Ural exibe moto conceito com motor elétrico
15 de novembro de 2018 Р13:13 | Comentários desativados em Ural exibe moto conceito com motor elétrico

Propulsor é fruto da parceria da fabricante de moto com sidecar e a Zero Motorcycles, que produz motocicletas elétricas
A Ural est√° mais ‘ousada’. Recentemente, a fabricante apresentou uma variante do tradicional modelo com um drone …

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Gol GTI: o esportivo que revolucionou um mercado

Submitted by on 16 de agosto de 2018 – 15:51No Comment

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Gol GTI. O esportivo em tons de azul e cinza que foi o primeiro carro nacional com inje√ß√£o eletr√īnica. Ele foi a continua√ß√£o de um sucesso que come√ßou em 1984 e que evoluiu rapidamente at√© alcan√ßar a posi√ß√£o de destaque no mercado nacional.

O ic√īnico esportivo da VW esteve presente (como se deve) em duas gera√ß√Ķes do Gol, morrendo de forma ingl√≥ria na terceira.

Só no modelo popularmente chamado de Gol G7 é que ganhou uma releitura conceitual (Gol GT), que satisfez parte dos fãs, mas não se materializou em um produto final.

O Gol GTI vivenciou os √ļltimos dias de um mercado fechado √†s importa√ß√Ķes desde 1976 e em que apenas quatro grandes marcas prevaleciam, sendo elas VW, GM, Ford e Fiat, nessa ordem.

Apesar de que na época, haviam emblemáticas menores, como Gurgel e Puma. Mas, é preciso contar a história que levou à ele, desde o início, para se entender os motivos pelos quais o Gol GTI se tornou um ícone do mercado automotivo nacional.

E como toda origem, precisamos ir at√© o primeiro GTI, que se tornou uma refer√™ncia ‚Äď especialmente para a Europa ‚Äď em 1976, quando surgiu como o primeiro hot hatch. De

lá para cá, o Brasil sofreu influência dessa veia esportiva da VW, mas não sem alguns fracassos.

GTI, a origem
O ‚ÄúGran Turismo Injection‚ÄĚ surgiu na gama do Volkswagen Golf de primeira gera√ß√£o em 1976, mas assim como veremos mais adiante, o motivo de seu surgimento foi devido a um fracasso, na verdade fortes cr√≠ticas sobre o Beetle GSR, uma proposta esportiva para o besouro em 1973.

Assim, para apagar o fogueira, um grupo secreto surgiu dentro de Wolfsburg.

Uma equipe de oito pessoas que trabalhou num projeto fora da fábrica para criar uma versão esportiva do Golf, que havia sido lançado em 1974.

Era t√£o secreto que tiveram de usar a base do Scirocco ‚Äď mais antigo ‚Äď e n√£o chamaram a aten√ß√£o, trabalhando √† margem de servi√ßos oficiais da VW at√© que no come√ßo de 1975, apresentaram o Golf GTI.

O novo carro foi imediatamente aprovado e fora constru√≠do por um pequeno grupo, que somou nove pessoas ao fim do projeto, de onde surgiu de tudo, desde o motor EA827 com inje√ß√£o K-Jetronic da Bosch, chassi com refor√ßos estruturais, interior em xadrez Tartan (o √ļltimo membro entrou para criar esse DNA particular do GTI), entre outros.Aparecendo em Frankfurt no mesmo ano, era para ter sido apenas 5.000 exemplares do Golf GTI, somente para a VW entrar no campeonato de turismo, mas o sucesso foi instant√Ęneo.

Diferente do que ocorreria no Brasil, essa versão não veio para salvar o modelo, mas para extinguir as críticas sobre o Beetle GSR.

De qualquer forma, foi com o Golf que surgiu a ic√īnica sigla, que se perpetua at√© hoje e que foi copiada por outras marcas. Mas e no Brasil dos anos 80, haveria um GTI tamb√©m? A resposta era n√£o.

Sem tecnologia dispon√≠vel, a inje√ß√£o eletr√īnica n√£o estava ao alcance do pa√≠s naquela √©poca, o que s√≥ ocorreria 13 anos depois atrav√©s de outro GTI, um bem brasileiro.

Gol GT / Gol GTS
Esse segundo carro esporte era o Gol GT. No entanto, como dito acima, ele chegou para salvar a lavoura do pr√≥prio modelo. Diferente do Beetle GSR, o compacto brasileiro ‚Äď que surgira em 1980 como resposta ao futuro do pr√≥prio Fusca, sendo assim seu sucessor (o que de fato ocorreu em termos comerciais) ‚Äď nasceu sendo exatamente o oposto.

Embora tivesse boa dirigibilidade, porte adequado, porta-malas espa√ßoso para a √©poca e um estilo pr√≥prio da VW, o Gol foi colocado no mercado com mec√Ęnica a ar, usando o 1300 do Fusca na dianteira.

Dessa forma, o carro simplesmente não andava como se devia. Mesmo com a troca rápida de motor, agora um 1600 de dupla carburação que tirou o estepe (momentaneamente graças a um revendedor VW) do cofre, o Gol continuava manco e isso já era 1981.

Com a chegada do sedã Voyage com motor 1.5 a água, o peso sobre o hatch era enorme, ampliado ainda com a presença da perua Parati.

Ent√£o, o futuro do Gol parecia bem sinistro.

Na época, o Fusca ainda era líder de vendas, mas já sofria a pressão pela idade. O consumidor queria algo moderno e o hatch tinha tudo para oferecer isso, exceto motor. Então, a VW decidiu fazer o mesmo que a matriz em 1974. Para apagar as críticas ao carro, criou uma versão salvadora de imagem, a GT.

O interessante √© que na √©poca, todas as vers√Ķes do Gol eram 1600 a ar e ent√£o eis que surge, com direito a mega evento em Interlagos, o Gol GT, que foi desenvolvido para fechar a boca dos cr√≠ticos.

Para começar, colocaram o motor 1.8 com dupla carburação e comando esportivo usado no Golf GTI alemão da época.

Com isso, a potência foi para empolgantes 99 cavalos com 14,9 kgfm. Nota-se que na época, o Gol a ar tinha apenas 66 cavalos.

Mas, o carro andava tão bem que logo surgiram as suspeitas de que na verdade ele era bem mais potente, sendo esse um artifício da VW para não pagar mais IPI, que mudava de alíquota acima de 100 cavalos.

Mesmo com quatro marchas, o Gol GT ‚Äúvoava‚ÄĚ de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos e chegava perto dos 180 km/h. Para a idade m√©dia dos anos 80, isso era realmente bom, muito bom.

A suspensão era mais rígida, tinha barra estabilizadora maior, freios mais potentes, escape esportivo e rodas de liga leve aro 14 iguais às do Passat GTS Pointer, que acabara de surgir também.

O interior tinha bancos Recaro que marcaram seu DNA estilístico como o Golf GTI, tendo ainda volante diferenciado, assim como instrumentação mais completa. O aerofólio traseiro com spoiler dianteiro e conjunto ótico completo, faziam o Gol GT realmente atraente para os jovens brasileiros.

Na época, o principal rival era o Ford Escort XR3, que era mais fraco, apesar de mais elegante.

Logo ganharia o c√Ęmbio manual de cinco marchas para n√£o mais esgoelar pr√≥ximo da velocidade final. O Gol GT salvou o modelo do fracasso e de quebra se posicionava ao lado do Passat GTS Pointer n√£o como um rival, mas como complemento.

No ano seguinte, em 1985, o Gol finalmente adotou o novo motor AP600 1.6 a √°gua e o motor 1600 a ar seria abandonado em definitivo no ano seguinte.

Foi em 1986, um ano de grandes perdas para o mercado brasileiro, que morria também o Gol GT. Em 1987, porém, surge o Gol GTS com visual renovado e a mesma cavalaria, sempre suspeita de ter 105 cavalos, o que de fato ocorria.

A linhagem esportiva da VW estava assegurada no ano em que o Gol se tornou o segundo VW a liderar o mercado, um ano após o Fusca adormecer no sono de sua primeira morte.

O Gol GTS tinha molduras envolventes da frente at√© atr√°s, rodas aro 14 diamantadas com as famosas ‚Äúgotas d¬ī√°gua‚ÄĚ e com os mesmos pneus 185/60 R14 do GT. A frente foi a primeira atualiza√ß√£o de estilo do modelo, enquanto o interior recebia o mesmo volante do Santana GLS.

No ano seguinte, morria o Passat e com ele o outro esportivo da Volkswagen, o GTS Pointer.

Sozinho, o Gol GTS não ficaria assim por muito tempo. Ainda em 1988, a Volkswagen teria até que driblar de certa maneira a chamada Lei da Informática por causa de um componente importado que seria fundamental para a próxima jogada.

Antes, porém, o GTS havia ganhado um novo interior, com painel mais moderno, que abandonava o estilo surgido em 1977 com a Variant II.

Gol GTI
Em 1988, a Volkswagen estava em p√© de guerra com a General Motors para ser a primeira marca a lan√ßar um carro com inje√ß√£o eletr√īnica no Brasil. A Chevrolet preparou o Monza 500 EF para o come√ßo de 1989, mas a VW botou seu novo esportivo no Sal√£o do Autom√≥vel de 1988. Este? O Gol GTI, que dessa forma se tornou o primeiro a ter inje√ß√£o eletr√īnica na hist√≥ria brasileira.

O Gol GTI surgia como um sucessor do Gol GTS, mas não imediato. O motivo era que sua produção era limitada em 2.000 unidades por ano, devido à Lei de Informática, que proibia a importação de componentes computadorizados.

Graças a um acordo com o governo, a VW só podia importar, via Bosch, essa quantidade de dispositivos de injeção.

Visualmente, o Gol GTI se diferenciava do GTS pela cor Azul M√īnaco, que era exclusiva e √ļnica op√ß√£o.

As molduras laterais e para-choques do Gol GTI passaram a ser de cor cinza, mas as rodas ‚Äúgotas d‚Äô√°gua‚ÄĚ continuavam as mesmas. As lanternas eram fum√™ e o aerof√≥lio tinha um formato mais arredondado nas extremidades.

Por dentro, os bancos Recaro do Gol GTI eram cinzas e sem cores fortes, contribuindo para um interior estranhamente mais sóbrio que o do Gol GTS.

Na mec√Ęnica, o Gol GTI adotou o motor AP2000 dos Santana e Quantum, mas com o sistema de inje√ß√£o eletr√īnica e mais alguns modifica√ß√Ķes, que inclu√≠ram tuchos hidr√°ulicos, al√©m de abastecimento apenas com gasolina, a cavalaria deu um bom salto.

Eram 120 cavalos a 5.600 rpm e 18,4 kgfm a 3.200 rpm, o que permitia ao Gol GTI com c√Ęmbio manual de cinco marchas, ir de 0 a 100 km/h em 10 segundos e ter m√°xima de 173 km/h.

Note que os n√ļmeros s√£o inferiores aos do antigo Gol GT, por exemplo. De qualquer forma, al√©m de ser r√°pido, era tamb√©m econ√īmico e exclusivo. Isso fez com que seu pre√ßo fosse exorbitantemente mais caro que o Gol GTS.

Em 1990, o Gol GTI recebeu mais uma atualiza√ß√£o visual para a linha 1991. As linhas exteriores na parte frontal foram suavizadas com novos far√≥is, grade, cap√ī e para-lamas. Mas a sensa√ß√£o mesmo foi a roda ‚ÄúOrbital‚ÄĚ, cujo desenho era o mesmo do conceito Orbit da Volkswagen. Esse modelo de roda virou uma febre entre os amantes da marca at√© os dias atuais.

Mas, na época havia também as clássicas e elegantes rodas BBS raiadas.

Tanto Gol GTS quanto Gol GTI se beneficiaram da atualização de estilo no começo dos anos 90, porém, algo estava bem evidente naquela altura. A entrada de importados no país começou a ganhar força e volume.

Entretanto, o Gol GTI continua sem modifica√ß√Ķes at√© 1994, exceto pela introdu√ß√£o da dire√ß√£o hidr√°ulica em 1993.

Gol GTI de segunda geração e GTI 16V
Em 1994, o Gol passou a ter sua segunda gera√ß√£o ap√≥s 14 anos de exist√™ncia. As mudan√ßas foram enormes em rela√ß√£o ao antigo, da qual s√≥ a plataforma era a mesma, modificada para ter um entre-eixos maior e com linhas bem mais arredondados, o que lhe valeu os apelidos de ‚ÄúGol bola‚ÄĚ e ‚ÄúGol bolinha‚ÄĚ.

A frente ficou mais baixa visualmente com um cap√ī mais curvil√≠neo para passar a impress√£o de ser um carro de motor transversal, mas o propulsor continuaria em longitudinal at√© 2013. Este at√© foi recuado 3 cm para caber no novo cofre, mas o posicionamento provocaria uma mudan√ßa visual bem chamativa algum tempo depois.

No caso do Gol GTI, a nova gera√ß√£o mostrou-se um recome√ßo, mas o fim de linha para o GTS, pois agora a inje√ß√£o eletr√īnica era mandat√≥ria e n√£o havia mais espa√ßo para carburadores eletr√īnicos, como o que o velho esportivo usava at√© ent√£o.

A sigla GTi original passou para GTI e o esportivo chegou com para-choques, protetores e saias laterais na cor da carroceria.

 

Mais limpo visualmente, o Gol GTI de segunda geração vinha com tudo novo, inclusive as lanternas, que eram compactas e levemente escurecidas.

O para-choque traseiro do Gol GTI tinha uma vistosa luz de neblina e o escape tinha boca √ļnica, mas enorme e vis√≠vel silencioso. O aerof√≥lio agora era no teto e a frente recebia far√≥is de dupla par√°bola, al√©m dos far√≥is de neblina.

As rodas de liga leve do Gol GTI atualizado ainda eram aro 14 polegadas e com pneus 185/60 R14, mas o desenho era novo, tendo cinco raios e pequenos parafusos decorativos.

Na grade, o vistoso logotipo GTI era maior que na traseira. O motor AP2000 com injeção multiponto (novidade) tinha 109 cavalos e 17 kgfm por causa do catalisador. Apesar da final em 185 km/h, ia de 0 a 100 km/h apenas em 11,2 segundos.

Assim como nas demais vers√Ķes, o interior do Gol GTI era novo, com painel mais arredondado e chamava aten√ß√£o para um volante triangular com buzina circular e um cluster anal√≥gico com mostradores de fundo branco. Tinha at√© porta-fita cassete.

A carroceria era de duas portas e os bancos continuavam esportivos da Recaro.

Então, em 1995, a Volkswagen decidiu-se por um Gol GTI mais forte e dessa vez levou o clássico ao seu suprassumo. Embora a gama de importados da VW já tivesse a tecnologia, o esportivo se tornou o primeiro da marca no país com cabeçote de 16 válvulas.

Mas, para montar um 2.0 16V importado da Alemanha dentro do cofre do Gol GTI, ainda mais com o coletor de admiss√£o invertido, a Volkswagen foi obrigada a adicionar um novo cap√ī com ressalto bem proeminente na parte central, o que foi acompanhado de uma campanha de marketing de gosto duvidoso‚Ķ

O visual do Gol GTI 16v tinha um discreto ‚Äú16V‚ÄĚ na tampa traseira e novas rodas de liga leve de cinco raios com aro 15 polegadas e pneus 195/50 R15.

Por dentro, bancos em couro preto ou vermelho, que se fazia presente tamb√©m na alavanca de c√Ęmbio, cintos e em partes do volante. Com 145 cavalos e 18,4 kgfm, o Gol GTI 16V tinha tudo para andar muito, indo de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e tinha m√°xima de 206 km/h.

O Gol GTI 16V tinha tamb√©m freios ABS e suspens√£o traseira com barra estabilizadora. A embreagem era hidr√°ulica e o c√Ęmbio tinha marca r√© sincronizada. Em 1997, o modelo ganhou a companhia da perua Parati GTI 16V, desejada por muitos at√© hoje.

Ela foi uma fiel companheira do hatch até o malfadado GTI do Gol G3.

Gol GTI G3, o genérico

Em 1999, o Gol GTI (G3) assumia um ar mais genérico com a perda dos elementos estéticos que o diferenciava dos demais.

O motivo era que a VW simplesmente passou a oferecer todos os itens visuais e equipamentos da linha Gol em todas as op√ß√Ķes de motor, incluindo o esportivo, que virou um carro comum, mesmo com motor 2.0 16V.

Como qualquer versão podia virar GTI e com o novo 1.0 16V Turbo de 112 cavalos e 15,8 kgfm, o foco mudou e o célebre esportivo morreu silenciosamente sem deixar pistas.

E com ele, uma época de ouro do mercado brasileiro. Hoje é raro e vale um bom dinheiro.

Texto: Ricardo de Oliveira

Fonte: noticiasautomotivas.com.br

Portal: Rod√£o

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