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NISSAN KICKS SL 1.6: O FORTE É O CONTEÚDO

Submitted by on 31 de agosto de 2016 – 16:13No Comment

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Kicks estreia em versão top de linha generosa em equipamentos e comedida no consumo

Kicks: eis o tíquete de entrada da Nissan no fervilhante segmento dos SUVs compactos, outrora terra de EcoSport e Duster, atualmente comandada por Honda HR-V e Jeep Renegade.

Mais do que o SUV que acompanhou o desfile da tocha olímpica pelo Brasil desde maio, o Kicks tem atributos para ser visto por muitos como o produto mais competitivo do segmento desde a estreia do HR-V, no início de 2015. Não à toa ele também é tido por muita gente dentro da Nissan como um produto estratégico para o fortalecimento da marca no Brasil. Entenda o porquê.

As vendas regulares do Kicks só começaram no dia 5 de agosto, data de início dos Jogos Olímpicos Rio 2016. No entanto, em junho, a Nissan criou um esquema de pré-venda que deu rápida vazão a 1.100 unidades. E é justamente esse apetite voraz do consumidor que está deixando os executivos da Nissan assustados.

Acontece que, neste primeiro momento, o Kicks será importado do México, ou seja, terá vendas limitadas pelo regime de cotas. Uma fonte ligada à marca revela: “A ideia é iniciar a fabricação do Kicks no Brasil entre janeiro e março. Se até lá as vendas mensais se mantiverem em 2.200 unidades, o plano segue. Se ficar abaixo, lançaremos as versões mais simples. Se ficar acima, priorizaremos o Kicks dentro da cota da marca”.

Uma volta preliminar ao redor do Kicks revela algumas falhas de montagem. No lado esquerdo, o vão entre a porta dianteira e o para-lama é irregular: começa pequeno na parte inferior e aumenta no alto. Aliás, os vãos (ou gaps, como chamam os engenheiros) do Kicks são, em geral, um tanto exagerados, como os do HR-V. Na traseira, mais desalinhamento, entre a tampa e as lanternas.

Dito isso, vamos às boas qualidades. A pintura é excelente, sem detalhes mesmo na junção das cores do teto e da carroceria – a pintura em dois tons, com o teto na cor laranja, custa R$ 2.500. O revestimento de couro preto é de série – bege ou marrom custam R$ 500, e dão ares bem mais sofisticados ao interior.

Duas telas

Internamente, o Kicks apresenta acabamento e materiais de boa qualidade, em um meio-termo entre o mais espartano HR-V e o requintado Renegade. Em termos de sofisticação tecnológica, o Kicks está um passo à frente da concorrência.

No painel revestido de couro com costura aparente, destaca-se a tela do sistema de multimídia de 7 polegadas. É ela que exibe também as imagens de quatro câmeras externas que, fundidas, geram uma visão 360 graus em torno do carro.

Há ainda uma segunda tela de 7 polegadas multiconfigurável (à esquerda do velocímetro), com 12 páginas: dentre elas, computador de bordo, conta-giros digital com layout analógico, som, sistemas de assistência de condução, GPS. O motorista seleciona o que melhor atende a sua necessidade (ou gosto) pelos botões no volante esportivo de base plana.

Em itens de segurança, o Kicks está bem servido. Airbags laterais e de cortina, controle de estabilidade e tração, câmera 360 graus, auxílio de partida em rampa, banco traseiro com Isofix para assentos infantis, três apoios de cabeça e três cintos de três pontos. Mas sem ter sido submetido a um teste de impacto, no entanto, o Kicks ainda falta se provar seguro na prática. No testes do Latin NCap, March e Versa – que utilizam a mesma plataforma do Kicks – obtiveram quatro estrelas na proteção a adultos e, respectivamente, apenas uma e duas estrelas na proteção a crianças.

Ar-condicionado digital (com variação de meio grau, mas sem dual zone), couro, chave presencial para portas e partida do motor, vidros com acionamento um toque em todas as portas (os das traseiras descem por completo) e painel com toque suave e costura aparente compõem o pacote de amenidades a bordo.

Dois itens, porém, fazem falta. Um é o piloto automático – ou no mínimo um limitador de velocidade, muito útil para evitar multas. Outro é o apoio de braço entre os bancos dianteiros, coisa que os rivais Renegade e HR-V oferecem para proporcionar mais conforto em viagens.

Tamanho não é documento

Sob o capô, o mesmo motor 1.6 16V flex do Versa. Para comandá-lo, a Nissan escalou a transmissão automática CVT X-Tronic, também oriunda do sedã. Apesar do porte de HR-V e Renegade (ambos 1.8), o Kicks 1.6 não decepciona. Acelera quase tão bem quanto o Honda (de 0 a 100 km/h em 11,9 s, contra 11,0 s do HR-V) com a vantagem de ser ainda mais econômico (10,9 km/l de gasolina na cidade e 14,4 km/l na estrada, frente aos 10,4 km/l e 13,1 km/l do Honda).

Contribui para isso o baixo peso de 1.142 kg – o HR-V pesa 1.270 kg e o Renegade impressionantes 1.440 kg, mesmo na versão flex 4×2. Nas retomadas de 80 a 120 km/h, o Kicks também foi bem, ocupando o 3ª lugar em nosso ranking de testes para SUVs compactos, atrás do HR-V mas bem à frente do Renegade.

Nas curvas e frenagens, o peso leve e o bom ajuste de suspensão proporcionam uma dinâmica firme e segura, com pouca rolagem. O câmbio CVT sobe o giro e deixa o motor bem barulhento em situações de pé embaixo, algo que poderia ser atenuado com a opção de trocas manuais, inexistente no Kicks. Há ainda uma tecla Sport na parte de trás da alavanda do câmbio, tão discreta que pouca gente se dará conta que ela existe.

Vendido exclusivamente na versão SL, o Kicks chega caro, mas busca justificar o investimento de R$ 89.990 com um conteúdo incontestavelmente superior ao dos rivais de mesmo preço. As versões mais simples deverão ser apresentadas em novembro, no Salão do Automóvel. Enquanto elas não chegam, o Kicks SL vai encarando sozinho a concorrência.

TEXTO: Péricles Malheiros
FONTE: Quatro Rodas

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