F-150 Raptor SuperCrew vem ao Brasil mais barata
6 de fevereiro de 2018 – 10:20 | Comentários desativados

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HARLEY DAVIDSON HERITAGE CUSTOMIZADA NO BRASIL EM APENAS TRÊS MESES

Submitted by on 21 de outubro de 2016 – 13:58No Comment

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Há alguns anos, nós fazíamos uma publicação chamada SUPERMOTO. Era a FULLPOWER das motocas. Agora vamos revirar nosso arquivo e você vai ver periodicamente algumas motocas diferentonas, aqui no nosso site oficial.

Curitiba, no Paraná, é um berço de novas idéias. A cidade serve de teste para alguns produtos antes de serem lançados nacionalmente. No caso das motos, acontece praticamente o mesmo: Celio Dobrucki, apavora nas lendas americanas na capital paranaense.

Esta Heritage fabricada em 1997 é praticamente uma ex-Harley que recebeu muitas mudanças num trabalho de três meses de customização. Celio, o responsável pelas modificações, faz as vezes do dono e conta toda a história desta moto. Pouca coisa restou da original: apenas motor dois cilindros 1.340 cm3 (levemente preparado), caixa de câmbio e transmissão. O bicilíndrico recebeu um veneno light, apesar da cilindrada original: comando de válvulas de graduação elevada para ganhar potência, filtro de ar esportivo, ignição e kit nitro, com duas “garrafas” embutidas no tanque especial, desenvolvido pela Brazil Custom.

Dobrucki descreve como nasceu o novo e maluco reservatório de combustível: “Parti de um molde de papelão. Para chegar a um formato parecido com o resultado final, fiquei quatro dias dedicado ao tanque. Variei os formatos ainda no papel até chegar no ideal para começar a trabalhar na lata e encaixar a peça perfeitamente no quadro importado da Alemanha.

Tive de me preocupar também com o acabamento perfeito dos vãos para os cilindros de nitro embutidos”, diz Celio.

O guidão também saiu da cabeça e das mãos do especialista. Feito em duas peças, ficou bem maluco, seguindo todo o estilo da custom. Até mesmo o quadro entrou na dança e foi picado e perfurado, embaixo do motor, para dar mais estilo ainda. A confecção dos novos escapes saiu da mente dos profissionais de Curitiba.

Pedaleiras, manetes e o suporte do filtro de ar esportivo são Arlen Ness, americanos. As rodas, originalmente cromadas (em alumínio e billet, feitas a partir de um só bloco, sem soldas) receberam preto quase que contra a vontade de Celio. O customizador admite que ficou com dor no coração ao pintar de negro, porém para um resultado surpreendente. “Foi difícil pintar, mas para o que havíamos pensado para essa ex-HD era algo bem esportivo mesmo e o preto foi obrigatório”, comenta.

O farol já veio negro da gringa (Alemanha), e o para-lama dianteiro Jesse James foi pintado no
Brasil. Na traseira, o pneu traseiro Avon (230/70) parece que mantém a moto em pé sem precisar de apoio, tamanha largura.

Ao sentar no banco baixo, também confeccionado por Celio, a posição é bem diferente do normal. Braços esticadões, coluna envergada e trepidação leve com o motor em marcha-lenta. Ao sair com a moto, a falta de costume com o ângulo de cáster acentuado chega a ser engraçado. Para evitar braçadas, o negócio é sair de leve e ganhar velocidade o mais rápido possível para que ela se mantenha de pé! E não adianta sair rasgando pois a moto não é para ralar.

A suspensão traseira continua com amortecedor Showa e absorve bem as irregularidades do asfalto, apesar da aparência robusta. Os freios param bem: disco pequenino na dianteira, porém mordidos por pinças de seis pistões. Já na traseira, discão gigante e pinça de quatro pistões. O escape tem ronco animal e injeção de óxido nitroso ajuda na performance.

Dobrucki não abriu o jogo em relação aos custos das modificações. Só de rodas e pneus desta “ex-HD, ex-Heritage” há uma bela grana. A pintura especial, os componentes feitos sob medida e as muitas peças importadas também elevaram bastante a conta final.

Apesar do valor investido, trata-se de uma exclusividade universal, que além de matar a vontade de construir uma moto única, ainda corre-se o risco de achar alguém interessado em comprar algo exclusivo e ainda ganhar um dinheiro, seja com uma base nova, usada, antiga ou atual!

TEXTO: Leonardo Figueira
FONTE: Fullpower

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