Ural exibe moto conceito com motor elétrico
15 de novembro de 2018 – 13:13 | Comentários desativados em Ural exibe moto conceito com motor elétrico

Propulsor é fruto da parceria da fabricante de moto com sidecar e a Zero Motorcycles, que produz motocicletas elétricas
A Ural está mais ‘ousada’. Recentemente, a fabricante apresentou uma variante do tradicional modelo com um drone …

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Empresa italiana recria Willys Interlagos por R$ 1,2 milhão

Submitted by on 8 de dezembro de 2014 – 10:41No Comment

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Parece que o Puma não será o único esportivo brasileiro a renascer. O Willys Interlagos ganhou uma releitura na… Itália. O Willys AW 380 Berlinetta foi apresentado no Salão do Automóvel de Bolonha, feito pelas italianas Maggiora e Carrozzeria Viotti em Turim. A inspiração vem do clássico Renault Alpine 108, feito no Brasil pela Willys entre 1961 e 1966 como uma versão licenciada do esportivo francês. A inspiração fica logo na cara: lá estão os quatro faróis e o capô com uma nervura central, dessa vez estendida até a traseira. O perfil tem menos semelhanças, mas guarda in memoriam as entradas de ar do motor traseiro.

Falando em motor, ele continua a ser de popa como o original. O esquema de quatro cilindros em linha foi abandonado. Trata-se de um propulsor seis cilindros boxer 3.8 biturbo de 610 cv e 84,6 kgfm a 4.500 rpm. Achou familiar? É porque trata-se do mesmo propulsor do Porsche 911 Turbo, com bem mais fôlego que os originais 560 cv e 71,3 kgfm do Turbo S. Na verdade, a mecânica inteira veio da Porsche. Só que a tração é traseira, ao estilo do 911 GT2 – que ainda não ganhou a sua nova encarnação. Em nome da tradição, o câmbio é um manual de seis marchas.

Só que o AW 380 Berlinetta é bem mais compacto e leve, são 4,43 metros de comprimento e 2,41 m de entre-eixos, entre o 997 (2,36 m) e o 991 de nova geração (2,45 m). Baixinho em seu 1,22 m de altura, manteve o perfil alongado do original. Com 1.350 kg obtidos com a ajuda de muita fibra de carbono e entre-eixos curtinho, ele deve ser um cabrito montanhês como o original. Muito mais rápido, obviamente. Até os 100 km/h são gastos apenas 2,7 segundos e a velocidade máxima é de 340 km/h, segundo o fabricante. Sem medo de parar, já que os enormes discos de freio de carbono-cerâmica são os mesmos do 911.

Mesmo com pneus Michelin Sport Cup 265/35 aro 19 na frente e 345/30 aro 20 atrás, o comportamento deve ser bem arisco, porém assentado no chão se o piloto souber o que é medo. O esquema de suspensão é o conhecido McPherson na frente e multilink atrás, com barras estabilizadoras e amortecimento à antiga, totalmente analógico. Embora seja hidráulica, a direção tem variação de relação (passa de 17,1 para ligeiros 13,8) como as mais modernas elétricas.

Tudo parece lindo, até a hora da conta. São cerca de 380 mil euros pedidos pelos 110 modelos previstos, o dobro dos 160 mil euros pedidos por um 911 Turbo na Alemanha. Ou seja, R$ 1,2 milhão, valor que leva um 911 Turbo S para casa no Brasil, já com os impostos de importação. O colecionador brasileiro que estiver interessado pode se preparar para valores acima dos R$ 2 milhões.

Mas calma, não corra ainda para pegar o talão de cheques. Talvez tenha uma opção mais barata no horizonte. Ressuscitada pela Renault, a Alpine planeja um novo esportivo para 2016, feito em parceria com a companheira Caterham. A proposta, contudo, está mais próxima da herança de esportivos mais acessíveis dos antigos Alpine.

Fonte: Auto Esporte
Foto: Divulgação

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