Elétrico Nissan Leaf é lançado no Brasil por R$ 195 mil
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MULTILINK OU EIXO DE TORÇÃO: QUAL A MELHOR SUSPENSÃO PARA SEU USO?

Submitted by on 10 de outubro de 2016 – 16:19No Comment

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De um lado, a robustez do eixo de torção. Do outro, o refinado e elogiado multilink. É hora de escolher o seu

Composta por molas, amortecedores, buchas e braços, a suspensão tem a função de diminuir o impacto das irregularidades do piso. Mas cada carro exige uma configuração específica do conjunto de suspensão, o chamado acerto. Mas há casos que mudança no tipo do conjunto é necessário.

O mais comum é encontrar suspensão independente do tipo McPherson na dianteira. Formada basicamente por um braço transversal, amortecedor, mola helicoidal e barra estabilizadora, é simples e dá bons resultados. A vantagem está na boa distribuição dos esforços, o que permite estruturas mais leves e menores.

Há casos de carros que usam McPherson também no eixo traseiro, caso do Jeep Renegade. Porém, são os conjuntos independentes do tipo multilink e as de eixo de torção que mais geram discussão.

Mais barato, dependente de menos espaço sob o carro e considerado mais robusto, o eixo de torção é a solução mais comum no eixo traseiro de carros pequenos e hoje também nos médios. Porém, as rodas ficam conectadas pelo eixo de torção e, por isso, quando uma roda passa por uma saliência a roda do outro lado inevitavelmente acaba sendo interferida. Com isso a carroceria também trabalha e se inclina em um determinado ângulo a ponto de, no caso de uma curva mais rápida e fechada, a roda interna a curva diminuir seu contato com o piso ou desgarrar por completo.

São situações extremas as quais nem todo carro está sujeito, ou por não ter potência para isso ou pelo simples fato de seu acerto nem permitir situação tão extrema. Mais do que o tipo de conjunto, o que influi no acerto do carro é o acerto, que vem da rigidez do eixo, das molas e da carga de molas e amortecedores. Por isso, não é impossível que um carro com eixo de torção tenha suspensão tão competente quanto a de outro com conjunto independente.

Há, porém, outros dois tipos de suspensão independente bastante comuns. A de duplo A (double wishbone, em inglês) é formada por dois braços triangulares superpostos, sendo estes atrelados ao chassi ou a um subchassi por meio de buchas. É competente, mas complexa por concentrar mais esforço na estrutura do veículo.

A multilink, ou multibraço, é uma evolução do sistema duplo A. Nela, vários braços móveis ligam a roda à estrutura do carro, dando maior liberdade ao projeto e à geometria de suspensão, o que também faz com que ela seja complexa. Por outro lado, nela a roda não se movimenta apenas na vertical, mas também permite uma certa inclinação. Na prática, o carro ganha em apoio e aderência em curvas.

Por outro lado, suspensões independentes têm manutenção mais caras que as de eixo de torção. Há mais peças móveios e buchas sofrendo desgaste com o passar do tempo e, no caso das multilink, também é necessário serviço especializado: pode ser necessário o alinhamento também das rodas traseiras.

TEXTO: Henrique Rodriguez
FONTE: Quatro Rodas

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