Elétrico Nissan Leaf é lançado no Brasil por R$ 195 mil
19 de julho de 2019 – 14:11 | Comentários desativados em Elétrico Nissan Leaf é lançado no Brasil por R$ 195 mil

Valor é R$ 16,5 mil mais caro que o da pré-venda. Modelo foi apresentado no Salão do Automóvel de 2018 e teve 20 unidades vendidas até julho.
A Nissan lançou nesta quinta-feira (18) seu primeiro carro …

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[Mito ou verdade] Ferrugem ainda é o ‘terror’ dos carros do litoral?

Submitted by on 16 de abril de 2019 – 10:22No Comment

Muita gente ainda evita adquirir veículos com histórico de circulação em cidades de praia; porém, atualmente, esse problema já não assusta tanto.

Até hoje, muita gente nem cogita adquirir um veículo usado proveniente de regiões litorâneas. “Carro com ferrugem? Nem pensar!”, alegam os adeptos dessa prática. Mas, afinal, a corrosão é realmente inevitável? Será que nem mesmo os processos de fabricação atuais são capazes de proteger os automóveis dos efeitos da maresia?

De acordo com os especialistas ouvidos pelo AutoPapo, esse problema já não assusta tanto atualmente. “Esses veículos estão mais expostos. Mas não quer dizer, necessariamente, que eles vão sofrer corrosão, porque o tratamento de chapas hoje em dia é muito bom”, esclarece Ricardo Dilser, consultor técnico do Grupo FCA (Fiat-Chrysler Automobiles).

Márcio Azuma, diretor de segurança veicular da AEA (Associação de Engenharia Automotiva) tem a mesma opinião. “Essa imagem de que carro no litoral acaba mais rápido surgiu quando haviam outros processos de fabricação. Hoje, a indústria evoluiu muito”, explica.

Dilser e Azuma lembram que, no século passado, o carro com ferrugem era figura fácil na paisagem de cidades praianas. Porém, ponderam que a proteção de fábrica é capaz de oferecer boa proteção contra esse mal.

Condições climáticas variam de acordo com a região

O que acontece, segundo os especialistas, é uma condição de uso mais severa que no interior do país. Alguns componentes metálicos, entre os quais abraçadeiras de mangueiras, escapamento e outros periféricos, são os mais vulneráveis à corrosão. Dilser destaca que, geralmente, a ferrugem, quando ocorre, é superficial. Desse modo, não compromete a performance da peça ou do carro como um todo.

Ademais, ele salienta que isso não acontece, mesmo sob os efeitos da maresia, em elementos vitais dos automóveis, como motor e estrutura. “Esses itens são previstos para durar toda a vida útil do veículo, que é de 40, 50 anos”, afirma.

Segundo o consultor técnico do Grupo FCA, tais componentes recebem maior proteção justamente para que a dirigibilidade ou a capacidade de proteger os ocupantes em uma colisão não seja prejudicada. “A corrosão não compromete a segurança”, sintetiza.

“Um carro que está no litoral fica mais sujeito a areia, a maresia e a sol forte”, adverte Azuma. Ele pondera que, em áreas costeiras, a umidade relativa mais alta, o que tende a provocar desgaste um pouco maior na pintura e na lataria.

Todavia, o diretor da AEA pondera que os veículos sofrem desgastes diferentes de acordo com a utilização e as condições climáticas de cada região. “Um veículo que roda em Belo Horizonte (MG) tende a ter uma pintura mais bonita. Por outro lado, geralmente sofre maior desgaste de embreagem. Com um similar que é usado em Vitória (ES), ocorre o contrário,” compara.

Manutenção ajuda a prevenir ferrugem no carro
Apesar da boa proteção advinda da fábrica, os proprietários devem tomar certas medidas para evitar a corrosão. Azuma aconselha os motoristas de regiões costeiras a manter o veículo limpo. “Nessas situações mais críticas, o proprietário deve fazer uma manutenção cuidadosa. Encerar o carro e mantê-lo limpo é fundamental”, diz.

Dilser faz recomendações semelhantes: “é muito importante evitar que ocorra acúmulo de areia tanto no interior quanto na carroceria.” De acordo com ele, medidas simples como essas são suficientes evitar um carro com ferrugem.

O especialista da FCA adverte que a falta de cuidado pode fazer até mesmo com que um carro que circula em áreas distantes do litoral fique mais exposto à ferrugem. “Um veículo que roda por estradas de terra constantemente deve ser sempre lavado”, exemplifica. Isso porque o barro acumula umidade e, se ficar em contato com a lataria por longos períodos, a expõe a maior corrosão.

Já Azuma lembra de outro fator que também pode deteriorar componentes metálicos: “às vezes acontece corrosão química, causada por produtos de limpeza inadequados aplicados ao motor.”

Texto: Alexandre Carneiro

Fonte: Autopapo

Portal Rodão

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