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23º Congresso Fenabrave discute novos rumos para as concessionárias

Submitted by on 15 de agosto de 2013 – 11:54No Comment

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O mercado automotivo brasileiro atravessa bom momento desde o ano passado. Apesar das oscilações registradas em 2013, o saldo ainda é considerado positivo segundo a Fenabrave – federação que reúne os principais distribuidores de automóveis do país. Tanto que a expectativa para o fechamento deste ano é de crescimento, ainda que modesto – em torno de 1% – para um total próximo das 3,7 milhões de unidades. No entanto, se a indústria tem razões para festejar, o mesmo não acontece com as concessionárias. Composto por aproximadamente 7 mil revendas que geram 390 mil empregos e movimentam cerca de 5,7% do PIB nacional, o setor de concessionárias automotivas concentra a maior parte das receitas nas vendas de carros novos. Mas convive com margens de lucro cada vez mais comprimidas. Tanto que a busca por fontes alternativas de renda para a sustentação dessas empresas foi o principal tema discutido no 23º Congresso Fenabrave, realizado no início de agosto em São Paulo.

As concessionárias brasileiras vivem uma realidade diferente da encontrada em mercados mais desenvolvidos. Por aqui, cerca de 70% dos lucros se deve à venda de veículos novos. O problema é que, em alguns casos, isso representa um valor menor que um salário mínimo por carro comercializado – caso de um compacto de entrada na faixa dos R$ 30 mil. Os serviços de pós-vendas – que incluem manutenção e peças – correspondem a somente 20% da receita total. E os 10% restantes são provenientes da venda de seminovos. Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 5% do sustento das concessionárias vem dos veículos novos. E 75% das receitas é originada no pós-vendas.

Para Charles Mills, presidente da consultoria JD Power nos Estados Unidos, os serviços de manutenção têm papel fundamental na busca por um equilíbrio das fontes de rentabilidade para as concessionárias. Segundo estudo da empresa norte-americana, o brasileiro prefere fazer atendimentos em oficinas independentes que nas redes de concessionárias autorizadas, depois que a garantia acaba. E uma das principais razões para isso é o custo elevado dos serviços prestados nas revendas, associado à qualidade do atendimento, nem sempre satisfatória. “O consumidor procura gastar menos tempo, ter um custo menor e ainda busca maior envolvimento de quem o atende”, avalia Mills. De acordo com o executivo, as concessionárias precisam qualificar melhor os profissionais para que o consumidor tenha certeza de que o problema será resolvido de uma só vez.

Por ainda concentrarem grande parte de seu faturamento nas vendas, as concessionárias são bastante expostas às oscilações econômicas. E, a partir de 2014, a situação poderá ficar ainda pior, já que um dos principais incentivos à compra de carros – a redução do IPI – voltará ao patamar normal, na ordem de 7%. Diante deste cenário, o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, aponta para a venda de usados como uma boa saída para as concessionárias. E acredita que outras medidas governamentais podem ajudar a fomentar o mercado de seminovos. Uma delas seria a chamada “reciclagem automotiva”. A ideia passa, entre outros pontos, por aumentar o rigor das vistorias de licenciamento anual e proibir a circulação de veículos em condições precárias. “Só de tirar esses carros em mau estado da rua geraria um aumento sadio da demanda. E aqueles consumidores que não podem comprar um zero-quilômetro fatalmente investiriam nos seminovos”, argumenta o executivo.

Ferramentas como os smartphones e a internet também podem assumir papel relevante no estreitamento de relações entre o cliente e as concessionárias. Ao menos, é o que afirma o gerente de negócios para a indústria automotiva do Google, Thiago Machado. “Até os anos 1990, o vendedor dominava o conhecimento. Hoje, a informação está em todo lugar e o cliente chega em condições até de contradizer o profissional”, diz Thiago. O especialista considera que as concessionárias ainda não estão preparadas para essa nova tendência de mercado. Para ele, a preocupação excessiva com as vendas faz com que se deixe de dar atenção às demais atividades. “As revendas recebem muito mais recomendações com serviços e hoje essas recomendações chegam muito mais rapidamente. É preciso dividir o foco”, conclui Thiago Machado.

Apesar das alternativas propostas variarem, o certo é que a Fenabrave tem plena consciência da necessidade de encontrar novos caminhos. “Não se pode esperar resultados diferentes quando se age da mesma forma de 20 anos atrás”, reconhece Flávio Meneghetti. Segundo o presidente da entidade, 2013 não está ruim. Apesar de haver uma baixa comparada a 2012, não chega a ser trágico, já que o ano passado teve, historicamente, os melhores 12 meses do segmento no mercado brasileiro. Em contrapartida, a previsão para 2014 não é das mais otimistas e o executivo acha difícil até que o Brasil mantenha o posto de quarto mercado do mundo. Mas a Fenabrave não prevê um cenário de crise nem demissões para as concessionárias. O setor acredita que seja possível tirar um pouco o foco das vendas de veículos novos e crescer nas áreas de vendas de usados e prestação de serviços. Diversificar é o caminho para tentar escapar ileso das flutuações da economia.

Fonte: Michael Figueredo / Auto Press / MotorDream
Foto: Ilustração: Afonso Carlos/Carta Z Notícias

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