Smart terá apenas carros elétricos
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GRANDES BRASILEIROS: CHEVROLET CARAVAN SS

Submitted by on 18 de março de 2016 Р11:46No Comment

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O espaço interno sempre encabeçou a lista de justificativas para se ter uma perua. Itens de luxo e conforto podiam fazer parte dos dotes, mas daí a terem algum apelo esportivo, isso era outra história. No Brasil, antes de o visual lameiro rejuvenescer peruas de hoje, como Palio Weekend (Adventure) e Spacefox (Space Cross), o apelo esportivo meramente estético já marcava a proposta da Chevrolet Caravan SS, lançada para a linha 1978.

Ainda que n√£o diferisse tecnicamente do restante da linha, a SS vendia, a exemplo da mesma vers√£o do Opala, a ideia de uma perua feita para uma pegada esportiva. Ap√≥s o sed√£ e o cup√™ ‚Äď este ainda √† venda na √©poca ‚Äď, era a terceira carroceria da linha Opala a receber o acabamento digno do SS popularizado pelo Impala nos anos 60. Se o motor 250-S de seis cilindros, carburador de corpo duplo e 171 cv tinha coer√™ncia com o visual de muscle-car dos SS, ainda havia o 151-S de quatro cilindros e 98 cv para refor√ßar a impress√£o de que o vigor estava mais na apar√™ncia que no conte√ļdo. O mote publicit√°rio era ‚Äúleve tudo na esportiva‚ÄĚ.

Foi em janeiro de 1978 que a Caravan SS estreou nas p√°ginas de QUATRO RODAS, num teste em conjunto com o Opala cup√™ de luxo com o motor 151-S. Assim como no cup√™ SS, ela trazia faixas pretas no cap√ī e nas laterais, retrovisores externos aerodin√Ęmicos, far√≥is de milha, volante esportivo espumado de tr√™s raios e bancos de vinil. As colunas laterais traseiras tamb√©m eram pintadas de negro.

Em comparativo publicado na edi√ß√£o de mar√ßo de 1976, a vers√£o cup√™ do SS-6 fez Dodge Charger R/T e Ford Maverick GT comerem poeira, com m√°xima de 189,48 km/h, marca que o transformou no nacional mais veloz. J√° a Caravan SS ficou aqu√©m do esperado. Fez 162,895 km/h de m√°xima, 0 a 100 km/h em 12,92 segundos e retomada de 40 a 120 km/h em 27,20 segundos. Nas provas de frenagem, a reportagem destacava negativamente os grandes espa√ßos necess√°rios e a dificuldade de manter a trajet√≥ria nas frenagens e a falta de um man√īmetro de √≥leo. Em contrapartida, elogiava o baixo n√≠vel de ru√≠do, a posi√ß√£o ao volante e o c√Ęmbio, pelo escalonamento de marchas e os engates curtos, precisos e secos.

√Č de 1978 o exemplar prata (de quatro cilindros) fotografado, do colecionador paulista Fabio Steinbruch. ‚ÄúEla se porta como o carro mais comum de dirigir, bom para usar no dia-a-dia.‚ÄĚ Ainda levando em conta o motor, Steinbruch trata seu carro com irrever√™ncia. ‚Äú√Č um Fusca de rico, simples, mas de porte grande.‚ÄĚ Um porte de at√© 1‚ÄČ950 litros para bagagem.

A Caravan SS recebeu as altera√ß√Ķes da linha Opala 1980, quando a frente foi rebaixada e ganhou far√≥is retangulares. Rodas e retrovisores tinham desenho novo tamb√©m e os para-choques eram da cor do carro. Foi o ano derradeiro de todos os SS da linha Opala, que tinha seu luxo enfatizado pela vers√£o Diplomata. Mais r√°pida na passagem pelo mercado que no acelerador e mais chamativa pela raridade que pelo visual, nossa primeira perua ‚Äúesportiva‚ÄĚ fez escola. Tentativas posteriores de associar peruas a desempenho, como a VW Quantum Sport de 1990 e as de proposta off-road leve, tamb√©m enfatizaram o estilo.

Ao volante de uma SS de quatro cilindros, com o carro lotado numa subida de serra, entendia-se a o slogan do lançamento: o negócio era curtir a companhia da família e levar tudo o mais na esportiva.

FONTE: Quatro Rodas
TEXTO: Fabiano Pereira

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