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FIAT MOBI WAY ON: EM BUSCA DO SUCESSO QUE AINDA NÃO VEIO

Submitted by on 13 de setembro de 2016 – 15:56No Comment

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Fiat lança versão aventureira do Mobi na tentativa de incrementar as vendas tímidas da estreia

A vida do Mobi não começou exatamente do jeito que a Fiat queria. Apesar do crescimento gradual em vendas – em agosto, foram 3.840 emplacamentos, 837 a mais que o principal concorrente, o VW Up! – o subcompacto ainda está longe da meta da montadora de vender 9.000 veículos por mês e brigar pela liderança do segmento de populares, hoje dominado pelo Chevrolet Onix.

A Fiat acha que esse cenário pode mudar em breve, e aposta em uma receita já consagrada na chegada do Mobi Way, a ponto de a marca apostar que o aventureiro urbano responderá por 35% do mix de vendas.

Ao contrário da maioria dos modelos desse tipo, o Mobi Way não é diferente apenas no visual, reforçado por apliques plásticos nos para-choques, barras longitudinais no teto e molduras nos para-lamas. Frente ao Mobi tradicional, a nova versão ganhou suspensão elevada em 15 mm com novas molas e amortecedores, barra estabilizadora e coxim hidráulico no motor.

As mudanças deixaram o Way mais valente para encarar as lombadas e buracos das ruas e até trechos de terra batida sem dificuldades, mesmo sem pneus de uso misto.

Só não espere levar tantos amigos para passear no fim de semana. O Mobi comporta quatro adultos de estatura média com dificuldade e o diminuto porta-malas de 235 litros não acomoda nem bagagens de médio porte.

Se serve de consolo, o interior tem bancos dianteiros confortáveis (com encostos de cabeça embutidos como os do Up!) e plásticos texturizados de bom gosto, que tentam disfarçar a simplicidade da cabine. A lista de equipamentos de série é baseada nas versões Like e Like On, trazendo itens como ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, coluna de direção com regulagem de altura e rodas de aço aro 14 com calotas.

A Way On acrescenta alarme, faróis de neblina, retrovisores elétricos com seta integrada, rádio com Bluetooth, rodas de liga e um exclusivo console de teto com porta-óculos e espelho convexo para monitorar as crianças no banco traseiro. O sistema de conectividade Live On, que transforma o celular em central multimídia operada por comandos no volante, ainda não começou a ser oferecido – a previsão era para agosto.

Assim como a maioria dos populares, o compacto sofre para embalar quando carregado, exigindo constantes reduções de marcha para não perder o ritmo nas ladeiras. Some a esse comportamento o nível de ruído elevado em altas rotações (situação comum em retomadas, por exemplo) e o câmbio com engates longos, herança do Uno, com o qual o Mobi também compartilha o motor 1.0 Fire de 75 cv/73 cv.

Pelo menos até o fim do ano, quando o Uno (e apenas ele, segundo fontes ligadas à Fiat) ganhará o inédito motor tricilíndrico 1.0 GSE. Diante de prós e contras, o Mobi Way é o mais atraente da linha, mas ainda derrapa no preço: a versão Way sai por R$ 39.300 e a Way On custa salgados R$ 43.800, intermediária entre o Uno Way 1.0 (R$ 40.970) e o Uno Way 1.4 (R$ 44.170).

VEREDICTO

O Mobi aventureiro é mais atraente do que a versão comum, mas a falta de espaço e o preço salgado fazem do Uno um melhor negócio.

TEXTO: Assim como a maioria dos populares, o compacto sofre para embalar quando carregado, exigindo constantes reduções de marcha para não perder o ritmo nas ladeiras. Some a esse comportamento o nível de ruído elevado em altas rotações (situação comum em retomadas, por exemplo) e o câmbio com engates longos, herança do Uno, com o qual o Mobi também compartilha o motor 1.0 Fire de 75 cv/73 cv.

Pelo menos até o fim do ano, quando o Uno (e apenas ele, segundo fontes ligadas à Fiat) ganhará o inédito motor tricilíndrico 1.0 GSE. Diante de prós e contras, o Mobi Way é o mais atraente da linha, mas ainda derrapa no preço: a versão Way sai por R$ 39.300 e a Way On custa salgados R$ 43.800, intermediária entre o Uno Way 1.0 (R$ 40.970) e o Uno Way 1.4 (R$ 44.170).

VEREDICTO

O Mobi aventureiro é mais atraente do que a versão comum, mas a falta de espaço e o preço salgado fazem do Uno um melhor negócio.

TEXTO: Vitor Matsubara
FONTE: Quatro Rodas

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