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Mercedes CLA 200 x Mercedes C 200: a guerra das estrelas

Submitted by on 15 de dezembro de 2016 – 10:20No Comment

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Custando quase o mesmo, os Mercedes Classe C e CLA têm suas próprias armas. Mas qual dos dois, de fato, tem a Força?

A saga Star Wars e a gama da Mercedes-Benz guardam mais semelhanças do que se pode imaginar. O filme O Império Contra-Ataca, de 1980, é conhecido pela cena mais marcante da história da série, onde o vilão Darth Vader revela ser o pai de Luke Skywalker.

Mais do que a semelhança entre a relação familiar de Classe C e CLA, a Mercedes estabeleceu, após o lançamento das atuais gerações de CLS e Classe S, duas linhas bem distintas – ou, como idealizado por George Lucas, duas forças opostas.

CLA e CLS poderiam pertencer ao lado sombrio da Força, com emoção e poder vindos da vocação esportiva de cada um. Classe C e Classe S, por sua vez, seguiriam o lado da luz, com harmonia e serenidade pela proposta de sofisticação. Assim, com lados muito, muito distantes, mas preços próximos, está formada a guerra das estrelas entre CLA e Classe C.

O CLA chegou à linha 2017 com novidades em visual (faróis e lanternas) e preço. Agora, o sedã compacto custa quase o mesmo do sedã médio da marca. É o caso das versões testadas CLA 200 Vision (R$ 183.900) e C 200Avantgarde (R$ 186.900). E é no tamanho que vem a primeira diferença.

É verdade que o CLA é apenas 3,4 cm menor que o C, porém o mais importante é que ele também tem 15 cm a menos de entre-eixo – e isso se reflete no interior. Só o Classe C leva três pessoas sem aperto, inclusive com mais folga para os joelhos. Já no porta-malas, há quase um empate com 470 litros contra 480 do sedã médio.

Outra diferenciação está no estilo. O Mer­cedes menor investe em aparência esportiva, com vincos marcantes, teto panorâmico, rodas aro 18 com desenho AMG e conjunto óptico mais agressivo. Já o C 200 aposta em linhas mais clássicas, rodas de 17 polegadas mais conservadoras, além do conjunto de iluminação semelhante ao do luxuoso topo de linha Classe S.

Nos dois, faróis e lanternas são full led, mas com regulagem automática da intensidade das luzes traseiras (condução diurna, noturna e parada noturna) no CLA e faróis adaptativos no C 200 (curva, esquina, neblina e estrada).

As listas de equipamentos são (muito) parecidas. Ambos têm ar automático bizona, seletor de modos de direção, teto solar elétrico (panorâmico para o CLA), banco do motorista com ajustes elétricos e memórias, piloto automático, limitador de velocidade, monitoramento da pressão de pneu, assistente de sonolência, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera de ré, freio de estacionamento elétrico, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e multimídia (sem tela touch) com Bluetooth, USB, GPS e Apple CarPlay.

O C 200 sai na frente com airbags de cortina (frontais e laterais são de série nos dois), touchpad para manuseio do sistema multimídia, retrovisores com rebatimento elétrico, modo Sport+ e volante com regulagem elétrica, que ainda se ergue para a saída ou entrada do motorista, evitando que ele raspe as pernas.

O acabamento também é semelhante, assim como a tela no topo do painel, mas não é difícil notar a superioridade do Classe C.

Enquanto o CLA tem banco esportivo (com apoio de cabeça integrado) e revestido de tecido, o do C 200 tem desenho convencional (com apoio ajustável) e forração de couro. O painel do carro menor traz materiais de boa qualidade e encaixes precisos, mas seus plásticos têm aparência e toque menos sofisticados do que o C, que adiciona partes e comandos em aço escovado e um console central em piano black (que risca facilmente).

No dia a dia, cada um agrada a um público diferente – desde que os respectivos proprietários se acostumem com o câmbio instalado na alavanca direita atrás do volante. No comportamento dinâmico, o CLA 200 reforça sua vocação esportiva com um rodar mais duro pelo acerto rígido da suspensão e pelos pneus de perfil baixo (225/40), que deixam passar, de forma nada suave, grande parte das imperfeições do solo.

O motor 1.6 turbo flex de 156 cv e 25,5 mkgf garantiu bons números de pista ao compacto, que foi de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos e fez a retomada de 80 a 120 km/h em 6,9. Testado com gasolina, o sedã mais barato fez as médias de 10,6/14,9 km/l em ciclo urbano/rodoviário.

Como esperado, o C 200 foi ainda melhor com o 2.0 turbo a gasolina com 184 cv e 30,6 mkgf. Mesmo levando apenas 7,7 segundos para chegar aos 100 km/h e 4,9 na retomada de 80 a 120 km/h, suas médias de consumo conseguiram ser menores do que as conquistadas pelo caçula CLA, com as marcas de 10,9 km/l em circuito urbano e 16,3 km/l no rodoviário.

TEXTO: Guilherme Fontana
FONTE: Quatro Rodas

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