Toyota testará carro ‘falante’ e autônomo até 2020
17 de outubro de 2017 – 11:54 | Comentários desativados

A Toyota Motor disse nesta segunda-feira (16) que começará a testar um carro elétrico autônomo em torno de 2020, o modelo usará inteligência artificial (IA) para interagir com os motoristas.
O carro, cujo modelo conceito foi …

Ler post completo »
Curiosidades

F1

Mercado

Motos

Novidades

Home » F1

Diretor da Pirelli: “Se a F1 não mudar, então podem procurar outra fornecedora”

Submitted by on 19 de julho de 2013 – 11:16No Comment

09

Cansado do modo peculiar de lidar com todas as crises e turbilhões da F1, o diretor esportivo da Pirelli, Paul Hembery, admitiu que a fabricante italiana está disposta a deixar a categoria, caso não haja mudanças nos procedimentos de testes e na possibilidade de trabalho em conjunto com as equipes para o desenvolvimento de seus produtos.

Em 2013, a empresa vem recebendo uma enxurrada de críticas por distribuir compostos, que, além de um alto índice de degradação, também apresentaram delaminações em várias provas. Ao longo de toda essa crise, enquanto times como Mercedes e Red Bull não poupavam reclamações e exigiam mudanças, a marca não conseguiu fazer as alterações desejadas até o GP da Alemanha, porque concorrentes como Ferrari, Force India e Lotus, que estavam se beneficiando desse novo cenário, vetaram qualquer tipo de modificação.

O GP da Inglaterra foi o ápice dos problemas, já que quatro competidores sofreram estouros nas unidades traseiras do lado direito no decorrer da mesma corrida. Só a partir de então a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) deu maior autonomia para que a Pirelli implantasse alterações, como a nova estrutura com cintura de kevlar, no GP da Alemanha, e uma combinação da borracha de 2013 com a estrutura dos pneus de 2012, que está sendo testada nesta semana, em Silverstone, e deve estrear no GP da Hungria.

Para Hembery, um dos grandes problemas está na falta de testes para avaliar os produtos adequadamente. Quando a fabricante tentou fazê-lo, em maio, junto com a Mercedes, acabou repreendida por burlar o artigo 22 do regulamento esportivo e usar um veículo da atual temporada. Por isso, o diretor pediu uma revisão de todas as restrições.

“Essas são coisas que têm que mudar. Não dá para nos arriscarmos e nos colocarmos nessa situação novamente. Não há dúvidas de que é preciso mudar. Se a categoria não quiser mudanças, então eles podem procurar outra [fornecedora de pneus]. Queremos ficar, claro, mas precisamos de algumas mudanças. Não dá para ficar só na conversa, é preciso mudar”, enfatizou, em entrevista ao site do canal britânico “ESPN”.

De acordo com o dirigente, as equipes que compõem o grid estavam mais afeitas e dispostas a trabalhar em harmonia no primeiro ano de atuação da marca como fabricante exclusiva de pneus. Contudo, uma série de divergências em outros âmbitos tem atrapalhado toda a operação nas últimas duas temporadas.

“Não vou criticar a FIA, porque não acho que seja um problema necessariamente deles. Estávamos trabalhando melhor com os times. No primeiro ano, o trabalho em conjunto era muito melhor, mas vimos isso se dissipar ao longo dos últimos dois anos e meio. Não foi só conosco. ,Acho que há uma série de questões por trás das cortinas, no novo Pacto de Concórdia, e coisas do tipo. Algumas equipes estão sofrendo, portanto há mais atritos entre elas do que antes. Embora tenhamos um apoio fantástico de cada uma delas individualmente, coletivamente não é assim”, relatou.

Além de todas essas queixas, a Pirelli ainda tem que lidar com o fato de não ter um contrato garantido para 2014. O acordo já estaria firmado com a FOM (Formula One Management), de Bernie Ecclestone, e com a maioria das escuderias, mas ainda falta selá-lo junto a todas a um número incerto de esquadras e à FIA. Por isso, Hembery não descartou a hipótese de a companhia decidir sair do campeonato, mesmo que de forma tardia.

“Estamos trabalhando visando ao ano que vem, [mas] o tempo está passando. Não precisamos da F1 para sobreviver como um negócio; é só uma parte da companhia. Em novembro, é possível que façamos nossas malas e saiamos, e aí isso vai virar problema de outro alguém. Mas temos feito todos os esforços para resolver as coisas. Não estabelecemos nenhum prazo, estamos apenas trabalhando em cima”, explicou.

“Talvez isso seja ingênuo de nossa parte, talvez devêssemos insistir que as coisas fossem resolvidas [logo]. Já estamos na metade de julho e, se alguém quiser vir e assumir o controle, acho que seria uma decisão muito corajosa, porque os problemas que estamos sofrendo seriam os mesmos problemas que qualquer fabricante teria, para ser honesto”, previu.

Fonte: Leonardo Felix / Tazio
Foto: AP Photo/Michel Euler, Pool

Comments are closed.