Confira as novidades apresentadas no Sal√£o Duas Rodas
20 de novembro de 2017 – 13:49 | Coment√°rios desativados

As principais empresas do setor de motos do Brasil apresentaram suas novidades para 2018 no Sal√£o Duas Rodas, em S√£o Paulo. Mesmo em um mercado que ainda sente os efeitos da crise econ√īmica, foi poss√≠vel …

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A ARTE DE NEGOCIAR NA HORA DE VENDER SEU CARRO

Submitted by on 13 de setembro de 2016 – 15:57No Comment

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Você quer vender seu carro pelo melhor preço. O lojista quer pagar o melhor preço (do ponto de vista dele, claro!). Veja como é possível equilibrar a balança

Fa√ßa o teste: v√° a uma concession√°ria e demonstre interesse num carro zero. O vendedor vai mostrar tudo que ele tem de bom e fazer in√ļmeros elogios. Volte no dia seguinte para revender seu usado com as mesmas caracter√≠sticas e h√° uma boa chance de voc√™ ouvir argumentos bem diferentes, √†s vezes at√© opostos, em geral s√≥ para depreciar seu autom√≥vel e jogar o pre√ßo l√° embaixo.

Mas, antes de entrar nesse tipo de negocia√ß√£o, o propriet√°rio deve ter em mente que a oferta nunca chegar√° perto do valor de tabela, pois esse √© o pre√ßo que o cliente final desembolsa pelo ve√≠culo, n√£o a loja. ‚ÄúA gente n√£o consegue pagar o que o particular paga. Existe um trabalho em torno do ve√≠culo, temos custos de entrada, de notas fiscais‚ÄĚ, diz o gerente de vendas de uma concession√°ria Honda em S√£o Paulo. E, claro, ainda h√° o lucro da pr√≥pria loja, o que √© justo.

Mas e quando esse lucro é abusivo? Aí é que entra o poder de negociação do dono do automóvel. A máxima de que é preciso pesquisar muito para fazer uma boa compra vale também para uma boa venda. Veja a diferença que faz correr atrás da melhor oferta. Quando simulamos a venda do Ford Ka de Longa Duração da QUATRO RODAS, no começo do ano, recebemos ofertas que iam de 24.000 a 32.000 reais.

Portanto, nessa hora vale tudo para jogar o preço para baixo. Uma das desculpas mais comuns são risquinhos ou batidas leves na lataria, que geralmente são baratas para reparar (talvez não mais de 400 reais), mas a loja quer tirar 5.000 reais do valor a ser pago. O segredo é, então, passar numa oficina antes e fazer o orçamento. Assim, quando reclamarem, você pode até dizer que fará o conserto se a loja quiser.

A cor do dinheiro

Outro argumento √© a cor da pintura do autom√≥vel. √Č verdade que algumas s√£o mico e outras, muito valorizadas, mas √†s vezes um vermelho ou verde pode ser s√≥ desculpa para pagar menos. Basta fazer uma checagem em an√ļncios na internet antes de revend√™-lo para descobrir se um modelo da mesma cor que o seu est√° na m√©dia de mercado ou n√£o.

‚ÄúUma artimanha tamb√©m comum √© avaliar o ve√≠culo pelo ano de fabrica√ß√£o e n√£o pelo ano-modelo, quando eles s√£o diferentes‚ÄĚ, explica Joel Leite, diretor da ag√™ncia AutoInforme, especializada em mercado automotivo. ‚ÄúSe o comprador usar esse argumento, est√° sendo maldoso. O vendedor precisa bater o p√©‚ÄĚ, afirma.

Uma desculpa que deixa muito propriet√°rio irritado √© o de que o carro zero equivalente ao seu vai sair de linha. ‚ÄúTentam, com isso, argumentar que o valor do usado vai cair muito, o que √© uma grande bobagem. Isso porque o carro que vai chegar para o lugar daquele que supostamente est√° saindo ser√° bem mais caro. O usado n√£o perde valor por causa disso‚ÄĚ, diz Joel Leite.

Outro pretexto muito comum surge quando o ve√≠culo a ser negociado √© uma s√©rie especial. ‚ÄúOutra bobagem, pois s√©ries especiais em geral s√£o autom√≥veis muito bem equipados.‚ÄĚ Ou seja, o futuro comprador vai pagar menos por mais.

Acessório sem valor

Aten√ß√£o para os ve√≠culos que receberam v√°rios acess√≥rios que n√£o eram itens de s√©rie. Lojistas tendem a se basear no pre√ßo de tabela daquela vers√£o, independente do que voc√™ instalou depois que ele saiu da autorizada. ‚ÄúConforme a situa√ß√£o, como um equipamento de som diferenciado ou mesmo um farol de milha, vale mais a pena retir√°-los do carro do que tentar recuperar esse investimento na venda‚ÄĚ, explica Paulo Garbossa, consultor da ADK Automotive.

Tamb√©m faz parte do jogo da negocia√ß√£o bater o p√© num valor m√≠nimo e saber dizer n√£o, sobretudo quando se tem um bom produto nas m√£os. ‚ÄúLevei a uma concession√°ria meu Punto 2009, que na √©poca sa√≠a por 31.000 reais‚ÄĚ, diz a empres√°ria Isis Moretti.

‚ÄúElogiaram o carro, mas disseram que havia um reparo a fazer na porta direita, o que n√£o era verdade. Depois falaram que havia uns riscos, que gastariam para encerar, que uma semana antes havia entrado um carro melhor e mais barato. Conclus√£o: ofereceram 22.000 reais, dizendo que o repassariam por no m√°ximo 28.000 reais.‚ÄĚ Quando ouviu a oferta, Isis bateu na mesa e, ofendida, levantou-se na hora, mas no fim acabou chegando a 27.000 reais.

Dono de loja h√° 50 anos, o vendedor Bruno Giannini resume o caso: ‚ÄúTudo depende se o comprador √© honesto ou n√£o. O desonesto fala que tem defeito onde n√£o tem. Quando encontro algum defeito, eu n√£o falo. Apenas fa√ßo a oferta. Do contr√°rio, ele fica bravo e n√£o volta mais. √Č por isso que tenho uma freguesia cativa h√° tantos anos.‚ÄĚ

TEXTO: Luís Perez
FONTE: Quatro Rodas

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