Conheça a moto feita ‘quase completamente’ por uma impressora 3D
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ETIOS 2017: MOTOR NACIONAL, CÂMBIO AUTOMÁTICO E PAINEL DIGITAL

Submitted by on 20 de abril de 2016 – 15:52No Comment

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O consumidor brasileiro ficou bem mais exigente nos últimos anos. Por aqui, um carro bonito e medíocre não vinga, assim como um excelente e feio. Beberrão e bom de guiar também não se torna campeão de vendas, como também não um péssimo ao volante e econômico. É preciso ter conjunto. Se não for o melhor em tudo, que esteja ao menos na média do segmento.

Parece óbvio, mas algumas marcas insistem em desafiar essa verdade. A Toyota aprendeu a lição com o Etios, um carro excelente de dirigir e econômico, mas com visual externo e interno sofrível, sem charme, desatualizado. Para piorar, nos segmentos onde brigariam os Etios hatch e sedã surgiram Onix, HB20, Ka, Prisma… E aí não teve jeito: a concorrência ultrapassou o Etios, conquistou a liderança e não saiu mais do topo. Sem a pretensão de virar o jogo — e bem ao estilo japonês —, a Toyota quer dar uma injeção de ânimo ao Etios. A linha 2017 é a prova desta estratégia.

Para começar, os motores 1.3 e 1.5, antes importados, passam a ser produzidos no Brasil, em uma fábrica em Porto Feliz (SP). A nacionalização incluiu algumas melhorias, como reforços no bloco, adoção de um sistema de partida a frio sem tanquinho de gasolina e susbstituição do sistema de acionamento das válvulas (antes, direto e por tuchos mecânicos e agora por balancins roletados e tuchos hidráulicos). Com as mudanças, a potência do motor 1.3 saltou de 90/84 cv para 98/88 cv e a do 1.5 de 96/92 cv para 107/102 cv.

O câmbio seguiu a mesma estratégia do motor e evoluiu mesmo sendo um dos pontos fortes do carro. Agora, o manual tem seis marchas, no lugar do anterior, com cinco. A grande novidade, porém, é a chegada da transmissão automática (com quatro marchas), disponível para todas as versões, por R$ 3.500.

A versão cedida para teste (hatch XLS 1.5 automático) se mostrou agradável ao volante. A bem-vinda transmissão automática reforçou o prazer ao dirigir, uma característica já notada no Etios antigo. As trocas são suaves e o nível de inteligência é bom: ela detecta se o motorista está priorizando desempenho ou consumo e até a necessidade de manter a rotação do motor elevada por conta da inclinação da pista.

Se cuidou do que já era bom, a Toyota também atentou para as fraquezas do Etios. Sorte do consumidor, que finalmente passa a ver suas reclamações resolvidas. Na posição de quem já teve um Etios na frota de Longa Duração, QUATRO RODAS classifica como excelente a troca do antigo quadro de instrumentos analógico pelo novo, totalmente digital, formado por duas telas, uma delas multiconfigurável. Ainda que mantido no mesmo local (no centro do painel), o novo quadro é de fácil visualização e leitura, bem diferente do anterior. O pacote de equipamentos continua atraente: ar-condicionado, direção, travas e vidros elétricos são de série desde a versão básica, X.

Curiosamente, o motor 1.3 só é oferecido na versão de entrada da versão hatch.

No acabamento, algumas mudanças estão longe dos olhos, mas também são bem-vindas. No assoalho, segundo a Toyota, há mantas com maior poder de barrar o som que invade a cabine. Outra medida adotada neste sentido foi a adoção de vidros de portas mais espessos. Quem viaja no banco traseiro do Etios também verá novidades: há apoio de cabeça e cinto de três pontos na posição central e sistema Isofix para fixação de cadeirinha infantis nas laterais.

Fonte: Quatro Rodas
Texto: Péricles Malheiros

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