Carro voador chinês pode ser o primeiro a ser comercializado normalmente
6 de outubro de 2018 – 16:34 | Comentários desativados

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Governo recua e venda de carros sem ABS e airbags continua

Submitted by on 12 de dezembro de 2013 – 10:22No Comment

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Acuado pela ameaça do impacto financeiro, o governo federal decidiu por não decretar a obrigatoriedade de freios ABS e airbags frontais nos veículos vendidos a partir de 1º de janeiro de 2014. Quem confirmou a informação foi o Ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Estamos preocupados com o preço do carro, que subiria de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil”, confessou. Ainda não há prazo definido para que 100% dos automóveis tenham os itens de segurança. Mantega deve se reunir com a Anfavea – Associação de Fabricantes – na semana que vem para chegar a uma decisão.

O MotorDream noticiou ontem que as unidades restantes do Fiesta RoCam que não contam com os equipamentos de segurança custam R$ 29.990. Já as que passarão a tê-los serão vendidas por exatos R$ 1 mil a mais. Além do compacto da Ford, carros de entrada de outras marcas têm diferenças ainda maiores em seus preços finais, como o Chevrolet Celta (R$ 1.142 a mais) e o Fiat Palio Fire (R$ 1.691).

A resolução 311 do Contran – Conselho Nacional de Trânsito – que determinou a obrigatoriedade de airbags é de abril de 2009. O texto previa o seguinte cronograma: em 2010, 8% dos carros nacionais deveriam ter o equipamento; em 2011, 15%; em 2012, 30%; neste ano, 60%; e em 2014, 100%. Já os freios com ABS foram tratados em definitivo na resolução 380, de abril de 2011, com cronograma semelhante ao proposto para os airbags.

O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, afirmou que o acordo com o governo federal prevê estender a obrigatoriedade de ABS e airbags a 70% dos carros nacionais em 2014; a um índice maior, ainda indefinido, em 2015; e a 100% só a partir de 1º de janeiro de 2016.

Caso o adiamento se confirme, a Volkswagen e o próprio sindicato têm muito a comemorar. Carros como a Kombi e o Gol G4, que não possuem condições estruturais necessárias para receber os equipamentos de segurança, poderão continuar sendo produzidos. Segundo cálculos do próprio sindicato, 4 mil funcionários, que trabalhavam na produção dos dois veículos, serão mantidos. Além dos Volkswagen, há outros modelos nacionais que estavam com os dias contados, devido ao aperto nas normas de segurança, e que podem ganhar sobrevida. Entre eles, o Ford Ka e o Fiat Mile.

Fonte: David Sharp / MotorDream
Foto: Divulgação

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