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Castroneves lembra estresse em negociação pela F1: “Eu iria me arrepender”

Submitted by on 31 de julho de 2013 – 10:43No Comment

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Influenciados pelas conquistas de ícones nacionais como Ayrton Senna e Nelson Piquet, os jovens brasileiros que começam a sonhar com uma grande carreira no automobilismo projetam desde cedo na cabeça o caminho das pistas europeias e a chance na Fórmula 1 como o sonho a ser realizado.

Mas a partir da década de 80, com a transição de Emerson Fittipaldi, os Estados Unidos e a Fórmula Indy passaram a ser um caminho paralelo. De 89 para cá, ano do primeiro título de Emerson, a categoria americana já viu mais brasileiros como campeões do que a Fórmula 1 em sua história.

A Indy viu Emerson, Gil de Ferran, Cristiano da Matta e Tony Kanaan faturarem títulos, enquanto a F-1 tem o mesmo Emerson (dois títulos), Piquet e Ayrton Senna (três conquistas cada um) como campeões, sendo a última taça em 1991, com Senna.

A Indy pode ver em 2013 mais um brasileiro campeão. O atual líder da temporada é Hélio Castroneves, tricampeão das 500 milhas de Indianápolis, prova considerada uma das mais tradicionais do automobilismo mundial.

Castroneves, da Penske, tem 425 pontos, 29 a mais do que o segundo colocado, Scott Dixon. Persegue seu primeiro título na competição na qual corre há 15 anos.

Mas a continuidade na categoria poderia ter sido interrompida pelo sonho de criança de correr na Fórmula 1. Só que alguns princípios pesaram acima do sonho, conta o piloto.

Em 2002, Castroneves chegou a fazer testes na Toyota, mas diz não ter acertado porque pesaram questões políticas inesperadas, não reveladas pelo brasileiro. Ficou uma imagem para Hélio de que o sonho de correr na Fórmula 1 tem preço em dinheiro.

“Acho que todos nós quando começamos a correr temos sonhos e objetivos na Fórmula 1. Eu dirigi a Toyota em 2002, e caiu como uma luva o carro. Ele tinha meu estilo, gostei bastante. Só que eu senti que a política foi muito grande. O teste foi bom, andei rápido. Eu tinha e-mails de mecânicos me elogiando, falando que fui bem e que o carro era bom e que tudo foi satisfatório. Mas a politica era muito ruim. Vi que causou um pouco de estresse [as negociações]“, lembrou, em entrevista ao UOL Esporte.

“Eles acabaram contratando o Cristiano da Matta e vi que por essa política não era meu caminho, não era meu estilo. Eu iria me arrepender entrando para a Fórmula 1. Falei com Roger [Penske, chefe de sua equipe] e perguntei o que achava. Ele mesmo tentou negociar. Mas eu prefiro ir pra um lugar onde as pessoas me queiram e não iria só porque eu tinha um sonho. Fiz essa opção. Prefiro estar hoje na melhor equipe, em uma grande equipe que te considera não só pelo seu talento, mas pela pessoa que você é e seus princípios”, continuou.

O brasileiro disse que o método de politicagem imposto pelas equipes da Fórmula 1 para contratar faz com que muitos pilotos da categoria não tenham qualidade. E diz que os melhores da Indy fariam sucesso na categoria concorrente se tivessem carros de ponta.

“Pelo que aconteceu comigo e vejo de fora é isso, se você não tiver o contato certo, não tiver quem possa levar vantagem na parte financeira, não vai acontecer (entrada na Fórmula 1). Respeito alguns pilotos de lá que são competentes. Estão lá há muito tempo. O próprio Felipe (Massa). Respeito ele, mas o resto pode juntar tudo e começar de novo”, falou,

“Te garanto que se colocar um piloto desses da Fórmula 1 na Indy, vão enfrentar outra dificuldade. É outro carro. Vale muito conhecer a pista. (Um piloto da Indy na F-1) se não tiver um carro bom, esquece. Irá tomar cinco, seis segundos. Mas numa equipe competente…quem diria que a McLaren iria andar do jeito que está andando. Em uma equipe com poder da Mercedes, a Ferrari, a Red Bull…nessas grandes equipes eu e mais dez da Indy nos daríamos muito muito bem.”

Metas sem obsessão

O fato de ser líder e perseguir o inédito título não fazem a ansiedade atrapalhar a estratégia, diz Castroneves. Ele vê a busca de objetivos como algo normal, mas sem cobrança ou obsessão pelo que não aconteceu até agora.

“Sempre falei que estou até hoje correndo porque gosto do que faço e quero atingir objetivos. Um dos objetivos é ganhar Indianápolis e feitos de Rick Mears (quatro vezes vencedor das 500 milhas da Indianápolis). São metas que você coloca na vida e que vai lutar, trabalhar e se dedicar pela meta. Não vou por esse caminho (de só pensar no que falta), vou por outro”, explicou.

“Nesse sentido, não foi por falta de esforço, trabalho e equipe, pois sempre estivemos ali. Mas o destino não quis que conquistássemos até agora, talvez esperando o momento certo .Esse ano está sendo muito positivo. Quem sabe não é esse ano? A gente trabalha pra conseguir essas metas. E minhas metas são mais vitórias Indianápolis e o campeonato.”

O fato de ser o alvo a ser batido na temporada pela liderança é algo visto também como trunfo, e não com preocupação. “Eu penso de outra maneira. Você acaba entrando na cabeça dos concorrentes, eles ficam pensando no que você esta fazendo, o que precisam fazer. Eles começam a te analisar. Eu, no meu caso, não estou analisando isso. Trabalho conforme a corrida e dançando conforme a música.”

Fonte: José Ricardo Leite / Uol
Foto: Michael Conroy/AP

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