Nissan anuncia modelos elétricos e híbridos para o mercado japonês e mira vendas de 50% para carros elétricos até 2025
20 de abril de 2018 – 9:43 | Comentários desativados

Yokohama – A montadora Nissan anunciou que tem planos de colocar no mercado japonês 3 modelos de carros elétricos e 5 híbridos até 2022.
A Nissan não especificou quais modelos chegarão ao mercado, mas até o …

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GRANDES BRASILEIROS: VW VOYAGE SPORT

Submitted by on 29 de setembro de 2016 – 13:36No Comment

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Sóbrio e elegante, ele conciliava a pegada esportiva do Gol GTS a uma configuração mais prática e confortável

A abertura das importações na virada da década de 90 expôs a indústria automobilística a uma desagradável realidade: quase todos os carros nacionais eram caros e defasados, em comparação com os importados.

Como não po­diam esperar anos para atualizar seus produtos, as montadoras tiveram que improvisar, por isso requentaram alguns modelos dos anos 80 para não perder mercado. Entre eles, estava o Voyage Sport.

Lançado em 1993, parecia uma reprise do Voyage GLS, descontinuado em 1991 para não canibalizar seu irmão da Autolatina, o VW Apollo. Com o fim do Apollo, em 1992, as portas estavam abertas a uma versão mais requintada e potente do sedã, tradição iniciada em 1985 com o Voyage Super.

Na essência, ele era uma versão mais prática e sóbria do Gol GTS, que desde 1987 figurava entre os carros mais rápidos do Brasil. Deixava de lado o aerofólio e as luzes de longo alcance, mas mantinha os faróis de neblina e as rodas de liga leve raiadas, no estilo das clássicas BBS alemãs.

No interior, o requinte ficava por conta dos bancos Recaro e portas revestidos de tecido navalhado. O clássico volante esportivo VW, de buzina com quatro botões, era revestido de couro, assim como o pomo da alavanca do câmbio.

Disponível em Preto Universal ou Prata Lunar, a pintura chegava até a parte inferior dos para-choques e aos retrovisores, elétricos, assim como vidros e travas. A decoração era finalizada com apliques cinza nos para-choques e lanternas fumês (como no Gol GTi).

Entre os opcionais, só toca-fitas, porta-fitas no console e ar-condicionado. No modelo 1994, a direção hidráulica entrou nessa lista, pondo um fim às críticas de quem sofria para esterçar os largos pneus 185/60 R14.

Sob o capô estava o aclamado motor VW AP-1800S, do Gol GTS e da Parati GLS: a diferença para o AP-1800 estava no comando de válvulas 049G e na recalibração do carburador. A maior elasticidade era comprovada pelos números: 105 cv, contra 96 cv do motor a álcool de linha.

Ágil e com só 945 kg, ia a 100 km/h em 11,75 segundos e retomava de 40 a 100 km/h em 20,59, figurando entre os dez melhores do ranking da QUATRO RODAS, na versão a álcool. A velocidade máxima foi de 171,2 km/h. Ao volante, apresentava o mesmo comportamento neutro dos Gol esportivos: neutro, com tendência ao subesterço no limite. A crítica ia para o freio: apesar da boa modulação, sofria com o fading, devido ao disco sólido na dianteira.

A produção durou só de 1993 a 1995. Além de mais conforto aos passageiros traseiros (pela linha do teto mais alta) e mais espaço para bagagens, alguns elogiavam a rigidez do monobloco, superior pela ausência da terceira porta presente no Gol.

Esportivo sem ser beberrão e estável sem ser desconfortável, deixou saudade, e os poucos que restaram hoje estão nas mãos de cuidadosos donos, como o carro das fotos, do gerente comercial Ayrton de Negreiros Jr., de Piracicaba (SP). Aquirido em 2007, passou por uma restauração total: “Só de funilaria foram dois anos”, diz.

Descontinuado em 1996, o Voyage era só uma vaga lembrança dos brasileiros até ser reapresentado em 2008 – mas sem a mesma esportividade de um motor próprio e das duas portas.

TEXTO: Felipe Bitu
FONTE: Quatro Rodas

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