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20 de novembro de 2017 – 13:49 | Comentários desativados

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Dodge 1942 “Pata Choca”: do canavial ao resgate militar

Submitted by on 6 de setembro de 2017 – 14:38No Comment

AUTO

Design robusto, com tonalidade de verde-musgo na pintura da carroceria, caminhar pesado e muita história na bagagem, é assim a coleção com quase dez veículos militares do colecionador João Júlio. Esses modelos não ficam restritos às quatro paredes de seu galpão – nem deveriam, diante de tantas curiosidades de cada uma das peças. Entre exposições e eventos, o desfile do Dia da Independência, no 7 de setembro, é ocasião certeira, e mais que apropriada, para encontrar pelo menos um dos seus exemplares rodando.

Neste ano, o Dodge 1942, conhecido entre os Expedicionários Brasileiros como “Pata Choca”, será uma das viaturas-estrelas do dia. Foi ela que inaugurou a coleção dessa categoria de João. “Eu a encontrei em Maranguape. Ela carregava cana, era bem agrícola, com motor de trator”, ressalta. Ele adquiriu o modelo em 2002 e levou uma média de dois anos para a restauração. “Fiz uma mecânica moderna na época. Hoje talvez fizesse uma original”, lembra.

Entre as suas características, ele é um WC52, o que indica ser um “carregador de armas”. Ele levava até dez soldados e armamento. Essa variação de carro é de 3/4 de toneladas, transportava 750 quilos.

“Ele foi fabricado exclusivamente para guerra. É um carro de tração, puxava reboque, que eu tenho. Em cima tem um pedestal, com metralhadora antiaérea .50. Aqui é uma réplica, a gente só usa isso em exposições, ambientes fechados, e tivemos a autorização do Exército para o seu transporte”, destaca o colecionador.

Entre os seus equipamentos, fizeram muita pesquisa, foram atrás da cor da tinta e das características originais, todavia nada foi tão difícil quanto encontrar os pneus para substituir os antigos, por isso teve que importar. “Foi até difícil a importação, esse pneu é um 900×16, ele tem a dimensão de um caminhão com o aro de picape, porém nós conseguimos comprar quatro. O primeiro que coloquei foi de caminhão, mas ficou muito alto, grande, duro, inviável. Valeu o aprendizado”, pontua.

Do pesado ao leve

Aumentando a coleção está o Dodge Commander WC15 de 1941 com um motor continental de seis cilindros. “Ele é um dos poucos pré-guerras no Brasil. Ele foi restaurado a partir de um chassi, uma carcaça, só tinha a frente”, relembra.

Além disso, conta com dois caminhões, o primeiro é o Reo M 35 Army de 1969 para transporte de tropa. Dentre as características está a sua imersão de até 1,50 m de nível de água, a capacidade de carga de pouco mais de 2 toneladas e a velocidade de 90 km/h. “Ele pertenceu a Marinha, aos Fuzileiros Navais, ele foi repotencializado pelo Exército com um tratado com os EUA. Então a mecânica é toda americana, motor é moderno de 1989, mas guarda todas as características do projeto passado”, explica.

O segundo grandalhão é russo, uma Ural 1989. “Os russos são muito mais potentes que os americanos. São caminhões V8 a diesel, o consumo dele é 0,9 km/l, menos de um litro, devido a potência. É um veículo 6×6 com um pneu 1400×20 para atravessar deserto, geleira”, completa João.

E não para por aí, ainda tem um Jeep 1942 MB com suporte de metralhadora .50 e rodas bipartidas, uma Harley-Davidson 1942, uma bicicleta customizada, com direito a farol de leitura e marmita de lata incorporados ao design, dentre outros exemplares.

Participação

Assim que a “Pata Choca” foi finalizada em 2004, iniciou a sua participação, a bordo dela, no desfile de 7 de setembro.

“A partir da iniciativa do meu filho, que fazia pelo colégio militar, nós também resolvemos participar da FEB (Força Expedicionária Brasileira). E incentivado também por um colega do Museu do Automóvel, passamos a fazer parte de reuniões e da organização, estando em outros eventos, não só do 7 de setembro”, relata.

Outros veículos dele chegaram também a participar, porém na edição deste ano, essa parceria antiga continuará. “É muito importante, a gente está não só preservando um carro antigo, mas uma história”.

Texto: Camila Marcelo

Fonte: Diário do Nordeste

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