Apesar de política indefinida, empresas testam mercado de carros elétricos no Brasil
25 de setembro de 2017 – 16:42 | Coment√°rios desativados

Enquanto o governo n√£o define uma pol√≠tica para carros el√©tricos e h√≠bridos, novas empresas do ramo chegam para testar o mercado brasileiro. A Hitech Electric, do brasileiro Rodrigo Contin, iniciou em maio a importa√ß√£o de …

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Dodge 1942 “Pata Choca”: do canavial ao resgate militar

Submitted by on 6 de setembro de 2017 – 14:38No Comment

AUTO

Design robusto, com tonalidade de verde-musgo na pintura da carroceria, caminhar pesado e muita hist√≥ria na bagagem, √© assim a cole√ß√£o com quase dez ve√≠culos militares do colecionador Jo√£o J√ļlio. Esses modelos n√£o ficam restritos √†s quatro paredes de seu galp√£o – nem deveriam, diante de tantas curiosidades de cada uma das pe√ßas. Entre exposi√ß√Ķes e eventos, o desfile do Dia da Independ√™ncia, no 7 de setembro, √© ocasi√£o certeira, e mais que apropriada, para encontrar pelo menos um dos seus exemplares rodando.

Neste ano, o Dodge 1942, conhecido entre os Expedicion√°rios Brasileiros como “Pata Choca”, ser√° uma das viaturas-estrelas do dia. Foi ela que inaugurou a cole√ß√£o dessa categoria de Jo√£o. “Eu a encontrei em Maranguape. Ela carregava cana, era bem agr√≠cola, com motor de trator”, ressalta. Ele adquiriu o modelo em 2002 e levou uma m√©dia de dois anos para a restaura√ß√£o. “Fiz uma mec√Ęnica moderna na √©poca. Hoje talvez fizesse uma original”, lembra.

Entre as suas caracter√≠sticas, ele √© um WC52, o que indica ser um “carregador de armas”. Ele levava at√© dez soldados e armamento. Essa varia√ß√£o de carro √© de 3/4 de toneladas, transportava 750 quilos.

“Ele foi fabricado exclusivamente para guerra. √Č um carro de tra√ß√£o, puxava reboque, que eu tenho. Em cima tem um pedestal, com metralhadora antia√©rea .50. Aqui √© uma r√©plica, a gente s√≥ usa isso em exposi√ß√Ķes, ambientes fechados, e tivemos a autoriza√ß√£o do Ex√©rcito para o seu transporte”, destaca o colecionador.

Entre os seus equipamentos, fizeram muita pesquisa, foram atr√°s da cor da tinta e das caracter√≠sticas originais, todavia nada foi t√£o dif√≠cil quanto encontrar os pneus para substituir os antigos, por isso teve que importar. “Foi at√© dif√≠cil a importa√ß√£o, esse pneu √© um 900×16, ele tem a dimens√£o de um caminh√£o com o aro de picape, por√©m n√≥s conseguimos comprar quatro. O primeiro que coloquei foi de caminh√£o, mas ficou muito alto, grande, duro, invi√°vel. Valeu o aprendizado”, pontua.

Do pesado ao leve

Aumentando a cole√ß√£o est√° o Dodge Commander WC15 de 1941 com um motor continental de seis cilindros. “Ele √© um dos poucos pr√©-guerras no Brasil. Ele foi restaurado a partir de um chassi, uma carca√ßa, s√≥ tinha a frente”, relembra.

Al√©m disso, conta com dois caminh√Ķes, o primeiro √© o Reo M 35 Army de 1969 para transporte de tropa. Dentre as caracter√≠sticas est√° a sua imers√£o de at√© 1,50 m de n√≠vel de √°gua, a capacidade de carga de pouco mais de 2 toneladas e a velocidade de 90 km/h. “Ele pertenceu a Marinha, aos Fuzileiros Navais, ele foi repotencializado pelo Ex√©rcito com um tratado com os EUA. Ent√£o a mec√Ęnica √© toda americana, motor √© moderno de 1989, mas guarda todas as caracter√≠sticas do projeto passado”, explica.

O segundo grandalh√£o √© russo, uma Ural 1989. “Os russos s√£o muito mais potentes que os americanos. S√£o caminh√Ķes V8 a diesel, o consumo dele √© 0,9 km/l, menos de um litro, devido a pot√™ncia. √Č um ve√≠culo 6×6 com um pneu 1400×20 para atravessar deserto, geleira”, completa Jo√£o.

E não para por aí, ainda tem um Jeep 1942 MB com suporte de metralhadora .50 e rodas bipartidas, uma Harley-Davidson 1942, uma bicicleta customizada, com direito a farol de leitura e marmita de lata incorporados ao design, dentre outros exemplares.

Participação

Assim que a “Pata Choca” foi finalizada em 2004, iniciou a sua participa√ß√£o, a bordo dela, no desfile de 7 de setembro.

“A partir da iniciativa do meu filho, que fazia pelo col√©gio militar, n√≥s tamb√©m resolvemos participar da FEB (For√ßa Expedicion√°ria Brasileira). E incentivado tamb√©m por um colega do Museu do Autom√≥vel, passamos a fazer parte de reuni√Ķes e da organiza√ß√£o, estando em outros eventos, n√£o s√≥ do 7 de setembro”, relata.

Outros ve√≠culos dele chegaram tamb√©m a participar, por√©m na edi√ß√£o deste ano, essa parceria antiga continuar√°. “√Č muito importante, a gente est√° n√£o s√≥ preservando um carro antigo, mas uma hist√≥ria”.

Texto: Camila Marcelo

Fonte: Di√°rio do Nordeste

Rod√£o

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