Conheça o BMW concept 4, o protótipo que antecipa o série 4 Рsó ele quer ter grade de radiador
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Estande da BMW no Sal√£o de Frankfurt d√° spoilers sobre as novas gera√ß√Ķes do S√©rie 4, al√©m de novidades para o nicho dos SUV-cup√™ e um novo carro el√©trico.
Uma das atra√ß√Ķes da BMW¬† no Sal√£o …

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Em 5 anos, venda de scooters cresce 801,4% no Brasil

Submitted by on 13 de setembro de 2013 – 14:02No Comment

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Em cinco anos, a venda de scooters no Brasil saiu praticamente do zero e cresceu 801,4%, passando de 3.280 unidades, em 2007, para 29.566, em 2012, segundo dados da Associa√ß√£o Brasileira dos Fabricantes de Motos (Abraciclo). Em comum com as motos convencionais, estes ve√≠culos proporcionam agilidade no tr√Ęnsito, mas se diferenciam pelo conforto e maior praticidade oferecidos.

C√Ęmbio autom√°tico, assoalho para repousar os p√©s, maior prote√ß√£o aerodin√Ęmica e, geralmente, espa√ßo para levar objetos embaixo do banco t√™m feito pessoas trocarem carros, transporte p√ļblico e at√© motos tradicionais pelos scooters.

‚Äú√Č um verdadeiro companheiro. Antes n√£o conseguia fazer quase nada durante o dia. Agora arrumei tempo para estudar e ir √† academia‚ÄĚ, diz Ana Paula Hofman, administradora de empresa de S√£o Paulo, sobre seu scooter.

Antes, a motociclista fazia o percurso para o trabalho de metr√ī e levava em m√©dia 1 hora por trecho. Com o scooter o tempo diminuiu para 20 minutos, diz ela. ‚ÄúGasto s√≥ uns R$ 15 por semana‚ÄĚ, afirma Ana Paula, que possui um Kasinski Prima.

Ela diz que escolheu um scooter pela oportunidade de levar mais objetos. ‚ÄúNo ba√ļ consigo carregar a minha bolsa e outras coisas com facilidade. √Č f√°cil de dirigir, pelo c√Ęmbio autom√°tico. N√£o troco por carro‚ÄĚ, acrescenta a administradora.

Preocupada com os congestionamentos no tr√Ęnsito, L√≠dia Maria de Oliveira, estudante de biologia de Belo Horizonte, optou por um scooter como seu primeiro ve√≠culo. ‚ÄúNunca tive carro e tamb√©m n√£o resolveria o problema, pois ficaria presa no tr√Ęnsito‚ÄĚ, diz a dona de um Honda Lead, que tirou a habilita√ß√£o no ano passado.

Sobrevivendo a anos ruins
O segmento de motos, em geral, teve uma baixa de 20,9% nas vendas em 2012. Os emplacamentos de scooters também caíram, porém, bem menos: 5,3% sobre o ano anterior.

Em 2011, quando começou a crise no setor de duas rodas, as vendas de scooters foram 3,7% menores do que em 2010, o melhor ano do setor no Brasil, com 32.405 scooters comercializadas (veja tabela completa ao lado).

Apesar de disparar em 5 anos, os n√ļmeros do segmento no Brasil n√£o impressionam quando comparados com os da Europa. Na It√°lia, os scooters s√£o um √≠cone, com a Vespa, e representam 71,3% das vendas de motos. Em 2012, mesmo com o mercado italiano em crise, foram emplacadas 147.119 unidades, de acordo com a Ancma (Associazione Nazionale Ciclo, Motociclo e Acessori), a associa√ß√£o das marcas de motos no pa√≠s.

No Brasil, com as atuais 30 mil unidades por ano, o segmento ainda representa apenas 1,8% das vendas de motos, que ultrapassaram 1,6 milhão em 2012. Mesmo que o uso de scooter seja cultural na Itália, e em outros países como França e Espanha, as menores vendas no Brasil também são explicadas pela baixa oferta de modelos deste tipo no país.

Líder de mercado brasileiro, a Honda oferece apenas dois scooters por aqui, enquanto, na Itália, vende 13 modelos diferentes, o que indica ainda haver muito espaço a ser explorado pelas fabricantes.

‘Menos visado’ do que moto
Outro ponto que tem atraído consumidores para os scooters é o fato de estes veículos serem menos visados por bandidos do que as motocicletas tradicionais, de acordo com seus proprietários.

‚ÄúTive uma (Honda) CG, mas levaram no farol e ainda fiquei pagando o financiamento. Tamb√©m j√° tive Fusca, Bras√≠lia e Voyage. Em 2006, comecei a fazer faculdade, mas s√≥ conseguia chegar na segunda aula, pegava muito tr√Ęnsito com o carro, ent√£o comprei um Burgman (Suzuki)‚ÄĚ, afirma Vanderlei Severo dos Anjos, 38 anos, eletrot√©cnico de Embu das Artes (Grande SP).

Para ele, entrar para o mundo dos scooters foi poder voltar √†s duas rodas. ‚ÄúSe n√£o fosse scooter, teria medo de andar de moto, porque j√° me roubaram. No tr√Ęnsito, as pessoas ainda t√™m um respeito maior pelo scooter‚ÄĚ, explica Severo.

Encara a estrada?
Severo j√° est√° no quarto scooter e garante que seu ‚Äúcompanheiro‚ÄĚ atual, um Prima, tamb√©m √© bom de estrada, apesar de nitidamente ter aspecto urbano, e diz j√° ter ido at√© Argentina e Uruguai com o ve√≠culo.

No entanto, mesmo que possam ser utilizados em rodovias, os scooters de baixa cilindrada podem sofrer um pouco, principalmente em estradas com muitas subidas. Devido ao c√Ęmbio do tipo CVT, as retomadas s√£o mais lentas que em c√Ęmbios convencionais.

Scooter com ‘c√≠lios’
O eletromec√Ęnico Severo aproveitou seus conhecimentos para personalizar o ve√≠culo, colocando um dispositivo de ilumina√ß√£o diferenciado e um sistema de som na ‚Äúmotinha‚ÄĚ, para deixar viagens e deslocamentos na cidade mais agrad√°veis.

Para deixar o seu modelo exclusivo, Sandra Rocha, de 44 anos, de S√£o Paulo, tamb√©m alterou seu Dafra Laser para dar um toque feminino. ‚ÄúColoquei este adesivo para dar um charme, o pessoal fica admirando‚ÄĚ. Os adesivos imitam c√≠lios humanos. Ela usa ainda uma imagem de borboleta no para-lama dianteiro.

Rodas pequenas s√£o risco
Uma das principais vantagens do scooter √© seu tamanho, mas alguns modelos trazem rodas pequenas, de 10 polegadas, que podem se tornar um empecilho nas ruas das cidades brasileiras. ‚ÄúN√£o que isso leve voc√™ a cair, mas pode sofrer em buracos‚ÄĚ, explica designer Alex de Souza Valdarnini, de 38 anos, de S√£o Paulo.

Por este motivo, o paulistano acabou escolhendo um modelo de rodas maiores, um italiano Malaguti Password 250, de 14 polegadas. Ele utiliza o veículo diariamente para ir de reunião e reunião, sempre vestido socialmente.

Outro adepto das ‚Äúrodas grandes‚ÄĚ √© o advogado Bruno Ramos, de 31 anos, que vive em Florian√≥polis. Propriet√°rio de uma moto Suzuki GSX 750 F, ele deixa a esportiva em casa para utilizar seu Dafra Citycom 300i durante a semana e tamb√©m nos finais de semana.

‚ÄúTodo mundo sabe que o tr√Ęnsito est√° complicado, assim como o espa√ßo para estacionamento √© escasso‚ÄĚ, diz Ramos, que levava 40 minutos para ir ao trabalho de carro e agora gasta 10.
‚ÄúEscolhi por n√£o ter marcha e, como trabalho de roupa social, mesmo com um pouco de chuva a prote√ß√£o frontal n√£o deixa eu me molhar‚ÄĚ, explica Ramos, que esporadicamente tamb√©m se aventura por estradas com seu scooter. Devido a suas carenagens, ao escudo frontal e bolha dianteira, a prote√ß√£o aerodin√Ęmica nos scooters √© superior a das motos.

Mais simp√°tico
Al√©m de usu√°rio ass√≠duo, Valdarnini acompanha o mercado de scooters brasileiros desde o seu primeiro ‚Äúboom‚ÄĚ, que ocorreu com a chegada do Burgman 125, em 2005. A paix√£o por estes ve√≠culos levou ele e amigos a criarem o Scooter Clube do Brasil, um grupo que realiza discuss√Ķes sobre produtos, al√©m de passeios.

Desde sua cria√ß√£o em 2004, o grupo j√° juntou mais de 5 mil usu√°rios de scooters. ‚ÄúNa √©poca, ter um scooter era um diferencial. Sentimos que havia pouca informa√ß√£o e hist√≥ria, e criamos o grupo‚ÄĚ, explica Valdarnini. Daquela √©poca at√© os dias de hoje, as coisas mudaram bastante e, com os investimentos de Suzuki, Yamaha, Dafra, Kasinski e Honda, as vendas alcan√ßaram os n√ļmeros atuais.

Para ele, o motivo de conquistar tantos novos usu√°rios est√°, al√©m da praticidade, na simpatia que o ve√≠culo transmite. ‚ÄúO scooter possui uma outra forma de pilotagem. Na rua, as pessoas sentem mais simpatia por eles do que pelas motos‚ÄĚ, diz Valdarnini.

Biz é scooter?
Além de serem diferentes das motos, os scooters também podem ser confundidos com modelos do segmento Cub, como a Honda Biz e a Yamaha Crypton, mas são diferentes em sua estrutura.
‚ÄúNo scooter, o usu√°rio vai sentado, em posi√ß√£o mais relaxada, enquanto na moto vai montado‚ÄĚ, explica o designer.

Os modelos Cub t√™m, na maioria dos casos, c√Ęmbio do tipo semiautom√°tico, n√£o trazem assoalho como o scooters e geralmente existe pouco espa√ßo para carga sob o banco ou nenhum, motivo que levou a estudante L√≠dia Maria a escolher o scooter. “Preferi o Lead ao inv√©s da Biz por causa do espa√ßo embaixo do banco”, explica a mineira.

Comparado a modelos de outros segmentos da mesma cilindrada, os scooters tem valor similar ou ligeiramente maior. Al√©m disso, por contarem com c√Ęmbio autom√°tico, sua manuten√ß√£o tamb√©m √© sensivelmente mais cara. Em caso de queda, por ser envolto em carenagens, os reparos geralmente se tornam mais caros.

Novidades a caminho
O lan√ßamento do PCX 150 pela Honda neste ano, um modelo mundial moderno, que traz entre outros atrativos o sistema ‚Äústart-stop‚ÄĚ foi outro passo importante para o nicho. J√° presente em carros mais caros, este dispositivo estreia nas motos com o PCX e desliga automaticamente o motor nos sem√°foros ap√≥s 3 segundos parado e o religa automaticamente quando o motociclista acelera.

Com apenas 4 meses na loja, o PCX j√° √© l√≠der de mercado, superando seu ‚Äúirm√£o‚ÄĚ de marca, o Honda Lead 110. O ano ainda deve ter mais novidades para o Sal√£o Duas Rodas, que acontece no m√™s que vem, e a Dafra, que atualmente possui o Smart 125 e Citycom 300i, j√° sinalizou que deve ter ao menos mais dois scooters no Brasil; um deles ser√° o Maxsym 400i. A Yamaha, al√©m da T-Max 530, que acaba de ter a importa√ß√£o confirmada pela empresa, deve apostar em um sucessor para o Neo, que saiu de linha neste ano no pa√≠s.

Fonte: Rafael Miotto / G1
Foto: Raul Zito/G1

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