Conheça o BMW concept 4, o protótipo que antecipa o série 4 Рsó ele quer ter grade de radiador
13 de setembro de 2019 Р14:45 | Comentários desativados em Conheça o BMW concept 4, o protótipo que antecipa o série 4 Рsó ele quer ter grade de radiador

Estande da BMW no Sal√£o de Frankfurt d√° spoilers sobre as novas gera√ß√Ķes do S√©rie 4, al√©m de novidades para o nicho dos SUV-cup√™ e um novo carro el√©trico.
Uma das atra√ß√Ķes da BMW¬† no Sal√£o …

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Grandes Brasileiros: Alfa Romeo 2300 ti 4

Submitted by on 23 de março de 2016 Р8:10No Comment

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Quando o Alfa Romeo 2300 foi lan√ßado, o esp√≠rito do cuore sportivo j√° estava entre n√≥s havia bem mais de uma d√©cada. No in√≠cio como JK e depois identificados como FNM e Timb, os ‚ÄúAlfa‚ÄĚ nacionais j√° rodavam por aqui desde 1960. Mas coube ao modelo 2300, em 1974, a primazia de usar o sobrenome da fam√≠lia. Projetado exclusivamente para o mercado brasileiro e derivado da Alfetta italiana, era um FNM aperfei√ßoado que mantinha caracter√≠sticas at√°vicas: um carro com sabor esportivo que estabelecia boa comunica√ß√£o com o motorista e era capaz de manter altas velocidades de cruzeiro por longos per√≠odos.

E, pelo requinte dos materiais empregados, pela generosidade de equipamentos e, principalmente, pelo preço, rivalizava com pesos pesados da época: o Dodge e o Galaxie. Tinha como atrativos um generoso porta-malas e um inédito tanque de gasolina com capacidade para 100 litros. Numa época de plena crise do petróleo, em que os postos fechavam à noite e aos domingos, sua autonomia foi forte argumento de venda.

Se por um lado o Alfa oferecia a possibilidade de uma tocada mais esportiva gra√ßas √† suspens√£o firme e ao preciso sistema de dire√ß√£o, perdia para a concorr√™ncia em sil√™ncio e maciez ao rodar. Problemas de ajustes e de fragilidade de algumas pe√ßas tamb√©m pesavam contra e iam para a conta da obsoleta linha de montagem FNM. √Č verdade que foram, em parte, sanados quando a Fiat assumiu a marca no Brasil e o carro passou a ser produzido em Betim, em 1977.

A traseira, com o porta-malas mais alto, estava longe de ser preferência nacional | Crédito: Marcelo Spatafora
Nesse ano, a linha Alfa ganhou mais duas vers√Ķes: a 2300B, que tinha carbura√ß√£o qu√°drupla, e a ti, topo de linha. A dire√ß√£o hidr√°ulica, que n√£o era oferecida sequer como opcional, virou item de s√©rie em 1980, ano em que a ti ganhou o 4 no nome. E, talvez para compensar o atraso, j√° veio progressiva.

O ambiente instigante da cabine e o ronco √°spero do motor ‚Äď este, ali√°s, um dos sinais do pedigree do 2300 ‚Äď n√£o chegavam a fazer do nosso Alfa um leg√≠timo Gran Turismo (GT). Os 140 cavalos originais (que passaram a 149 com a mudan√ßa na carbura√ß√£o) fornecidos pelo motor de quatro cilindros em linha, com duplo comando de v√°lvulas no cabe√ßote, tinham l√° seus limites. Mas o c√Ęmbio de cinco marchas, bem ‚Äútrabalhado‚ÄĚ pelo motorista, proporcionava agilidade ao conjunto de quase 1500 quilos. Para parar com efici√™ncia, o Alfa contava com freios a disco nas quatro rodas, mais um avan√ßo por aqui.

No motor, válvulas refrigeradas a sódio | Crédito: Marcelo Spatafora

O Alfa 2300 ti 4 cor preto Etna que voc√™ v√™ nesta reportagem √© um modelo 86, a √ļltima safra do carro. Pertence a Michael Swoboda ‚Äď propriet√°rio tamb√©m de dois JK, um 60 e outro 61. Mas √© seu filho Leandro, de 28 anos, quem adotou o ti 4 e o usa para passeios. Tem como equipamentos originais espelhos, vidros e travas el√©tricas, al√©m de abertura autom√°tica de porta-malas e tampa de gasolina. √Č semelhante ao modelo testado na edi√ß√£o de novembro de 1984 de QUATRO RODAS e que estabeleceu marcas de 166 km/h de velocidade m√°xima e acelerou de 0 a 100 km/h em 13,9 segundos, n√ļmeros que n√£o chegaram a entusiasmar. Ao contr√°rio de sua tradicional estabilidade, que mereceu elogios e ainda hoje √© capaz de animar quem gosta de pilotar esportivamente. Acostumando-se com as dimens√Ķes do carro e com as manhas do c√Ęmbio, garanto que fica dif√≠cil descolar o p√© do acelerador.

Painel, de tão completo, virou referência | Crédito: Marcelo Spatafora

Em 1977 um lote de Alfa 2300 chegou a ser exportado para Alemanha e Holanda como AlfaRomeo Rio. Raz√Ķes que s√≥ a burocracia explica retiveram os carros por um longo per√≠odo no porto, o que prejudicou a transa√ß√£o. Mas, se n√£o foi um sucesso comercial, em termos de imagem essa opera√ß√£o rendeu dividendos. An√ļncios publicados nas revistas brasileiras davam conta que os alem√£es haviam descoberto que o ‚ÄúAlfa 2300 n√£o fica devendo nada aos BMW e Mercedes em conforto e acabamento‚ÄĚ. E ainda tinha ‚Äúdesempenho de assustar Porsche‚ÄĚ.

Em meados dos anos 1980, pelo valor pago por um Alfa ti 4 era possível comprar quase dois VW Santana. Com a aposentadoria dos seus rivais Dodge e Galaxie, o Alfa passou a ser, disparado, o carro nacional mais caro. E isso não combinava com seus evidentes sinais de envelhecimento. Ao todo, foram produzidas 29.564 unidades.

FONTE: Quatro Rodas
TEXTO: Sérgio Berezovsky

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