Golf 2019 terá motor 1.0 TSI com Tiptronic, segundo jornal
10 de maio de 2018 – 9:16 | Comentários desativados

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GOLF 1.0 TSI X GOLF 1.6 MSI: DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Submitted by on 26 de outubro de 2016 – 14:23No Comment

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Golf estreia motor 1.0 turbinado e encara na pista seu irmão 1.6 aspirado. Testados vazios e carregados, eles mostram, na prática, os resultados de receitas mecânicas muito distintas

As fábricas estão loucas! Como pode um carro 1.0 custar mais de R$ 70.000? Foi assim que muita gente se referiu ao Ford Fiesta 1.0 EcoBoost (R$ 71.990), lançado em julho. Agora, é a vez de a Volkswagen ouvir o mesmo discurso, mas em um alvo próprio: o Golf 1.0 TSI, cujas vendas começam no fim de outubro, por R$ 74.990.

Tomar apenas a cilindrada como referência única para definir se um motor é bom ou ruim pode surtir efeito contrário – e levar você a escolher o carro errado. Principalmente quando os 1.0 em questão são os badalados três cilindros turbinados da Ford e da Volkswagen.

Este novo Golf comprova a tese. Custa só R$ 1.860 a mais que a versão com motor 1.6 16V MSI (cujo preço baixou de R$ 78.130 para R$ 73.130) e, no nosso campo de provas, em Limeira (SP), mostra uma superioridade acachapante. Para que não ficasse nenhuma dúvida, fizemos duas baterias de testes: com o carro vazio e, depois, com peso a bordo.

Na medição de 0 a 100 km/h, o 1.0 TSi precisou de 10,4/12,2 segundos (vazio/carregado) e o 1.6 MSI,13/15 segundos cravados. Ou seja, o 1.0 acelera em um tempo 20% ou 18,7% (dependendo da carga) menor que o 1.6. No entanto, a aplicação de carga causou mais impacto no 1.0 do que no 1.6. Mas vale destacar: mesmo carregado, o valente 1.0 cumpre a prova em tempo melhor que o 1.6 vazio – 12,2 ante 13 segundos.

As provas de retomada de velocidade deixam a vantagem do motor 1 litro ainda mais escancaradas, graças ao fato de o 1.0 ter câmbio manual de seis marchas, contra as cinco marchas do 1.6 MSI. Diferente da aceleração, a adição de carga piorou menos a performance no 1.0 (18,1%) do que no 1.6 (21,5%). Mas houve um ponto comum com os ensaios de aceleração: carregado, o 1.0 retoma em tempos até 46,1% menores – ambos vazios, a vantagem chega a impressionantes 55,6%, como no teste de 80 a 120 km/h, em quinta marcha.

Nas provas de frenagem, claro, números muito parecidos nas duas situações de carga.

Anda bem, bebe pouco

Com os testes dinâmicos finalizados, os carros partiram para as medições de consumo. E foi aqui que o 1.0 fechou com chave de ouro, com resultados melhores que os do 1.6 até quando comparados aos números em condição de carga frente aos do irmão vazio. Na cidade, o TSI carregado cravou 11,9 km/l, ante 10,8 km/l do 1.6 lastreado.

Na rua, a melhor tradução do que vimos na pista. O 1.0 TSI não tem, obviamente, a pegada violenta do 1.4 TSI (que continua à venda na versão Highline, por R$ 99.190), mas está muito mais próximo disso do que o 1.6. O ronquinho metálico e a aspereza de funcionamento do 1.0 três cilindros dão até uma pitada de esportividade ao Golf.

Os engenheiros da Volks ficam incomodados quando você se refere ao motor como sendo o do Up! TSI. “É muito mais que isso. Algumas peças, como intercooler, bielas e válvulas, por exemplo, são diferentes. As mudanças vão além de mera calibração eletrônica”, diz José Loureiro, gerente executivo da marca. O ajuste fino aparece na ficha técnica: são 125/116 cv e 20,4 mkgf de torque (20 cv e 3,6 mkgf a mais que no Up! no etanol).

Comitê de recepção

A chegada do Golf com motor 1.0 TSI foi acompanhada de uma arrumação na casa. Ao se meter entre o 1.6 MSI e o 1.4 TSI, ele assumiu a posição de versão intermediária. Se no topo da tabela ficou tudo igual, no rodapé o consumidor notará uma queda de R$ 5.000: na prática, o 1.6 MSI caiu de R$ 78.130 para R$ 73.130 – lembrando que o 1.0 TSI estreia custando R$ 74.990.

Tanto o 1.0 quanto o 1.6 serão vendidos só na versão Comfortline. Para ganhar visual e conteúdo iguais aos do modelo cedido para teste, é preciso investir R$ 18.754.

Eis os opcionais: Pacote Elegance (sensor de chuva e farol, retrovisor interno eletrocrômico, piloto automático, volante multifuncional e rodas de aro 17), R$ 3.200; Pacote Exclusive (Elegance mais multimídia com GPS e tela de 6,5 polegadas),R$ 9.549; Pacote Conforto (ar-condicionado digital e revestimento de couro), R$ 4.632, e teto solar elétrico por R$ 4.573.

Rádio, ar-condicionado, rodas de liga leve aro 16, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, sete airbags, controles de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa são itens de série. Ou seja, mesmo a versão de entrada oferece o mínimo que um hatch médio deve ter. Talvez, não… A única grande (e talvez letal) falta é o câmbio automático.

Ao menos por enquanto, o Golf TSI será equipado exclusivamente com câmbio manual de seis marchas. Na prática, quem fizer questão de um Golf automático nessa faixa de preço precisará se contentar com o 1.6.

No mais, o carro segue o mesmo. E isso é um grande elogio, pois o Golf sempre foi referência de bom acabamento interno, dirigibilidade apurada e robustez mecânica. Agora, a economia de combustível também entrou nessa lista – e no topo!

Teste de peso

Para que não ficasse dúvida sobre qual dos Golf é o melhor, fizemos uma rodada dupla de teste. A primeira, convencional, com o carro vazio, e a segunda simulando a presença de quatro adultos de 70 kg cada (140 kg na dianteira e 140 kg na traseira) e outros 50 kg distribuídos no porta-malas. Todos os quatro testes foram feitos com o tanque cheio e os pneus calibrados conforme indicação do fabricante para cada condição de carga.

Além desse cuidado, em uma situação real de rodagem com passageiros e porta-malas cheio, redobre a atenção com o comportamento dinâmico do carro. Nessas condições, as frenagens longas tendem a fadigar o freio. Reduza as marchas e use o freio motor. E cuidado nas curvas: pesado, o carro tende a escorregar para fora delas.

TEXTO: Péricles Malheiros
FONTE: Quatro Rodas

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