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Entre Ferrari e Mercedes, Bottas diz: “É preciso esperar o mercado se mexer”

Submitted by on 21 de maio de 2015 – 15:06No Comment

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Em entrevista a GloboEsporte.com, finlandês desconversa sobre futuro na F-1 e fala de parceria com Massa na Williams: “O acerto de nossos carros é um pouco diferente”

Dentre os pilotos cotados, hoje na F-1, para assumir uma equipe vencedora, talvez já em 2016, há um nome que se destaca dentre todos: Valtteri Bottas, finlandês, 25 anos, da Williams. “O que mais me chama a atenção em Valtteri é que ele sempre tira o máximo do carro. E também não apenas extrai a velocidade máxima como traz para o time o máximo de pontos”, afirmou para o GloboEsporte.com o diretor técnico da Williams, Pat Symonds.

Apesar dos rumores que apontam Bottas fora da Williams já em 2016, o piloto disse nesta entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com, realizada nesta quarta-feira em Mônaco, onde amanhã começam os treinos livres da sexta etapa do campeonato, ter deixado a responsabilidade sobre o seu futuro nas mãos de seus três empresários: “Tenho sorte de contar com profissionais como Toto Wolff (também diretor da Mercedes), Mika Hakkinen (campeão do mundo em 1998 e 1999) e Didier Coton. Discutimos, claro, o que pode ser melhor para mim, mas é preciso esperar o mercado se movimentar para termos um quadro do que existirá de opção”

E a primeira opção para a Ferrari, no caso de Maurizio Arrivabene, diretor da escuderia, concluir que Kimi Raikkonen não está produzindo o que poderia é Bottas. Mas Wolff pode desejá-lo na Mercedes, onde tem a palavra final a respeito de tudo. Seria para a vaga de Nico Rosberg, cujo contrato termina no fim de 2016. O supertalentoso Lewis Hamilton foi uma conquista da Mercedes, em 2012, e hoje os alemães anunciaram a renovação de seu compromisso por mais três anos.

É por isso que muita gente acredita que Bottas vai, por enquanto, ficar onde está, na Williams, onde Wolff ainda mantém pequena participação como proprietário, para, a partir de 2017, assumir a vaga de Rosberg na Mercedes. Mas esse é apenas um dos cenários possíveis para o futuro de Bottas “um campeão do mundo em potencial”, segundo Dick Stanford, ex-diretor da Williams.

Estrategicamente, ou por ser mesmo verdade, Bottas não revela a sua escuderia do coração, como fizeram Sebastian Vettel, Ferrari, Nico Rosberg, Mercedes, e Jenson Button, McLaren. “O piloto quer sempre a que tem o melhor carro, o mais veloz, o que está ganhando corrida. Eu sempre gostei da Williams, mas Ferrari, Mercedes e McLaren também são times que vejo com simpatia. Não tenho um que seja o meu sonho”.

O entrevistado evita o tema. “Não é hora de falar sobre o futuro. Estamos ainda na sexta corrida do ano. E não existe definição alguma”, afirma Bottas. “O importante, agora, é que a Williams mostrou, em Barcelona, não estar tão distante da Ferrari, numa pista que em princípio não seria ótima para nós”. Para o finlandês, não há razão para sua equipe não se aproximar mais dos italianos.

“A Williams dispõe de tudo o que é necessário para construir um carro rápido. Podemos ser limitados no orçamento, em relação a nossos adversários diretos, mas há grandes profissionais no grupo e um excelente túnel de vento. Claro, lutar nesse nível dos três melhores da F-1 representa um imenso desafio. Mas como falei confio nos nossos técnicos e nesse homem aí”, disse, apontando para Pat Symonds, diretor técnico, próximo do local da entrevista, no motorhome da Williams.

O avanço da Ferrari com o modelo SF15-T surpreendeu o finlandês. “Depois dos primeiros testes como o FW37-Mercedes (em Jerez de la Frontera e no Circuito da Catalunha), ficamos animados, pois o carro é uma evolução do usado no ano passado”, contou Bottas. “Somos mais eficientes em curvas de alta e melhorarmos nosso ponto fraco, curvas de baixa e média velocidade”.

Mas ao acompanhar as simulações de corrida de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, a dupla da Ferrari, Bottas entendeu que seu time havia andado para a frente, mas os italianos tinham dado um passo bem maior. “Não esperávamos o que aconteceu e está ocorrendo no campeonato”.

Depois de cinco etapas, Vettel obteve com o modelo SF15-T quatro pódios, sendo que no GP da Malásia, segundo apenas do calendário, conquistou uma inesperada vitória, sem que a Mercedes de Hamilton e Rosberg tivesse dificuldade alguma. Mais: Raikkonen teve chance de vitória em Bahrein. Ficou em segundo. E os melhores resultados obtidos pela Williams até agora, este ano, foram três quartas colocações, duas com Bottas, no Bahrein e na Espanha, e uma com Felipe Massa, na Austrália.

A Ferrari soma 132 pontos, é a vice-líder entre os construtores, enquanto a Williams, terceira, tem 81. A primeira colocada é a Mercedes, distante, com 202. Em 2014, Bottas chegou seis vezes no pódio e Massa, três. Já a Ferrari só obteve um pódio, o terceiro lugar de Fernando Alonso no GP da China.

“Nos está faltando aderência, tanto aerodinâmica quanto mecânica”, explica Bottas. Mas o pacote introduzido no Circuito da Catalunha, há duas semanas, ainda que bem menor que o lançado pela Ferrari e Mercedes, gerou importante melhora no FW37. “Aqui em Mônaco pode ser que não seja bom para nós, por causa das muitas curvas de baixa velocidade. Não é possível, porém, prever. Nas demais etapas acredito que estaremos mais próximos da Ferrari”. A duas seguintes são os GPs do Canadá, dia 7 de junho, e da Áustria, 21.
Bottas, sobre Massa: “O acerto de nossos carros é um pouco diferente”

Bottas e Massa mantêm, segundo Symonds, “a melhor relação entre companheiros de equipe que já vi em 30 anos de F-1”. Massa estreou na competição ainda em 2002, disputou 215 GPs, tem 11 vitórias, 11 poles e o título de vice, em 2008, pela Ferrari. Bottas iniciou sua carreira na F-1 apenas em 2013 e largou até agora em 43 GPs, somente pela Williams.

“É sempre bom estar ao lado de um companheiro tão experiente quanto Felipe. Um piloto sempre aprende com o outro. Seja na forma de reagir aos problemas no carro, ou fora dele, ao estudar sua trajetória na pista, onde freia. E eu invisto muito no meu aprendizado, na minha evolução”.

Curiosamente, Bottas conta algo não esperado e não sinalizado por Massa. “O acerto de nossos carros é um pouco diferente”, afirma. “Nessa área, de como fazer o ajuste do carro para o circuito, absorvo menos da experiência de Felipe. Temos estilos um pouco diferentes”. O finlandês oferece uma análise mais detalhada a pedido do repórter: “Felipe tem movimentos mais agressivos no volante, bem como nos pedais. E eu sou mais moderado ao mexer no volante e comandar os pedais. Eu prefiro, também, um carro com maior aderência na frente do que Felipe. Essas diferenças não são, contudo, dramáticas”.

O piloto da Williams destaca a total abertura dos dados de telemetria dentro da escuderia. “Um sabe exatamente o que o outro está fazendo e, se desejar, pode recorrer a suas soluções”. É nesse sentido que Symonds mais elogia o profissionalismo de Bottas e Massa. “A forma como eles compartilham as reações do carro e o que acontece quando tentam esse ou aquele acerto, conversam muito. Trabalham, definitivamente, pensando na equipe”.

Mesmo que haja total desprendimento dos dois, existe concorrência. “Ela é importante para o crescimento mais rápido do grupo”, destaca Rob Smedley, chefe de operações da Williams. Mas apesar de nos autódromos Bottas e Massa se darem muito bem e viverem no mesmo local, Mônaco, não têm convivência fora deles. O finlandês vai se casar este ano e Massa, de 34 anos, tem um filho, Felipinho, de 5 anos de idade.

“Não costumamos nos encontrar aqui em Mônaco. Nos vemos, essencialmente, nos fins de semana de corrida”, conta Bottas. Para ele, residir no Principado é muito bom para um piloto de F-1. “O clima é quase sempre ótimo, podemos treinar ao ar livre. E fora dos dias de GP é um sossego, pouco movimento”.

Ainda não tem importância capital para Bottas, pois ainda está começando sua vida na F-1, mas a partir da hora que assinar o primeiro contrato milionário residir em Mônaco se tornará ainda melhor. O salário cai na conta bancária e não é preciso pagar impostos.

Os primeiros treinos livres do GP de Mônaco começam amanhã às 5 horas, horário de Brasília, 10 horas no Principado.

Fonte : G1
Texto : Livio Oricchio
Foto : Divulgação / AFP / AP

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