Toyota Yaris sedã começa a chegar às concessionárias
12 de julho de 2018 – 8:51 | Comentários desativados

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Mais tecnologia eleva os preços dos carros no Brasil

Submitted by on 17 de abril de 2018 – 9:26No Comment

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Alta de 56% em 3 anos no valor praticado decorre de novas exigências do consumidor.

A exigência de novas tecnologias, por força da lei ou demanda do consumidor, foi o que mais impactou o preço dos carros no Brasil nos últimos dez anos, algo fácil de notar na evolução dos valores dos sedãs. A constatação foi feita por Vitor Klizas, presidente da Jato Dynamics, durante o IX Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business no WTC, em São Paulo.

Em sua apresentação, Klizas revelou como é possível faturar mais vendendo menos nos dias atuais. Em 2008, os dez modelos mais vendidos do Brasil representavam 57% das vendas e 43% do faturamento. Já em 2018, os dez mais vendidos representam apenas 48% das vendas, quase dez pontos porcentuais a menos, mas ainda assim sustentam 40% do faturamento.

“Nesse novo mercado, não é preciso emplacar tanto para obter bom faturamento”, afirma Klizas.

A diferença está na aplicação de novas tecnologias pedidas pelos consumidores. Itens como transmissão automática, piloto automático, revestimento de couro e GPS passaram a equipar os dez carros mais vendidos do Brasil, numa mudança do perfil do consumidor. Segundo a Jato, até o tamanho das rodas mudou. Se em 2008 a maioria era de aço com aro de 14 polegadas de diâmetro, em 2018 a maioria passou a ser de liga leve e aro 15.

Com o fenômeno, os preços subiram acima da inflação. Os sedãs compactos foram de R$ 58,4 mil para R$ 58,7 mil em três anos. Os reajustes no período somaram 19,7%. Já os sedãs médios passaram de R$ 65,2 mil para R$ 101,8 mil. Neste caso, a alta totalizou 56%.

Nos hatches compactos, segundo a Jato, o valor médio passou de R$ 45,6 mil em 2015 para R$ 56,5 mil em 2018. E os SUVs subiram de uma média de R$ 80,3 mil para R$ 98,4 mil nos últimos três anos.

Segundo a Jato Dynamics, direção assistida, ar-condicionado e travas elétricas já estão em 100% dos dez carros mais vendidos do Brasil. E tecnologias de conectividade como Android Auto e Apple CarPlay integram 46% dos modelos. Além disso, as telas multimídia aumentaram de tamanho. Antes com menos de 7 polegadas, passaram a 8” na maioria dos carros.

Vitor Klizas alertou que atualmente é perigoso fazer campanhas nacionais de promoção de preço por causa das diferenças de preços praticados em diferentes regiões analisadas. “Campanhas nacionais têm possibilidade de insucesso muito grande, pois as condições do mercado são muito diferentes” afirma.

Um dos exemplos mostrados foi da Toyota. Um Corolla com desconto de R$ 2,5 mil em São Paulo tinha abatimento de R$ 5 mil no Rio de Janeiro (diferença de 50%), enquanto um Etios com desconto de R$ 3 mil no Rio de Janeiro tinha abatimento de R$ 2 mil em São Paulo (diferença de 33%). Há casos piores, como o Chevrolet Onix com desconto de R$ 4,2 mil no interior de São Paulo e R$ 1,2 mil em Fortaleza (diferença de 71%).

A distribuição da frota circulante no Brasil também tem mudado bastante. Klizas informa que a Jato Dynamics considera um total de 40 milhões de automóveis “porque os carros não são highlanders, não duram para sempre”. Por esses números, “a frota do Nordeste evoluiu muito e ficou próxima à do Sul”, diz Klizas. “É a menor diferença histórica.” O Nordeste responde hoje por 16,1% da frota nacional, ante 19,7% do Sul. A maior é a do Sudeste, com 49,4%. O Centro-Oeste tem 10,1% e o Norte, 4,8%.

Texto: redação.

Fonte: automotivebusiness.com

Portal Rodão.

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