Golf 2019 terá motor 1.0 TSI com Tiptronic, segundo jornal
10 de maio de 2018 – 9:16 | Comentários desativados

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NOVA AMAROK REDUZ (ALGUNS) PREÇOS E SURPREENDE NA VERSÃO V6

Submitted by on 7 de novembro de 2016 – 13:24No Comment

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Mudanças são sutis, mas agradam. Novo motor V6 diesel só chega no final de 2017

A Volkswagen Amarok era a picape média com dinâmica mais próxima dos carros de passeio desde seu lançamento, em 2010. Ela não perdeu esta característica: todas as mudanças pelas quais passa agora se limitaram a elementos de design e a novos equipamentos, com algumas reduções nos preços (veja tabela no final da matéria).

Para a Volkswagen, era só disso que a Amarok precisava para peitar as concorrentes recém-atualizadas, mas depois de uma voltinha na Amarok V6 podemos dizer que a melhor Amarok ainda está por vir. Dentro de um ano, para ser mais exato.

Para identificar uma Amarok 2017 basta reparar no para-choque dianteiro, com tomada de ar maior e mais reta, faróis de neblina retângulares e na grade com barras verticais mais visíveis. Os faróis são variações do que era usado na versão Ultimate até então, com fundo escuro, leds diurnos e xênon nas versões mais caras.

A traseira não tem mudanças, apenas o adesivo “4MOTION” nas laterais da caçamba. A ideia é destacar a tração integral permanente presente em todas as Amarok.

Por dentro, o visual do painel foi modificado, seguindo o padrão atual da linha VW, com saídas de ar de formato retangular e uma nova central multimídia mais moderna.

Conforto percebido

Em conteúdo, as mudanças sofridas para a linha 2017 foram discretas. Não se rendeu a sistemas como direção elétrica – mantém a hidráulica – e alerta de colisão, presentes nas Ford e Chevrolet. O que a Amarok incorpora é o sistema de frenagem pós-colisão, que aciona automaticamente os freios do veículo quando ele se envolve em uma batida. Não evita a colisão, apenas diminui seus efeitos.

Por outro lado, as versões Highline e Extreme da Amarok incorporaram borboletas para trocas sequenciais do câmbio automático de oito marchas e os dois bancos dianteiros com 12 ajustes elétricos e manual para a parte onde se apoia as coxas, quando as concorrentes têm essa mordomia apenas para o banco do motorista. Surpreende o conforto do bancos, com apoio lateral digno de um Golf GTI, reforçando o lado “automóvel” da Amarok.

Um detalhe interessante é que a Volkswagen deixou a longa lista de opcionais de lado na Amarok, restando apenas as rodas aro 19″ por cerca de R$ 1 mil, substituindo as de 18″. Agora a versão Highline tem faróis de xênon de série, bem como indicador de pressão dos pneus, airbags laterais de tórax e de cabeça para motorista e passageiro e central multimídia com GPS e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay.

A Amarok Highline passa a custar R$ 167.990 com os novos equipamentos, um acréscimo de R$ 5 mil sobre o modelo anterior.

Acima dela está a versão Extreme, de R$ 177.990, exclusiva para o Brasil. Tem rodas de 20 polegadas calçadas com pneus 255/50, carpetes exclusivos, bancos de couro nappa (mais macio que o Viena da Highline) além do santantônio na cor da carroceria e de pintura especial na caçamba que elimina a necessidade de protetor de caçamba – que é vendido como opcional. Mas não há uma capota marítima que possa ser usada com o santantonio da Extreme.

Esta versão também tem quadro de instrumentos com tela colorida de 3,5”, mas é um detalhe tão mínimo que poderia estar em qualquer versão. Ou não estar em nenhuma: não há muitas cores nas telas do computador de bordo para perceber a diferença.

Um motor mais forte

As versões Trendline, Highline e Highline Extreme não tiveram mudanças na motorização. O 2.0 diesel biturbo de 180 cv e torque de 42,8 mkgf a 1.750 rpm é acompanhado pelo câmbio automático de oito marchas com trocas sequenciais por borboletas atrás do volante e com tração integral permanente 4Motion. É uma combinação competente,que faz a Amarok ser mais dócil que as concorrentes.

Durante o test-drive em uma região deserta da Patagônia, a picape demonstrou manter uma dirigibilidade bem agradável. Ela oferece pelo menos duas marchas a mais do que qualquer concorrente e explora melhor cada rotação do motor por isso. A tração 4×4 permanente também evita dúvidas com o comportamento do carro: em situações complicadas, basta apertar o botão off-road para ativar o bloqueio do diferencial, o freio ABS off-road e o assistente de descidas. Esta função também faz o câmbio esticar mais as marchas.

Mesmo que a fabricação das Amarok V6 na Argentina – e sua consequente exportação para o Brasil – só esteja programada para meados de 2017, a Volkswagen fez questão de importar da Alemanha algumas unidades alemãs com o motor V6 3.0 TDI em sua configuração mais potente: 224 cv, 56,1 mkgf e o mesmo câmbio automático de oito marchas.

Esse motor será vendido no Brasil na versão Extreme a partir do segundo semestre de 2017. Espere preços ao redor dos R$ 200 mil, brigando com a RAM 1500, que deve chegar na mesma época.

Ao volante, fica clara a vantagem dos 13,3 mkgf de torque extras que surgem 250 rpm mais cedo, às 1.500 rpm. Acelera mais rápido, retoma mais rápido e tem vibração e ronco mais convidativos aos nossos sentidos. E ainda promete consumo melhor – pelo menos foi por isso que ele substitui os 2.0 na Europa.

O motor também traz consigo a direção elétrica, mais leve que a hidráulica, e o sistema start-stop. E vale a curiosidade: as Amarok alemãs não têm acabamento melhor, mas a suspensão é muito mais firme.

TEXTO: Henrique Rodriguez
FONTE: Quatro Rodas

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