Conhe√ßa a moto feita ‘quase completamente’ por uma impressora 3D
7 de dezembro de 2018 – 12:19 | Coment√°rios desativados em Conhe√ßa a moto feita ‘quase completamente’ por uma impressora 3D

Chamada de Nera, a motocicleta tem chassi, carenagens e até pneus feitos pelo sistema. Apenas motor e parte elétrica são produzidos de maneira convencional.
A ideia de criar diversos objetos com o uso de uma impressora …

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Grandes Brasileiros: VW Fusca 1500

Submitted by on 23 de novembro de 2016 – 10:17No Comment

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Com mais torque, estabilidade e algum requinte, o Fusc√£o ganhou p√ļblico, m√ļsica e at√© filme

Desde 1962, o Fusca liderava o mercado, com seu modesto motor 1200 refrigerado a ar. De 1967 em diante, ele j√° era mais potente, usando o motor 1300. Ao mesmo tempo, com as op√ß√Ķes mais fortes rodando em Kombi, Karmann Ghia e ‚ÄúZ√© do Caix√£o‚ÄĚ, era natural que o Fusca ganhasse mais f√īlego.

Enfim o Sedan 1500 foi lan√ßado, em agosto de 1970. Basicamente, era uma jun√ß√£o de pe√ßas da prateleira da pr√≥pria VW. O motor vinha da Kombi. As rodas de quatro furos e calotas achatadas eram as do ‚ÄúZ√©‚ÄĚ, TL e Variant, assim como a medida da bitola, mais larga. Para frear, disco na frente era opcional. Al√©m da bitola, colaborava para diminuir a tend√™ncia a sair de traseira a barra compensadora.

Em seu primeiro teste pela QUATRO RODAS, publicado na edição 123, de outubro de 1970, era alvo de elogios seu comportamento mais neutro. Porém, em parte devido à suspensão dianteira mais alta e reforçada, a tendência passava a ser de sair de frente, dificultando o contorno de curvas mais rápidas.

O maior torque também fazia uma sonora diferença. Para a cidade, mostrava-se mais animado que o 1300, ainda que, na realidade, o desempenho geral não fosse assim tão além.

Esteticamente, tamb√©m se aproximava do equivalente alem√£o, que aposentava o motor 1500 naquele mesmo ano. Era a vez do p√°ra-choque de l√Ęmina √ļnica e novas lanternas, logo chamadas de ‚Äúcanoa‚ÄĚ. Internamente, contava com bancos semelhantes aos da Variant, mais anat√īmicos e de menor espessura.

Ainda que tivesse batismo oficial, o que pegou foi o apelido: Fuscão, assim chamado já pelo pessoal do chão de fábrica e nome que a publicidade adotaria mais tarde. Mais bem-acabado e potente, a diferença de preço era mínima: 13.186 cruzeiros, ante os 12.671 cruzeiros do 1300, em 1970.

Isso valeu o boato de que o fim do Fusca menos dotado estaria próximo. Fazia sentido. Respaldados pelo melhor custo-benefício, 4.444 carros foram produzidos já no mês de estréia. Em 1971, foram vendidos 3,7 VW 1500 para cada 1300.

Para mant√™-lo competitivo, a linha 1973 estreava novo desenho de p√°ra-lama dianteiro, mais tampa traseira com 28 aberturas ‚Äď 18 a mais. Tamb√©m surgia uma vers√£o b√°sica, com a mesma est√©tica do 1300, mas que vendeu pouco. As mudan√ßas n√£o evitaram que o Fusc√£o sentisse os efeitos de uma concorr√™ncia mais moderna, que estreava Chevette e Dodge 1800, al√©m de, dentro da pr√≥pria casa, haver a Brasilia.

Ainda assim, em 1974, com leves altera√ß√Ķes, seguia √† frente dos rivais mais avan√ßados, mas perdia em vendas para o 1300. A crise do petr√≥leo n√£o explica esse decl√≠nio, pois a Brasilia manteve vendas est√°veis, apesar do pre√ßo maior que o do 1600S (Superfusc√£o) lan√ßado naquele ano.

Como reflexo disso, em 1975 o Fusc√£o entrava em seu √ļltimo ano de vida. Um 1600 b√°sico foi lan√ßado como op√ß√£o ao 1500. Consumo e desempenho melhoravam com o motor de dois carburadores. Com freios a disco de s√©rie e rodas aro 14 de seis furos, ele substituiu o Fusc√£o e o 1600S.

Mesmo fora de linha e sem qualquer status de colecion√°vel, o VW 1500 faria hist√≥ria pela voz de Almir Rog√©rio. Em 1981, a m√ļsica Fusc√£o Preto era uma das respons√°veis por mais de 1,5 milh√£o de discos vendidos. A rara cor de Fusc√£o tamb√©m renderia um filme no ano seguinte e, em 1994, a can√ß√£o, j√° cult, seria traduzida para o ingl√™s macarr√īnico de Falc√£o e renomeada Black People Car.

Depois de 419.433 unidades produzidas, o Fusc√£o volta a ser valorizado e os raros carros em perfeito estado passam a ter vaga garantida em exposi√ß√Ķes. √Č o caso do modelo 1973 verde hippie mostrado acima, h√° seis meses em posse do taxista aposentado Francisco Pereira da Silva e que tem hoje apenas 50.000 quil√īmetros originais.

Teste QUATRO RODAS ‚Äď janeiro de 1973
0 A 100 km/h 26,1 s
Velocidade m√°xima 128,57 km/h
Frenagem 80 km/h a 0 29,1 m
Consumo 7,1 (cidade) 9,8 km/l (estrada)
Preço (dezembro de 1972) CR$ 16.927
Preço (atualizado R$ 62.708

Ficha técnica
Motor tras., 4 cilindros contrapostos, 1.493 cm3, refrigerado a ar, carburador de corpo √ļnico Solex H 30 PIC, 83 x 69 mm, 6,8:1, 52 cv a 4.600 rpm, 10,3 mkgf a 2.600 rpm
C√Ęmbio manual, 4 marchas, tra√ß√£o traseira
Suspensão independente com barras de torção transversais em feixe(diant.) / independente, semi-eixos oscilantes, barras de torção(tras.)
Freios tambor nas 4 rodas
Direção setor e rosca sem-fim
Rodas e pneus aço estampado, aro de 15 polegadas e tala de 4,5, pneus 5,6×15
Dimens√Ķes comprimento, 402 cm; altura, 150 cm; largura, 154 cm; entre-eixos, 240 cm; peso, 820 kg; altura livre do solo, 15,2 cm

TEXTO: André Fiori
FONTE: Quatro Rodas

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