Toyota Yaris sedã começa a chegar às concessionárias
12 de julho de 2018 – 8:51 | Comentários desativados

 Configuração sedã do Yaris começou a ser fabricada na semana passada e já chegou a concessionárias da marca no país
O Toyota Yaris sedã já começou a chegar às concessionárias da marca, de acordo com informações …

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Alta do dólar – efeitos colaterais do câmbio

Submitted by on 16 de setembro de 2013 – 11:23No Comment

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A indústria automotiva brasileira passa por um momento de afirmação. O Inovar-Auto, regime automotivo anunciado no ano passado, finalmente botou os pingos nos “is” e criou um conjunto de regras para quem quer produzir e vender carros no Brasil. Porém, as fortes e sucessivas valorizações recentes do dólar – referência de qualquer operação financeira – mudaram, para o bem e para o mal, alguns projetos das empresas do setor. A moeda norte-americana já vale cerca de R$ 2,30, uma alta de cerca de 15% em relação ao início do ano. E a cotação da moeda norte-americana tem efeito direto tanto em importações e exportações como também na produção dos automóveis brasileiros.

A primeira consequência da valorização do dólar para a operação das marcas é na importação. Afinal, com a alta da cotação, uma unidade moeda americana vale mais unidades de reais. Ou seja, se um carro era importado por US$ 20 mil, o seu preço por aqui era na faixa dos R$ 40 mil. Hoje, a conversão direta já aponta para algo próximo de R$ 50 mil. Porém, essa alta pode não ser imediatamente passada para o consumidor. Tudo depende da estratégia da marca e de quanto ela pode sacrificar a sua margem de lucro para não perder mercado para a concorrência. “O planejamento precisa ser bem feito. Hoje, temos a operação no Brasil protegida. É exatamente por causa desse planejamento que não alteramos a nossa tabela de preços” , revela Thiago Lemes, gerente nacional de vendas da Audi Brasil. A rival Mercedes-Benz segue a mesma linha. “Até o momento não alteramos nossa tabela de preços. No entanto, temos que aguardar o nível da próxima acomodação do câmbio para tomar alguma decisão para o futuro” , pondera Dirlei Dias gerente sênior de vendas e marketing da empresa.

Mesmo assim, se o dólar se mantiver alto por muito tempo, essa elevação dos preços finais em veículos é inevitável. E não só para os carros que vem de fora do país. Os modelos feitos por aqui contam com muitas peças importadas – também cotadas na moeda ianque. Assim, se o preço destes componentes subir, o valor total do automóvel também se eleva. “Esses veículos domésticos vão sofrer uma reestruturação dependendo de quantos elementos importados têm em sua composição. Mas, na comparação com os estrangeiros, vão ficar beneficiados” , considera Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp.

No caso das exportações, a balança pende mais uma vez para as empresas que produzem em solo nacional. Com o real desvalorizado frente ao mercado externo, a tendência é que o carro brasileiro fique com preços mais competitivos. A Fiat, maior fabricante de automóveis do Brasil, registrou, no primeiro semestre do ano, aumento de 92% nas remessas para o exterior de automóveis e comerciais leves, na comparação com o mesmo período de 2012. De acordo com a marca italiana, isso foi resultado exatamente da desvalorização do real em relação ao dólar. A maior competitividade dos produtos brasileiros, por sinal, deve permitir que a Fiat brasileira retome as vendas externas de produtos que nos últimos anos não eram viáveis em alguns mercados.

Segundo muitos economistas, essa grande instabilidade do dólar deve continuar durante mais um período. “O cenário internacional que tem ditado o câmbio. Depende do que acontece lá fora. Mas o que dá para prever é bastante volatilidade. E, no final, o dólar alto é positivo para a indústria. Nem tanto para o consumidor” , completa Pedro Rossi, da Unicamp. “O ideal é um real estável. O nosso negócio é baseado em alguns números e valores. E essa variação toda é muito ruim para nós” , afirmou Jörg Hofmann, novo presidente da Audi Brasil, durante o Salão de Frankfurt.

Fonte: Rodrigo Machado / Auto Press / MotorDream
Ilustração: Afonso Carlos/Carta Z Notícias

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