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22 de agosto de 2018 – 15:44 | Coment√°rios desativados

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GRANDES BRASILEIROS: VW VOYAGE SPORT

Submitted by on 29 de setembro de 2016 – 13:36No Comment

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Sóbrio e elegante, ele conciliava a pegada esportiva do Gol GTS a uma configuração mais prática e confortável

A abertura das importa√ß√Ķes na virada da d√©cada de 90 exp√īs a ind√ļstria automobil√≠stica a uma desagrad√°vel realidade: quase todos os carros nacionais eram caros e defasados, em compara√ß√£o com os importados.

Como não po­diam esperar anos para atualizar seus produtos, as montadoras tiveram que improvisar, por isso requentaram alguns modelos dos anos 80 para não perder mercado. Entre eles, estava o Voyage Sport.

Lançado em 1993, parecia uma reprise do Voyage GLS, descontinuado em 1991 para não canibalizar seu irmão da Autolatina, o VW Apollo. Com o fim do Apollo, em 1992, as portas estavam abertas a uma versão mais requintada e potente do sedã, tradição iniciada em 1985 com o Voyage Super.

Na essência, ele era uma versão mais prática e sóbria do Gol GTS, que desde 1987 figurava entre os carros mais rápidos do Brasil. Deixava de lado o aerofólio e as luzes de longo alcance, mas mantinha os faróis de neblina e as rodas de liga leve raiadas, no estilo das clássicas BBS alemãs.

No interior, o requinte ficava por conta dos bancos Recaro e portas revestidos de tecido navalhado. O cl√°ssico volante esportivo VW, de buzina com quatro bot√Ķes, era revestido de couro, assim como o pomo da alavanca do c√Ęmbio.

Disponível em Preto Universal ou Prata Lunar, a pintura chegava até a parte inferior dos para-choques e aos retrovisores, elétricos, assim como vidros e travas. A decoração era finalizada com apliques cinza nos para-choques e lanternas fumês (como no Gol GTi).

Entre os opcionais, só toca-fitas, porta-fitas no console e ar-condicionado. No modelo 1994, a direção hidráulica entrou nessa lista, pondo um fim às críticas de quem sofria para esterçar os largos pneus 185/60 R14.

Sob o cap√ī estava o aclamado motor VW AP-1800S, do Gol GTS e da Parati GLS: a diferen√ßa para o AP-1800 estava no comando de v√°lvulas 049G e na recalibra√ß√£o do carburador. A maior elasticidade era comprovada pelos n√ļmeros: 105 cv, contra 96 cv do motor a √°lcool de linha.

√Āgil e com s√≥ 945 kg, ia a 100 km/h em 11,75 segundos e retomava de 40 a 100 km/h em 20,59, figurando entre os dez melhores do ranking da QUATRO RODAS, na vers√£o a √°lcool. A velocidade m√°xima foi de 171,2 km/h. Ao volante, apresentava o mesmo comportamento neutro dos Gol esportivos: neutro, com tend√™ncia ao subester√ßo no limite. A cr√≠tica ia para o freio: apesar da boa modula√ß√£o, sofria com o fading, devido ao disco s√≥lido na dianteira.

A produção durou só de 1993 a 1995. Além de mais conforto aos passageiros traseiros (pela linha do teto mais alta) e mais espaço para bagagens, alguns elogiavam a rigidez do monobloco, superior pela ausência da terceira porta presente no Gol.

Esportivo sem ser beberr√£o e est√°vel sem ser desconfort√°vel, deixou saudade, e os poucos que restaram hoje est√£o nas m√£os de cuidadosos donos, como o carro das fotos, do gerente comercial Ayrton de Negreiros Jr., de Piracicaba (SP). Aquirido em 2007, passou por uma restaura√ß√£o total: “S√≥ de funilaria foram dois anos”, diz.

Descontinuado em 1996, o Voyage era só uma vaga lembrança dos brasileiros até ser reapresentado em 2008 Рmas sem a mesma esportividade de um motor próprio e das duas portas.

TEXTO: Felipe Bitu
FONTE: Quatro Rodas

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