Toyota Yaris sedã começa a chegar às concessionárias
12 de julho de 2018 – 8:51 | Comentários desativados

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FIAT MOBI: JÁ NOS VIMOS ANTES

Submitted by on 5 de agosto de 2016 – 7:45No Comment

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Mobi traz de volta a mecânica do Uno desmontado em 2011. Eis uma boa oportunidade para aferir a evolução de lá para cá

Motor, câmbio e até a plataforma (em versão encurtada) são os mesmos do velho Uno. Ou seja, o Mobi é, em essência, uma espécie de versão miniaturizada do Uno Vivace 1.0 que passou aqui pelo Longa Duração e foi desmontado em dezembro de 2011. Na ocasião, ele se despediu aprovado, com poucas ressalvas, mas a rede autorizada levou um puxão de orelha pelo serviço quase sempre desatento.

Com o Mobi, poderemos ver o quanto a Fiat cuidou da rede neste período. De cara, o caçula tem plano de manutenção com espaçamento menor. Se o Uno parava a cada 15.000 km (só três revisões no decorrer do teste), o Mobi tem pit stop programado em intervalos menores, a cada 10.000 km (cinco ao longo do nosso teste). No desmonte do Uno, cravamos que revisões menos espaçadas poderiam evitar alguns problemas, em especial nos sistemas de freio, ignição e admissão. Outra vantagem em relação ao Uno está na eliminação das paradas para simples troca de óleo entre as revisões.

A versão comprada foi a Like On, cujo valor de tabela é R$ 42.300. Para testar a agilidade da rede Fiat antes mesmo de o carro chegar, optamos pela cor Branco Alaska (opcional de R$ 1.250), a mais difícil de ser encontrada, segundo algumas concessionárias consultadas. Com um desconto de 9% para pessoa jurídica, nosso Mobi saiu por R$ 39.631.

Para nossa surpresa, apenas cinco dias após o pedido, o carro foi faturado pela concessionária paulistana Ponto. Com o perdão do trocadilho, ponto positivo para a revisão de entrega. Ao contrário do Uno, passado para nós com volante desalinhado, luz de baixo nível de gasolina no tanquinho de partida a frio com acendimento intermitente e pneus descalibrados, o Mobi chegou em perfeito estado, com portas e tampas alinhadas, calibrado corretamente e muito limpo.

A apresentação técnica feita pelo funcionário da Ponto também foi boa, com direito a explicação de detalhes, como o funcionamento do retrovisor direito com tilt-down (inclinação do espelho automática, indexada ao engate da marcha à ré).

Como é de praxe no Longa Duração, logo após o parto do pequeno Mobi, cuidamos da documentação (emplacamento, primeiro registro e taxas). O passo seguinte correu por conta do padrinho de todos os carros testados, o nosso consultor Fabio Fukuda. Na oficina Fukuda Motorcenter, o Mobi recebeu marcação de cerca de 100 pontos, o que cria uma espécie de cerca de proteção contra manutenção não autorizada por parte das concessionárias que cuidarão do carro ao longo dos 60.000 km.

Funciona assim: após cada revisão, o veículo segue para a oficina para uma verificação dos serviços prestados. “Se a peça com previsão de troca ainda estiver marcada, quer dizer que o componente não foi substituído. Da mesma maneira, fazemos um check-list das peças sinalizadas no início do teste. Se a nossa marcação não estiver mais lá, quer dizer que o item foi trocado sem a nossa autorização”, diz Fukuda.

Sobre as primeiras impressões da equipe, críticas e elogios. “Achei o carro bem isolado. Com os vidros fechados, o nível de ruído na cabine é baixo. Não esperava isso num carro de entrada”, diz o designer Fabio Paiva.

O editor Péricles Malheiros reclamou do tanquinho de partida a frio: “Tanto o Mobi quanto o Renegade ainda não aposentaram o sistema. Como os carros de Longa Duração são utilizados sempre com 100% de etanol, em época de frio o abastecimento do tanquinho é uma preocupação a mais. Em contrapartida, gostei do tilt-down, equipamento raramente encontrado até em modelos mais caros”. Sérgio Gwercman, diretor editorial, se incomodou com o aroma da novidade: “Cheguei a andar com as janelas abertas, pois o cheiro vinílico da cabine é muito forte e desagradável”.

TEXTO: Péricles Malheiros
FONTE: Quatro Rodas

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