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Carros pra levantar poeira

Submitted by on 26 de junho de 2019 – 10:15No Comment

Uma mamadeira aqui, uma cadeira de praia ali, em volta churrasqueiras de vários tamanhos, cores e recheios. No ar, o aroma dos assados circula imune à poeira que vem da pista de terra onde modelos de diversos tamanhos e roncos correm em busca do melhor tempo, com a pressa de quem se diverte com descontração. É nesse ambiente que remete ao encontro anual de uma grande família, com parentes vindos de estados tão distantes quanto Rio Grande do Sul e Mato Grosso, que pilotos baianos disputam o Campeonato Brasileiro de Velocidade na Terra, que terá a próxima etapa em Luís Eduardo Magalhães, dia 4 de agosto.

A modalidade chegou ao País no início dos anos 1980 com o nome de “Autocross” e hoje é mais conhecida como Velocidade na Terra. O Campeonato Brasileiro vive uma fase de renascimento com três categorias: Autocross (para carros de chassi tubular chamados de “gaiolas”), Turismo (Sidnei da Silva, Rafael Zanini e Julian Carrascossa disputam a temporada brasileira com modelos de produção em série com motor de até 1.600 cm³) e o Kartcross, a que mais cresce no momento.

Foi no grid de 42 desses pequenos monopostos equipados com motores de motocicleta de até 250 cm³ que a Bahia teve maior representatividade e inscreveu 10 pilotos. Essas pequenas estruturas de tubos são revestidas de material plástico para proteger o piloto e melhorar a aerodinâmica do carrinho. Em Cordeirópolis o melhor resultado dos baianos foi o segundo lugar de Luiz Gabriel Lazzari, jovem que retornou à categoria após uma breve experiência com gaiolas e hoje e lidera o campeonato baiano da categoria.

A F-1 da terra é sem dúvida a categoria das gaiolas, com chassi tubular equipado com motor VW AP 1.6 e câmbio de quatro marchas usado nas antigas Kombi de motor diesel. Na prova de Cordeirópolis (SP), Adroaldo Weisheimer venceu a segunda prova com autoridade a bordo de um dos monopostos mais modernos do grid.

“Meu carro está com o motor instalado mais alto, tem maior distância entre-eixos e o vão livre do solo também foi aumentado. A maioria das pistas onde corremos tem piso de lama, e essas modificações ajudam muito”.

Weisheimer nasceu e cresceu em Barreiras e é o atual campeão baiano de Autocross. Empresário de profissão, ele já planeja seu futuro no esporte: construiu uma gaiolinha em escada 1:5 para sua filha Paola ir se acostumando à velocidade na terra. Detalhe: Paola tem 4 anos, “é louca por velocidade” e por enquanto só tem permissão para controlar o volante porque “eu controlo o acelerador andando ao lado do seu carro”, explica o pai.

Saudoso Lelo Bala

O desaparecimento prematuro de Aureliano Campos esfriou o crescimento da Velocidade na Terra em terras baianas. Das tantas pistas criadas pelo saudoso Lelo Bala só a de Luís Eduardo Magalhães continua em franca atividade. Os traçados de Camaçari, Cruz das Almas, Roda Velha e, principalmente, São Francisco do Conde sofrem a falta de união dos pilotos, como explica o presidente da Federação de Automobilismo da Bahia, Miguel Jacob Filho.

“Infelizmente a ausência do Lelo Bala esfriou um pouco o ambiente da Velocidade da Terra. Apesar da desunião dos pilotos na região de Salvador, a especialidade reúne o segundo maior contingente de pilotos filiados à FAB. Mesmo assim, temos um grande potencial de crescimento”.

A 70 km de Salvador, a pista de São Francisco do Conde é uma das melhores do Brasil e recebeu o Campeonato Brasileiro de 2017 em grande estilo: cerca de 200 pilotos no traçado de 1.660 metros de extensão e 16 metros de largura. Jacob Filho planeja reativá-la no segundo semestre.

Um pé no agronegócio

Uma das causas da popularidade crescente do Autocross é seu aspecto “raiz”: as pistas de terra são mais fáceis de ser construídas e têm conservação mais barata, o investimento em preparação e manutenção dos carros é bem menor quando comparado com o automobilismo de pista. Há cerca de dois anos o paranaense Gian Roberto Pasquali abraçou a causa e conseguiu unir dois elementos fundamentais para o sucesso de qualquer evento: patrocinadores importantes e pilotos unidos.

“Por ser um esporte praticado no campo, a Velocidade na Terra reúne muitos fazendeiros, e seu DNA rural atraiu a atenção de empresas do agronegócio, como a ULP e da Firestone, que apoiam o campeonato brasileiro”.

Texto: Wagner Gonzalez

Fonte: Atarde.uol

Portal Rodão

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