Toyota Yaris sedã começa a chegar às concessionárias
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Desde 1942: este é o Fusca mais antigo em circulação no planeta

Submitted by on 29 de junho de 2015 – 14:40No Comment

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Poucos carros possuem uma identidade tão forte como o Fusca, que permaneceu essencialmente o mesmo ao longo dos 65 anos em que foi produzido, começando na Alemanha em 1938 e terminando no México em 2003. Digam o que quiserem, mas o carrinho é valente: há exemplares de todas as épocas rodando firmes e fortes pelo mundo inteiro. Mas qual é o mais velho de todos – o mais antigo em circulação? Resposta: o Käfer 1942 do alemão Otto Weymann.

Como você deve saber, discordâncias a respeito de seu idealizador à parte, o Volkswagen original começou a ser produzido em 1938, depois que seu projetista, Ferdinand Porsche, foi contratado pelo Führer Adolf Hitler para projetar o “carro do povo”. A proposta: um automóvel barato, robusto e confortável (para a época, vejam bem), que poderia ser comprado pela população através de uma espécie de consórcio. Uma pequena leva deles foi fabricada no início de 1939, mas a produção foi interrompida pelo início da Segunda Guerra Mundial.

A robustez do projeto veio a calhar para o exército alemão, que encomendou à fabrica versões feitas especificamente para uso militar. As mais conhecidas são o anfíbio Schwimmwagen e o jipe Kübelwagen. Apesar da carroceria drasticamente diferente do modelo civil (que também foi produzida em números limitados no início da década de 40, para uso dos oficiais de alta patente), o chassi era basicamente o mesmo, bem como a mecânica.

O carro de Otto Weyman começou sua vida como um destes veículos militares. De acordo com os registros oficiais, o veículo nasceu como um Kübelwagen, chassi nº 8032, produzido no dia 20 de maio de 1942 – ainda em meio à Guerra.

O Kübelwagen foi usado para fins militares por alguns anos. Primeiro, por um escritório das forças armadas na cidade de Kassel. Depois, pela Wehrmacht, as forças armadas do Terceiro Reich; e em seguida levado para a base aérea de Riem, em Munique. Então a Segunda Guerra acabou, os americanos venceram e confiscaram tudo o que os alemães tinham, incluindo o Kübelwagen. Os vencedores da guerra levaram o carro de volta para a fábrica da Volkswagen, onde recebeu uma nova carroceria, fabricada depois da Guerra – uma carroceria de Fusca.

É por isso que, para alguns especialistas, o carro não é um Fusca. Caras como Manfred Grieger, historiador do museu da Volkswagen em Wolfsburg, Segundo ele, o número do chassi é o que conta e, por isso, não importa a carroceria: o carro é um Kübelwagen, e não um Käfer.

Isto pouco importa para Otto, contudo. O ourives aposentado nascido em 1937 (cinco anos antes do carro) não é o primeiro dono, mas é o que está há mais tempo com o carro. Ele o comprou em 1975 e o dirige regularmente desde então – lá se vão quatro décadas inteiras.

Ao menos cinco donos haviam colocado suas mãos no Fusca antes de Weymann. Ainda em 1950, o carro foi vendido ao encanador Albert Ludwig. Depois dele, no ano seguinte, quem o comprou foi o pianista Heinz Clemens e, em 1952, o médico veterinário Erich Scheurer. Em 1957 o Dr. Scheurer vendeu o Fusca a um amigo, o Dr. Heinz Nützel, que em pouco tempo o vendeu a um homem chamado Markus Hermann, que ficou com ele até 1967 e o vendeu por achar o porta-malas pequeno demais.

O Fusca ficou abandonado em um depósito até 1974, quando Weymann o encontrou na seção de classificados de uma revista especializada em VW. “Àquela altura o carro já era uma raridade, e eu soube naquele momento que precisava comprá-lo”, ele contou ao site alemão Bild.de.

E foi exatamente isto que Weymann fez. Inicialmente atraído pela janela traseira bipartida, que conhecemos por aqui como split, enquanto os alemães chamam de “Pretzel”, o ex-ourives fanático por Volkswagen só ficou sabendo que o carro era o Fusca mais antigo em circulação depois da compra, enquanto pesquisava o histórico do carro e não encontrou nenhum que tivesse sido produzido antes dele e ainda estivesse rodando.

Claro, existem exemplares mais antigos, fabricados entre 1938 e 1939. Boa parte deles perdeu-se no tempo, mas alguns poucos foram restaurados e estão atualmente expostos em museus. Nenhum deles está rodando regularmente. Aliás, Weymann também tem um Fusca que não roda: um exemplar que, segundo ele, foi o primeiro carro a cruzar a fronteira entre as duas Alemanhas depois da queda do Muro de Berlim. Este fica em seu quintal, acumulando ferrugem e musgo na carroceria desde então. Para Weymann, trata-se de um monumento à história alemã.

Otto Weymann não se importa com o passado de seu Fusca 1942 – ele sabe que o carro foi fabricado como um Kübelwagen, mas não se importa: para ele, trata-se de um legítimo Fusca que, 800.000 km e uma troca de motor depois (realizada em algum momento dos anos 1950), continua rodando todos os dias. Pouca coisa mudou no carro ao longo deste tempo: Otto restaurou sua cor original e instalou novas lanternas. Mais nada.

Depois de pagar o equivalente a cerca de € 1.400 (por volta de R$ 4.800) pelo carro em 1975, Weymann recusou uma oferta de US$ 60 mil (R$ 187 mil em conversão direta) feita por um colecionador californiano recentemente. E ele não pretende se desfazer de seu Fusca tão cedo: diz que vai deixá-lo para os netos. Não duvidamos.

Fonte : Flat Out
Texto : DALMO HERNANDES

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