Ural exibe moto conceito com motor elétrico
15 de novembro de 2018 Р13:13 | Comentários desativados em Ural exibe moto conceito com motor elétrico

Propulsor é fruto da parceria da fabricante de moto com sidecar e a Zero Motorcycles, que produz motocicletas elétricas
A Ural est√° mais ‘ousada’. Recentemente, a fabricante apresentou uma variante do tradicional modelo com um drone …

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Onix Activ e HB20X fazem duelo dos aventureiros pop; quem leva?

Submitted by on 19 de agosto de 2016 – 9:29No Comment

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A linha 2017 do best seller Onix chegou com duas grande novidades. A primeira foi a reestiliza√ß√£o, que alinhou o hatch ao atual padr√£o visual da GM global. O segundo foi a inclus√£o de uma in√©dita vers√£o “aventureira” na gama, a Activ — cujo nome deriva da tamb√©m “cross” Spin Activ.

Seu papel ser√° importante: bancar cerca de 8% do volume de vendas do compacto e garantir que o Onix continue a ser l√≠der geral em vendas de autom√≥veis no Brasil. Nesse aspecto a maior amea√ßa √© o Hyundai HB20, que j√° disp√Ķe de uma deriva√ß√£o emperiquitada desde 2013: o HB20X.

Ambas s√£o configura√ß√Ķes de topo da gama, e UOL Carros os coloca frente a frente. “Completa√ßos” — os pacotes incluem transmiss√£o autom√°tica e todos os itens de s√©rie dispon√≠veis nas respectivas linhas — os aventureiros mais populares do pa√≠s fazem um duelo em primeira m√£o. Chegou a hora de ver quem √© o melhor.

Etiquetas chegam a assustar, nos dois casos. O Onix Activ, munido de motor 1.4 SPE/4 flex e c√Ęmbio autom√°tico de seis marchas, sai por R$ 62.290. Com o acr√©scimo da pintura met√°lica laranja Burning, exclusiva da vers√£o e presente na unidade avaliada, salta a R$ 63.840.

J√° o HB20X 1.6 Gamma, tamb√©m bicombust√≠vel, custa R$ 69.445 no pacote “Premium com BlueMedia e banco de couro”. O exemplar testado tinha a cor branca Polar, gr√°tis, mas a conta chega a R$ 70.545 se o comprador optar pelo met√°lico.

Vantagens do HB20X

Rivais colocados lado a lado, fica claro que o HB20X √© um projeto mais acertado em v√°rios aspectos. Come√ßa pelo visual, valendo-se dos tra√ßos bem mais harmoniosos do hatch da Hyundai. Tudo bem que os apliques pl√°sticos e as excessivamente chamativas lanternas de neblina tiram parte da eleg√Ęncia do modelo, mas a dianteira com grade dividida em duas camadas foi uma grande sacada para deixar a vers√£o cross bonita — pelo menos quando visto de frente.

O Onix est√° mais belo, √© verdade… Mas esse efeito s√≥ √© sentido de fato nas vers√Ķes civis. O Activ conta com exageradas invas√Ķes de protetores pl√°sticos, em especial nos para-choques, perdendo um pouco da harmonia obtida nas demais configura√ß√Ķes.

Interior tamb√©m rende ponto para os sul-coreanos. O acabamento em couro marrom d√° muito mais sensa√ß√£o de refinamento e a qualidade dos revestimentos, mesmo em pl√°stico duro, √© superior. Encaixes das pe√ßas s√£o praticamente perfeitos, enquanto os do Onix possuem pequenas falhas de alinhamento. Este √ļltimo ficou extravagante demais ao usar faixas laranjas em painel, guarni√ß√£o das portas e bancos, sem no entanto conseguir esconder a simplicidade de revestimentos e tecidos.

Posição de dirigir do HB20X também é superior: o ponto H está adequado ao porte do modelo e os bancos proporcionam melhor apoio lateral. No rival da GM a altura dos assentos dianteiros ficou exageradamente alta, numa estranha tentativa de aumentar a sensação de altura do motorista. Resultado: o volante fica baixo demais e o espaço para cabeça acaba prejudicado.

Em desempenho do trem-de-for√ßa, nova vit√≥ria para a Hyundai: o propulsor Gamma 4-cilindros bicombust√≠vel, de 122/128 cv e 16/16,5 kgfm (gasolina/etanol), √© o mais forte entre as op√ß√Ķes at√© 1,6 litro naturalmente aspiradas de nosso mercado. Por conta disso o HB20X fica bastante esperto na hora de arrancar ou andar um pouco mais forte na estrada.

A transmiss√£o autom√°tica de seis marchas fornecida pela Aisin tamb√©m est√° mais bem calibrada que a da Chevrolet: oferece trocas espertas e sem atrasos exagerados, e ainda d√° a op√ß√£o de gerenciamento manual por meio de toques na pr√≥pria alavanca (para frente as marchas sobem; para tr√°s, descem). Esta solu√ß√£o √© muito melhor do que os pouco ergon√īmicos bot√Ķes posicionados na lateral do pomo do Onix.

Por fim, certos itens de série do HB20X só são vistos em segmentos superiores: sensor de luminosidade para acionamento automático dos faróis, luz diurna em LED (o guia do Onix é uma mera luz de posição) e rebatimento elétrico dos retrovisores externos são alguns exemplos. Volume do porta-malas também é maior: 300 contra 280 litros.

Vantagens do Onix Activ

A primeira diferen√ßa pr√≥-Onix est√° no pre√ßo, um ganho de quase R$ 7 mil. A GM pode ainda se gabar de ter uma capilaridade maior da rede — s√£o cerca 600 concession√°rias, quase tr√™s vezes o n√ļmero de autorizadas da Hyundai Motors do Brasil (a conta n√£o inclui lojas do grupo Caoa, respons√°vel pelos importados da marca) — e pre√ßos mais atrativos para pe√ßas e manuten√ß√£o. Revis√£o com pre√ßo fixo do Onix sai por R$ 5.160 at√© 100.000 quil√īmetros, contra R$ 5.284 do HB20.

Deficiências em acabamento e ergonomia são compensados pelo ótimo funcionamento da direção elétrica progressiva, mais firme e precisa do que a assistência excessivamente operante do concorrente. Espaço interno, especialmente para as pernas, também é melhor no Onix, muito por conta do entre-eixos 3 cm mais longo (2,53 m versus 2,50 m). Abertura do porta-luvas para cima é bastante bem-vinda, evitando impactos contra os joelhos do passageiro.

Se o propulsor 1.4 SPE/4 flex√≠vel, de 98/106 cv e 13/13,9 kgfm (gasolina/etanol), fica devendo em for√ßa, as mudan√ßas feitas pela GM ao menos deixaram a unidade mais econ√īmica. Segundo o Inmetro o hatch faz, na confiura√ß√£o 1.4 AT, 7,7/8,6 km/l com etanol (cidade/estrada) e 11,2/12,6 km/l com gasolina (cidade/estrada). Os n√ļmeros oficiais do HB20X s√£o: 7,1/8,7 km/l com etanol (cidade/estrada); e 10,1/11,4 km/l com gasolina (cidade/estrada).

O consumo de ambos, na pr√°tica, fica aqu√©m dos n√ļmeros oficiais: enquanto o Onix Activ fez 10 km/l em ciclo misto de cidade e estrada usando o combust√≠vel derivado do petr√≥leo, o oponente chegou a meros 5,9 km/l abastecido com etanol.

As duas centrais multimídia são parecidas em gráficos e oferta de interatividade, mas o MyLink de segunda geração parece mais intuitivo e simples de mexer. Além disso, a opção de espelhamento somente pelas plataformas oficiais Apple CarPlay e Android Auto é acertada. O MirrorLink, demasiadamente permissivo, pode representar um problema de segurança.

O Onix Activ tamb√©m acrescenta c√Ęmera de r√©, algo ausente no HB20X — embora, convenhamos, os sensores de estacionamento sejam mais que suficientes para ajudar nas manobras de moelos desse porte –, e o sistema OnStar, que inclui servi√ßos de diagn√≥stico mec√Ęnico, seguran√ßa (como monitoramento por sat√©lite), chamada de emerg√™ncia em caso de acidente, conci√®rge e aux√≠lio √† navega√ß√£o.

Conclus√£o

Se √† equipe de UOL Carros fosse estabelecido um cen√°rio em que s√≥ existissem esses dois modelos no mercado, e tiv√©ssemos de comprar um deles, escolher√≠amos o HB20X. Apesar da diferen√ßa de pre√ßo e do consumo menos ecol√≥gico, ele √© “mais carro’ e possui menos defeitos que o rival, mec√Ęnica e internamente — fora o fato de ser mais bonito.

O Onix Activ acaba sendo a escolha natural de quem quer pagar um pouco menos e ter em m√£os um carro mais econ√īmico. Ou daqueles que se apegam √† seguran√ßa de ter uma rede de assist√™ncia mais ampla. Ou ainda, por que n√£o?, quem prefere a extravag√Ęncia espartana de seu visual e acabamento.

TEXTO: André Deliberato/ Leonardo Felix
FONTE: UOl.com

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