Ford abre pré-venda do novo Mustang com preço abaixo do rival Camaro
11 de dezembro de 2017 – 11:07 | Comentários desativados

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Kombi se despede com 56 anos de história no Brasil

Submitted by on 1 de outubro de 2013 – 11:46No Comment

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A Volkswagen anunciou o fim da Kombi. Uma despedida em grande estilo com direito a série limitada a 1.200 unidades, chamada Last Edition. Sendo o Brasil o último país do mundo a produzir a “velha senhora”, o fim da linha será um marco mundial. Tanto que a VW criou até uma campanha de “deslançamento” do modelo. O ponto final desses 50 anos de história vem por consequência da nova lei que torna airbags e freios ABS obrigatórios em todos os veículos produzidos a partir do ano que vem. A Kombi não estava preparada para os novos tempos. Mas nem por isso é possível ignorar sua importância.

Foi em 1957, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, que a Volkswagen começou a produzir aquele que seria o modelo mais longevo de sua história. Kombinationsfahrzeug era seu nome original, que significa “veículo multipropósito”. Mas o apelido Kombi era mais apropriado para o Brasil. E assim ficou durante os seus 56 anos de produção nacional, que registraram, até agora, a produção de mais de 1,5 milhões de unidades. Comparando com a frota circulante do país, é como se cerca de 2% de todos os carros fossem.

Idealizada após a Segunda Guerra Mundial, em Wolfsburg, na Alemanha, a Kombi é, atualmente, produzida unicamente no Brasil. Nós também somos responsáveis por exportá-la para mais de cem países, como os africanos Argélia e Nigéria e os sul-americanos Argentina, Chile, México e Venezuela desde 1970. A história do carro idealizado pelo holandês Ben Pon começou na Europa, cerca de oito anos antes do Brasil. A produção unia o conjunto mecânico do Fusca com o projeto que priorizava a versatilidade para transportar cargas e pessoas.

Inicialmente equipada com motor de 1.1 de 25 cv de potência (refrigerado a ar), aliado a um sistema de transmissão manual de quatro marchas, a Kombi chegava a 100 km/h e desagradava quanto à estabilidade e aos ruídos transmitidos para dentro da cabine. Ao longo dos anos, passou por diversas atualizações para sobreviver às novidades tecnológicas. Mas, diferentemente de seu irmão Fusca, que atualmente é vendido em versão bem mais moderna, manteve, em boa medida, o visual clássico dos anos 40.
Atualizações

A primeira grande reestilização do utilitário veio em 1976, quando a versão nacional se aproximou do visual das unidades produzidas na Alemanha. Entre as principais mudanças, destacam-se o para-brisas sem divisão, o maior espaço das portas para facilitar o acesso e os novos espelhos retrovisores. Junto com as mudanças estéticas, o motor foi modernizado: a Kombi passava a contar com um bloco 1.6 de 52 cv de potência e 11,2 kgfm de torque.

O ano de 1983 marcou a chegada de outras grandes novidades, como a mudança do freio de mão do assoalho para o painel. Mais novidades vieram em 1997, quando a Kombi Carat passou priorizar ainda mais a versatilidade para o transporte. O modelo oferecia teto mais elevado, portas corrediças e perdeu a divisória entre os bancos.

A mais recente modernização da Kombi aconteceu há oito anos, quando a VW passou a equipá-la com motor 1.4 flex de 80 cv, quando abastecido com etanol. O susto feio para aqueles acostumados ao antigo sistema de resfriamento a ar, que deixava o motor tão barulhento que era quase impossível ouvir o rádio. A Kombi 2005 era arrefecida a água, o que resultou em menos barulho e ajudou a conseguir uma economia de 30% no combustível.

Ainda admirada pela versatilidade e disposição em ser “pau pra toda obra”, a Kombi sai das linhas de produção, mas não vai desaparecer tão cedo das não deve sair das ruas, feiras-livres e encontros de proprietários saudosistas, assim como da memória de muitos brasileiros.

Fonte: Guilherme Blanco Muniz / Revista Auto Esporte
Foto: Divulgação

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