redesenhada. Em rela√ß√£o ao sed√£, era mais longa, larga e baixa. Nenhum painel era compartilhado com os tr√™s volumes produzidos na antiga f√°brica de Sochaux. Constru√≠da por artes√£os do est√ļdio de design perto de Turim, seu detalhe mais vistoso era a traseira em queda suave, que quase eliminava os rabos de peixe caracter√≠sticos do404. Era a arma francesa contra os ingleses MG MGB, Lotus Elan, Sunbeam Alpine e Triumph TR4.

A harmonia de suas linhas cativou o p√ļblico e a imprensa especializada: seu estilo foi comparado ao dos melhores autom√≥veis franceses, como Facel, Delage, Delahaye e Talbot. Al√©m do status, o capricho na execu√ß√£o do projeto tinha seu pre√ßo. Custava cerca de 50% a mais que o 404 sed√£ mais caro ou o mesmo que um Chrysler 300 ou Jaguar E-Type.

Sob o ponto de vista t√©cnico, ele em nada diferia do irm√£o mais velho: estrutura monobloco e suspens√Ķes de curso longo (dianteira McPherson e traseira por eixo r√≠gido). O motor de 1,6 litro tinha comando de v√°lvulas no bloco e cabe√ßote de alum√≠nio com fluxo cruzado e c√Ęmaras de combust√£o hemisf√©ricas: seus 72 cv eram suficientes para lev√°-lo de 0 a 100 em 18,1 segundos, com m√°xima de 145 km/h.

O c√Ęmbio de quatro marchas era acionado por alavanca na coluna de dire√ß√£o: os adeptos de uma tocada esportiva optavam pelo kit Nardi, que reposicionava a alavanca no assoalho e aumentava a precis√£o dos engates. A tra√ß√£o chegava ao eixo traseiro por um tubo de torque, cujo diferencial utilizava engrenagens do tipo sem-fim, menos eficientes, mas praticamente indestrut√≠veis.

Seu painel era completo, com conta-giros e man√īmetro de press√£o do √≥leo. Mas a dire√ß√£o e freios n√£o contavam com assist√™ncia – falta que, na pr√°tica, n√£o comprometia a experi√™ncia ao volante. Era um carro para ser curtido sem pressa, at√© por conta da menor rigidez do monobloco em compara√ß√£o ao s√≥lido sed√£. Apesar do visual esportivo, a performance era praticamente a mesma do 404 sed√£.

A situa√ß√£o melhorou com a ado√ß√£o do motor XCKF1, que aposentou o carburador Solex em favor de um sofisticado sistema de inje√ß√£o mec√Ęnica de combust√≠vel Kugelfischer. A pot√™ncia saltou para 88 cv, melhorando substancialmente a performance: 0 a 100 km/h em 12,2 segundos, alcan√ßando os 168 km/h.

A parceria franco-italiana rendeu outro modelo igualmente belo, o 404 Coupé, apresentado em 1962. Era um legítimo 2+2, sem comprometer o espaço para os ocupantes do banco traseiro. O DNA Pininfarina era latente, com diversos elementos de estilo comuns a italianos como Lancia Flaminia Berlina e Ferrari 250 GTE.

Cabriolet e Coup√© eram denominados 404 C. E esse √ļltimo batia de frente com os italianos Lancia Flavia Coup√© e Alfa Romeo Giulia Sprint GT.

Diversos aprimoramentos foram incorporados. O bloco motor passou a ter cinco mancais e os freios receberam assistência Bendix Hydrovac.

Fabricado em 1967, o exemplar que ilustra a reportagem pertence a um colecionador de São Paulo. Tem freios a disco e é um dos 10.389 Cabriolets fabricados até 1968. Ainda mais raro, o Coupé teve 6.634 unidades produzidas. Segundo registro dos entusiastas, apenas 12% de todos os 404 ainda desfilam mundo afora.

TEXTO: Felipe Bitu
FONTE: Quatro Rodas

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